O Boi e o Biorreator: Quando a Carne de Verdade Enfrenta o Seu Próprio Clone

A maior empresa de carne do mundo, a JBS, inaugurou em abril de 2026 um centro de biotecnologia em Florianópolis para desenvolver “superproteínas” a partir de cultivo celular. O investimento de US$ 37 milhões é parte de uma aposta mais ampla de US$ 100 milhoes em carne cultivada.
Embora a ANVISA tenha publicado a RDC 839/2023, que cria o marco regulatório para novos alimentos, nenhuma carne cultivada está ainda aprovada para venda no Brasil.
O paralelo com a margarina é institucional, não químico: ambas as histórias seguem o mesmo padrão — substituto mais barato, narrativa científica, selo institucional e, décadas depois, a descoberta de que o prometido não se cumpriu. A diferença crucial é que a carne cultivada começa com células animais reais, mas sua produção em biorreator substitui a fisiologia do animal por uma formulação industrial.
O que está em jogo vai além da nutrição: o boi não se patenteia; a célula em biorreator, sim. A concentração da produção nas mãos de poucas empresas representa uma mudança estrutural no controle sobre um alimento básico da humanidade.

Dra. Tatiana diz que a Anvisa errou ao restringir a polilaminina, e chora por negar acesso a pacientes

O artigo aborda a polilaminina, fármaco experimental brasileiro que promete reverter paraplegia e tetraplegia recém-adquiridas, mas enfrenta severas críticas da comunidade científica. Foram extraídos os principais pontos da cobertura jornalística recente: a autorização para uso compassivo pela Anvisa, as críticas do neurocientista Miguel Nicolelis sobre a falta de estudos clínicos completos, a admissão de erros em artigos prévios pela pesquisadora Tatiana Sampaio, a rejeição do estudo por revistas científicas de peso, a revelação de sete mortes entre pacientes em uso compassivo, e a disputa de patentes entre UFRJ e Cristália.

Não é patrocínio: PF apura corrupção com dinheiro de Vorcaro para “Dark Horse”

Artigo do tipo “Rapidinha” do PolitikBr sobre o caso “Dark Horse” envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O STF, por meio dos ministros André Mendonça e Flávio Dino, autorizou a Polícia Federal a investigar o repasse de R$ 61 milhões (US$ 12 milhões) de R$ 134 milhões (US$ 27 milhões) pedidos pelo senador e candidato à eleição presidencial de 2026, o que agrava o contexto e força o senador a parar de se esquivar e responder ás perguntas que o eleitor quer saber: onde foram parar os R$ 61 milhões?

Tailândia Vê o BRICS como Plataforma Estratégica para Ampliar Comércio, Investimentos e Cooperação Econômica

Com base na entrevista exclusiva do vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Tailândia, Sihasak Phuangketkeow, à TV BRICS, este artigo analisa a visão do país sobre o bloco como plataforma estratégica para ampliar comércio e investimentos. A reportagem original foi publicada pelo Brasil 247.
O tabuleiro geopolítico global ganha mais um movimento calculado. Enquanto o Ocidente se debruça sobre as próprias crises, a Tailândia — até pouco tempo vista como um país alinhado ao bloco ocidental — dá um passo firme em direção ao Sul Global.

Flávio Bolsonaro na Globo: “mentiu, omitiu e escapuliu” — e Toledo e Sakamoto explicam o por quê

Flávio Bolsonaro na Globo: quando responder não significa responder

A sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo em 28 de agosto, ganhou um segundo capítulo no dia seguinte, quando os jornalistas José Roberto de Toledo e Leonardo Sakamoto analisaram a sua participação no UOL News.

O diagnóstico foi o esperado. Toledo resumiu a atuação do candidato em três verbos: “mentiu, omitiu e escapuliu”. Sakamoto falou em um “Grand Slam” de mentiras envolvendo o Banco Master, a tentativa de golpe, o tarifaço e o meio ambiente.

O principal ponto foi o caso do Banco Master e os R$ 61 milhões destinados ao filme Dark Horse. Flávio classificou o dinheiro como investimento privado e afirmou não ter responsabilidade pelos contratos. Mas Sakamoto questionou como um político poderia obter R$ 61 milhões dentro de uma negociação que chegou a R$ 134 milhões sem apresentar projetos concretos ao financiador.

O Novo Mapa da Economia Mundial: Os Dez Primeiros Países em Poder de Paridade de Compra (2026)

A notícia de que a Rússia se tornou a quarta maior economia do mundo em PPC, atrás apenas de China, dos Estados Unidos e da Índia, não é apenas um dado estatístico. É um sinal claro de uma mudança tectônica no poder econômico global, que o PolitikBr já vinha acompanhando. Essa classificação não é sobre a riqueza em dólares, mas sobre o que se pode comprar com a moeda local, dentro das fronteiras de cada país. A Rússia, por exemplo, ao ajustar o seu PIB pela paridade do poder de compra, vê o seu valor econômico quase triplicar, superando economias europeias consolidadas como a Alemanha e o Reino Unido

O “Dark Horse” de Flávio e os 61 Milhões que Precisam de Explicação

A “Rapidinha” do PolitikBr analisa o editorial do jornal Estado de S. Paulo, que cobra explicações do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) sobre o financiamento de R$ 61 milhões, oriundos do banqueiro Daniel Vorcaro (Banco Master), para o filme “Dark Horse”. O artigo destaca a promessa não cumprida de prestar contas em 30 dias, a tentativa do senador de declarar o caso uma “página virada” sem apresentar documentos, e a gravidade do contexto, com Vorcaro preso por suspeita de liderar uma fraude bilionária e com a Polícia Federal investigando o caso. A análise reforça a necessidade de transparência total para um postulante ao Palácio do Planalto.

Pepe Escobar: A Falência do Bloqueio Econômico Americano ao Irã

A tentativa dos EUA de impor um bloqueio econômico total ao Irã está fadada ao fracasso, segundo análise de Pepe Escobar. Após a derrota militar estratégica, Washington recorreu ao cerco financeiro, mas esbarra em obstáculos intransponíveis. O Irã, uma encruzilhada geográfica na Eurásia, possui múltiplos corredores terrestres e marítimos (Paquistão, Cáspio, Ásia Central) que os americanos não podem bloquear. Além disso, aliados-chave como o Paquistão, a China e a Rússia se recusam a aderir às sanções unilaterais, mantendo o comércio e a cooperação com Teerã. O Irã já avisou que os países que se aliarem ao bloqueio serão considerados inimigos, e ameaçou retaliar ataques a seus alvos civis na proporção de “dez por um”. Apesar da tensão, há movimentos diplomáticos (Qatar, Omã, Paquistão) para reanimar um “memorando de entendimento em coma”, mas a posição iraniana é de força e desconfiança.

Pepe Escobar: O Pacto de Meca e a Espiral de Demência do Império

A escalada no Oriente Médio atingiu um novo patamar nesse final de agosto de 2026. O Pacto de Meca entre a Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia, uma aliança militar de defesa coletiva, busca reposicionar a segurança regional. Simultaneamente, os Houthis impuseram um bloqueio naval no Mar Vermelho, atacando petroleiros sauditas e invalidando a eficácia do pacto, em certa medida. Israel escalou a tensão ao bombardear uma base síria, que poderia ser usada pela Turquia, enquanto a administração Trump tentou, sem sucesso, subornar alguns dos generais do IRGC para dividir o Irã, revelando o seu completo desespero diante da derrota geoestratégica e militar que sofreu. A especulação sobre a adesão iraniana ao pacto de Meca – uma especulação – tem potencial para reconfigurar o xadrez geopolítico, apontando para o fim da presença americana na região, e o início de uma nova ordem de segurança regional. A ameaça iminente de um ataque nuclear dos EUA ao Irã, debatida abertamente, mostra a “espiral de demência” de um império em decadência.