Israel tem cerca de 90 ogivas nucleares. O Irã, segundo Postol, Starr e o furo de Pepe Escobar, pode ter até 15 — montadas em mísseis hipersônicos, que o THAAD e o Patriot não conseguem interceptar. Com as defesas ocidentais destruídas e a guerra convencional perdida, a “Opção Sansão” deixa de ser tabu e entra na mesa. O que acontece quando o Oriente Médio cruza a linha nuclear? Este artigo traça o cenário regional de destruição e morte — e aponta para o que vem depois.
Categoria: Direitos civis e trabalhistas
O Desmoronamento do Império Mediático da Globo e as Eleições de 2026
Este artigo reconstruiu a trajetória histórica da Globo como operadora política das elites brasileiras, desde o apoio ao golpe de 1964 até a tentativa de repetir, em 2026, o roteiro que ajudou a eleger Jair Bolsonaro em 2018. O epicentro da análise foi o cancelamento histórico do debate de 1º de outubro de 2026 — provocado pela recusa de Lula, pela intervenção do TSE, do ministro do STF Gilmar Mendes, e pela desistência de Flávio Bolsonaro.
A ONU e a Repulsa do Mundo à Israel
Este artigo analisa o isolamento diplomático de Israel na 81ª Assembleia Geral da ONU. A partir do abandono massivo do plenário durante o discurso de Netanyahu — incluindo a delegação brasileira —, o artigo contextualiza as falas de Erdogan sobre a necessidade de reforma da ONU e reconhecimento da Palestina, as críticas de Macron e do premier espanhol às ações israelenses, e a tentativa de Netanyahu de desviar o foco atacando o colonialismo europeu. O texto encerra apontando o crescente fosso entre Israel e a comunidade internacional.
“Não somos terroristas, somos vítimas do terrorismo”, diz o presidente do Irã na ONU
Este artigo comenta o discurso do presidente iraniano Massoud Pezeshkian no segundo dia da Assembleia Geral da ONU, em 23 de setembro de 2026. Pezeshkian respondeu à acusação de Trump de que o Irã seria um “estado terrorista”, afirmando que o país é vítima de terrorismo de Estado praticado pelos EUA e Israel. O texto contextualiza o discurso no marco da guerra iniciada em fevereiro, o bloqueio do Estreito de Ormuz e a posição iraniana sobre o programa nuclear.
O Paradoxo do Crescimento da Renda e a Migração do Capital – Caso China
Este artigo analisa o fenômeno da migração da indústria manufatureira de baixo valor agregado para fora da China, impulsionado pelo crescimento dos salários e pela elevação da renda per capita chinesa. Com base em dados salariais comparativos (China vs. Vietnã, Bangladesh, Etiópia), estatísticas de investimento chinês em Bangladesh e números de participação no mercado de vestuário dos EUA, o texto demonstra como o sucesso econômico chinês está redesenhando a geografia industrial global. O artigo também aborda a oportunidade e os desafios para países como o Brasil nesse novo cenário, citando a análise do economista Marcos Troyjo.
O Ocidente Coletivo Contra a Parede — Enquanto Trump Negocia, a Ucrânia se Desfaz
Este artigo analisa o momento crítico da guerra na Ucrânia, a partir de três fontes: a declaração do ex-analista da CIA Ray McGovern sobre a desmilitarização de 90% do país; a visita da delegação de Trump a Moscou e a Kiev, com encontros “encorajadores” mas sem avanços concretos; e o contexto das negociações entre EUA, Ucrânia e Rússia, expondo o esgotamento militar ucraniano, as motivações eleitorais de Trump e a fragilidade do Ocidente Coletivo diante de um conflito que se arrasta para o quinto ano, sem perspectiva real de uma solução negociada.
Gasolina a US$ 4,03 — o Preço da Guerra de Trump contra o Irã
Enquanto as campanhas para as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos esquentam, os norte-americanos enfrentam uma realidade amarga nos postos de gasolina. O preço médio nacional da gasolina deve atingir US$ 4,03 por galão no feriado do Dia do Trabalho (07 de setembro). Um escandaloso presente de Trump ao trabalhador.
O que explica essa disparada? A resposta, em grande medida, está no petróleo bruto, que voltou a ultrapassar US$ 90 por barril nesta semana, depois que novas escaramuças militares entre os EUA e o Irã reacenderam os temores da interrupção completa no abastecimento global, através Estreito de Hormuz.
O Risco Brasil e a Realidade Argentina: Dívidas da População e Ao invés de Picanha, Carne de Burro
O artigo compara a situação econômica do Brasil e da Argentina, destacando a queda do Risco Brasil para 116 pontos, um sinal de confiança dos investidores, impulsionado por um superávit comercial recorde. Em contraste, a Argentina de Milei vê seu risco-país ultrapassar os 500 pontos e perda de postos de trabalho de 241 mil, em meio a uma grave crise de endividamento popular, protestos massivos e uma profunda recessão social, evidenciando o abismo entre o discurso oficial e a realidade.
BrainNet: Como um “Vírus Mental” Pode Controlar Milhões de Cérebros
Há ideias que parecem ficção científica até percebermos que parte delas já está sendo demonstrada em laboratório.
Em uma nova entrevista, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis apresenta uma dessas ideias: a possibilidade de que cérebros humanos individuais, quando submetidos simultaneamente à determinadas informações, possam formar uma espécie de “supraestrutura cerebral” coletiva — uma Brainet.
E o conceito vai muito além da tecnologia.
Ele toca em uma questão incômoda: até que ponto aquilo que pensamos ser uma decisão individual é, na realidade, produto de uma informação compartilhada por milhões de cérebros ao mesmo tempo?
O Manifesto do Apocalipse Tecnocrático: Como a Palantir e a Cabala do Vale do Silício Planejam Engolir o Mundo
Este artigo dissecada o projeto ideológico da Palantir, empresa liderada por Alex Karp e Peter Thiel, que visa substituir a democracia por uma “monarquia tecnocrática global”.
Com base em transcrições de entrevistas e análises de especialistas, o texto expõe como a Palantir articula um discurso de superioridade civilizacional, militarização total dos dados e eliminação da política como mediação social.
A empresa já opera no Brasil através de contratos com o FNDE e o Butantan, tratando o país como uma “colônia de dados” perfeita.
O artigo conecta o sucesso financeiro da empresa à implementação de um neofascismo que utiliza a tecnologia para automatizar o controle social, substituindo a agência humana por algoritmos. E conclui que a reação a esse processo deve ser política e não meramente tecnológica.