A Medusa Bolsonaro — perto deles, os Trumps parecem conservadores e comportados

Esse artigo comenta reportagem da revista alemã que trata da dimensão excepcional da família Bolsonaro na política brasileira. O texto amplia a reportagem estrangeira usando exclusivamente publicações internacionais e o próprio acervo do PolitikBr, construído desde 2025. O eixo interpretativo é a transformação do sobrenome Bolsonaro em capital político, econômico e eleitoral, a atuação internacional de Eduardo, a sucessão de Jair por Flávio, a disputa interna com Michelle e a possibilidade de consolidação de uma verdadeira dinastia política familiar.

Alexandre de Moraes – Sessão Extraordinária do STF : André Mendonça está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe nesse país.

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não concluiu se abrirá ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, mantendo a deliberação em curso na sessão extraordinária, em andamento hoje.
A sessão do STF prossegue analisando a Petição 16662, que envolve supostas conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Kassio Nunes Marques se declarou impedido de participar e votar no julgamento. Ele argumentou que, na condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o caso — que envolve mensagens associadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do caso Banco Master — poderia gerar questionamentos sobre reflexos no cenário eleitoral próximo. Antes de anunciar o afastamento, o ministro também negou irregularidades envolvendo o seu filho citadas em mensagens recentes.
O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito por motivo de foro íntimo e, por isso, ficou de fora da votação. Ao contrário de Kassio Nunes Marques, que alegou impedimento técnico por ser presidente do TSE, a saída de Toffoli tem motivos pessoais e de histórico com a própria investigação.

Cezinha de Madureira: O Pastor do Tráfico de Influência e o Guru que Abençoou o “Terrivelmente Evangélico”

A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Transparência contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), pastor da Assembleia de Deus Ministério Madureira e aliado próximo do ministro André Mendonça. A investigação apura os supostos crimes de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Cezinha, que não é advogado, vendia acesso a gabinetes de ministros do STF, STJ e TSE. O modus operandi envolvia a advogada Mariângela Fialek (“Tuca”), que captava clientes e redigia peças processuais, e a esposa do deputado, Valéria Rodrigues Linhares, que assinava contratos de honorários. Valores chegavam a R$ 2 milhões por “taxa de sucesso”.
O caso ganhou destaque com a apreensão de R$ 510 mil em dinheiro vivo na bagagem de Valéria no aeroporto de Congonhas. O advogado que a socorreu foi Daniel Bialski, o mesmo que defende Daniel Vorcaro — o banqueiro do Banco Master que Cezinha levou a um encontro secreto com André Mendonça no Instituto Iter, em março de 2025.
A operação, autorizada por Flávio Dino, ocorre na véspera do julgamento sobre a conduta de Alexandre de Moraes.
A PF ressalva que não há indícios de participação de magistrados nos crimes. O que se investiga é a mercancia da influência — a venda, por Cezinha, da promessa de acesso ao Supremo.

A seletividade que não se esconde: A Cobrança de Lula, Mendonça, Vorcaro, Flávio Bolsonaro e a eleição brasileira de 2026

O ministro André Mendonça, relator dos casos Master e INSS no STF, se tornou o centro de uma crise institucional ao tentar recusar a quebra do sigilo integral dos dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, alegando que isso “tumultuaria o julgamento” – Ele se refere à apreciação pelo STF das denúncias contra o colega Alexandre de Moraes.
A exitação de Mendonça ocorre em meio às investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que recebeu R$ 69 milhões – dos R$ 134 milhões pleiteados – do Banco Master, à pedido de Flávio Bolsonaro.
A delação de “Mineiro” confirmou as transferências, e a PF aponta tratativas diretas entre Flávio e Vorcaro. Além disso, a empresa de Flávio, Bravo Grafeno, compartilha endereço e contabilidade com empresas do “Careca do INSS”, pivô de um esquema que lesou 4,3 milhões de aposentados.
O presidente do STF, Edson Fachin, afastou Mendonça da relatoria da investigação contra Moraes, e paralisou os processos. Lula reagiu: “Quem tem escritório com o Careca é o Flávio Bolsonaro” .
A crise expõe a seletividade na condução de investigações que afetam diretamente o cenário eleitoral de 2026.

André Mendonça – o “Terrivelmente Evangélico”: A Transparência Seletiva e o Sigilo que Interessa a Quem?

O ministro Edson Fachin, presidente do STF, determinou que André Mendonça, relator dos casos Master e Dark Horse, quebre o sigilo de todos os documentos ligados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero em 24 horas. A decisão atende à pedido da PGR, que apontou que Mendonça havia liberado apenas parte dos procedimentos (já de conhecimento de todos), mantendo sob sigilo “grande parte” das investigações correlatas — incluindo o inquérito do Dark Horse, que envolve o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro.
Alexandre de Moraes acusou Mendonça de ter feito uma “escolha seletiva”, liberando apenas o que lhe era conveniente.
Gilmar Mendes pediu que Fachin assuma a relatoria dos casos e adie a sessão de 15 de setembro.
Mendonça também negou ao ministro Cristiano Zanin o acesso integral aos dados do celular de Daniel Vorcaro, alegando risco à investigação.
O caso expõe a crise de credibilidade do STF e a disputa em torno do que o público pode ver ou não, pela resistência do atual relator, que deve ser substituído à bem da transparência da atuação do STF.

André Mendonça – O Terrivelmente Evangélico: Os Supostos Vícios da Atuação do Ministro Podem Levar à Anulação de Todos os Processos dos Casos INSS e Master

Este artigo da série “André Mendonça – O Terrivelmente Evangélico” detalha como a “atuação anômala” do ministro, apontada pela Polícia Federal, abriu caminho para uma enxurrada de pedidos de anulação e suspeição nos casos do INSS e do Banco Master. As revelações da jornalista Daniela Lima, do UOL, indicam que o ministro pode ter participado ativamente de negociações de delação premiada e que o afastamento do diretor-geral da PF pode ter sido um embaraço à Operação Dark Horse. A crise institucional no STF se aprofunda, com o presidente Edson Fachin estudando retirar os casos das mãos de Mendonça. O custo final pode ser o naufrágio de duas das maiores investigações de corrupção do país.

André Mendonça – o Terrivelmente Evangélico: O Afastamento do Chefe da PF como Embaraço à Operação Dark Horse

Este artigo da série “André Mendonça – o Terrivelmente Evangélico” analisa, com base nas revelações da jornalista Daniela Lima, o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, como um embaraço calculado à Operação Dark Horse. O texto expõe a guerra interna no STF, a falsa equivalência das decisões de Fachin, a estratégia de Flávio Dino e o timing suspeito que liga o ministro André Mendonça à proteção de aliados e ao ataque a adversários. Uma leitura crítica e direta sobre os bastidores do poder.

André Mendonça – O “Terrivelmente Evangélico”: Quem com ferro fere, com ferro será ferido

O feitiço virou contra o feiticeiro. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tentou usar o inquérito do Banco Master para atingir o colega e ministro Alexandre de Moraes — e acabou se tornando alvo da própria armadilha.
Em 3 de setembro de 2026, Moraes encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido formal de investigação contra Mendonça, apontando a existência de “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade em relação à André Mendonça. A acusação central: Mendonça teria agido por “motivos políticos” para favorecer o seu próprio grupo, direcionando investigações contra Moraes, o presidente do Senado Davi Alcolumbre e o filho do presidente Lula, Lulinha.
O erro capital de Mendonça foi não seguir o rito processual. Enquanto Moraes pediu à Fachin que abrisse uma investigação — o procedimento correto —, Mendonça simplesmente a abriu por conta própria, determinando que agentes da PF lotados em seu gabinete produzissem um relatório contra o colega.

O Ministro “Terrivelmente Evangélico” e o Estado Policial Paralelo

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, está no centro de uma crise institucional que expõe, em detalhes, seu modus operandi como relator das operações Sem Desconto (INSS) e Compliance Zero (Banco Master). Relatórios de inteligência da Polícia Federal, obtidos e tornados públicos pelo ministro Alexandre de Moraes, revelam que Mendonça agiu como verdadeiro militante político, direcionando investigações contra adversários — incluindo Moraes, o senador Davi Alcolumbre e o filho do presidente Lula, Lulinha — enquanto blindava aliados como Dias Toffoli e Nunes Marques.

André Mendonça – O Terrivelmente Evangélico: Antecedentes e as “Jogadas de Vorcaro”

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, está no centro de uma crise institucional, sem precedentes, após a revelação de que se encontrou secretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em março de 2025. O encontro ocorreu na sede do ITER, instituto de cursos jurídicos fundado pelo próprio ministro, e não em seu gabinete oficial — o que já levanta suspeitas sobre a natureza da conversa.
Segundo investigações do jornalista Paulo Motoryn, divulgadas pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL) e pelo Jornal GGN, o ITER emitiu 37 notas fiscais em apenas três dias (entre 11 e 14 de março de 2025), incluindo o dia do encontro com Vorcaro. O caso expõe a tentativa de Mendonça de blindar a sua relação com o banqueiro enquanto, simultaneamente, usava o inquérito do Banco Master para atacar adversários políticos no STF, na PF e na PGR, como o colega e ministro Alexandre de Moraes

A reação de Mendonça foi de pânico: confirmou o encontro, anunciou sua saída do ITER e apresentou notas fiscais de R$ 26,4 mil para rebater suspeitas de que teria recebido ternos de presente de aliados de Vorcaro. Paralelamente, mobilizou lideranças evangélicas em seu apoio, resgatando a figura do ministro “terrivelmente evangélico” — rótulo que o acompanha desde sua indicação por Jair Bolsonaro.