Breaking News: Trump Quer Zelensky Fora!

Principais entregas deste artigo:

  • A declaração bombástica de Trump exigindo a substituição de Zelensky.
  • O acordo de diesel entre Trump e Putin e as suas implicações geopolíticas.
  • A reação furiosa de Zelensky e o impasse diplomático em Washington.
  • O pano de fundo: eleições de meio de mandato e preço recorde do diesel nos EUA.

Internacional, Nacional, Economia, Geopolítica, Política

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Por PolitikBr I Brasília, Em 10/10/2026, 20h:18min, leitura: 5min

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Editor: Rocha, J.C.

Essa é uma análise documental. Para visualizar “o todo” recomendamos a leitura dos demais artigos e publicações relacionadas, que se somam ao tema de hoje. Boa leitura.

Em uma declaração que abala os alicerces da aliança ocidental, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (10/10) que “chegou a hora da Ucrânia ter um novo presidente” . A fala, feita na Casa Branca, antes de um comício na Flórida, representa a ruptura mais dramática entre Washington e Kiev desde o início da guerra.

Em tom furioso, em entrevista a uma mídia ucraniana, Trump não poupou críticas à Volodymyr Zelensky. Segundo ele, o líder ucraniano foi avisado repetidas vezes para não atacar as refinarias russas de diesel, mas ele ignorou os apelos. “Eu disse: ‘faça o que quiser com a Rússia, mas não ataque as refinarias’”, declarou Trump. “Ele foi lá e atacou.”

O estopim foi a crise global de diesel. A Rússia é a maior exportadora mundial do combustível, e os ataques ucranianos às refinarias russas derrubaram a produção russa em quase 30% – vital, por exemplo, aos agricultores americanos e ao transporte de carga em geral – segundo a Agência Internacional de Energia.

Nos EUA, o preço do diesel disparou para US$ 6,28 o galão, uma dor de cabeça eleitoral à menos de um mês das eleições de meio de mandato.

No Brasil, a crise também chegou, mas o governo Lula contornou a situação até agora, inclusive com subsídio para compra do combustível. Além do mais, a Petrobras vem redobrando esforços para o país se tornar autossuficiente nesse combustível.

E foi nesse contexto explosivo que Trump anunciou um acordo com Vladimir Putin: a Rússia fornecerá imediatamente 300 mil toneladas de diesel ao mercado americano e global, seguidas de 500 mil toneladas em novembro e mais 1 milhão de toneladas na sequência . O Departamento do Tesouro suspendeu temporariamente as sanções ao diesel russo até 7 de abril de 2027 .

A reação de Zelensky foi imediata e furiosa. Em publicação no X, ele chamou o acordo de “presente para Putin” e “um investimento em uma guerra que deveria ser encerrada, não prolongada”. “A Rússia retribuirá o dano causado ao diesel com mais terror”, escreveu o presidente ucraniano .

A diplomacia ucraniana também contra-atacou. O ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, afirmou que “Zelensky tem o apoio do povo ucraniano, e este tem o direito de decidir” seu destino . Nas entrelinhas, a mensagem é clara: Trump pode até querer, mas quem escolhe o presidente da Ucrânia são os ucranianos — não Washington. Será mesmo?!

Do lado russo, a satisfação foi explícita. Kirill Dmitriev, enviado especial de Putin, classificou a declaração de Trump como “icônica e histórica”, acrescentando que “a diplomacia do diesel expôs Zelensky” .

Mas há um detalhe que os analistas não deixam passar: a quantidade prometida por Putin é, na prática, modesta. As 300 mil toneladas iniciais equivalem a cerca de 2,25 milhões de barris — enquanto os EUA consomem 3,8 milhões de barris de diesel por dia . Não resolve o problema estrutural. Serve, como apontou um estrategista, como “medida desesperada” de Trump para conter a inflação antes das urnas .

O que está em jogo, portanto, é mais do que diesel. É quem dá as cartas no fim desta guerra. Trump sinalizou que está disposto a negociar com Putin por cima de Zelensky — e que o líder ucraniano, na sua visão, é um obstáculo a ser removido, não um aliado a ser defendido. Se essa posição se consolidar, a Ucrânia pode descobrir que o seu maior problema não é Moscou, mas a Casa Branca.

Quer saber mais? Leia a matéria completa: Trump anuncia acordo com Putin para liberar diesel russo para mercado mundial — https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwkgjre7r6z1o

Nota ao leitor:

Este artigo traz uma surpreendente viravolta no tabuleiro geopolítico mundial, com o pedido, às claras, do presidente Donald Trump à uma mídia ucraniana, que está na hora de Zelensky ser substituído, lembrando o presidente que mais de 1 milhão de ucranianos morreram no conflito até agora – na verdade mais de 2 milhões, e que Zelensky é o culpado pela crise mundial de diesel, que afeta os planos eleitorais dele nas eleições de meio de mandato, em novembro. As fontes públicas utilizadas estão listadas abaixo para a sua verificação.

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