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Por PolitikBr I Brasília, Em 26/08/2026, 18h:15min, leitura: 4min
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Editor: Rocha, J.C.

Essa é uma análise documental. Para visualizar “o todo” recomendamos a leitura dos demais artigos, e publicações relacionadas, que se somam ao tema de hoje. Boa leitura.
A guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026, trouxe à tona um novo capítulo das tensões geopolíticas com repercussões globais imediatas. E o causador de tudo esse caos é Trump.
A China, a maior importadora de petróleo do mundo, como esperado, manifestou preocupação direta com a continuidade do conflito, que já completou 6 meses, especialmente devido ao impacto na segurança energética internacional, na economia global que deve enfrentar uma estagnação ainda nesse ano, e na navegação pelo Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento vital para o transporte de petróleo, gás natural e uma série de insumos indispensáveis, como fertilizantes nitrogenados, hélio, ácido sulfúrico e outros.
O Estreito de Ormuz e a Dependência Chinesa
O Estreito de Ormuz é uma via navegável crucial, por onde passa cerca de 20% do consumo global de petróleo. Para a China, a relevância é ainda maior: aproximadamente metade do petróleo bruto que atravessa o estreito tem como destino o país asiático. O bloqueio parcial imposto pelos Estados Unidos no Mar da Arábia, após a sua derrota estratégica, representa uma ameaça direta ao seu abastecimento energético, expondo uma vulnerabilidade que, entretanto, é parcialmente contornada pelas rotas de comércio terrestres, que passam pela Ásia Central.
A Posição Diplomática de Pequim
Em resposta à crise, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, declarou que a guerra “nunca deveria ter começado” e destacou o grave impacto no Estreito de Ormuz.
A China defende o retorno das partes envolvidas (EUA e Irã) às negociações do MOU, como prioridade, e se dispõe a “desempenhar um papel construtivo” para a estabilidade regional .
Esta posição reflete a estratégia chinesa de se apresentar como uma potência responsável, defensora do diálogo, em detrimento da força militar bruta, em contraste com a abordagem dos belicosa dos EUA. Contudo, a postura de Pequim também é pragmática: além de garantir os seus interesses energéticos, a China busca proteger o Irã – juntamente com a Rússia, formando a tríade China- Rússia – Irã – , de cair na órbita americana, já que os Estados Árabes do Golfo são, há décadas, clientes subordinados estrategicamente aos EUA.
Impactos e Estratégias Futuras
Para mitigar os riscos associados à energia, a China vem buscando alternativas terrestres, que não somente dependam de Ormuz, mas também do estreito de Malaca, como, por exemplo, o gasoduto “Força da Sibéria 2”, e outras parcerias com a Rússia, que reduzirá ainda mais a sua exposição aos riscos geoeconômicos que são as rotas marítimas do Oriente Médio e as do sul da Ásia. Além disso, o país tem diversificado fornecedores e investido em energias renováveis para diminuir a sua vulnerabilidade energética de longo prazo.
A matriz energética primária chinesa hoje depende 25% de petróleo e gás combinados, sendo que o petróleo isoladamente fica na faixa de 19% a 20%
Quer saber mais? Leia a matéria completa : China vê guerra no Irã como ameaça energética e diz que conflito ‘não deveria ter começado’
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Referências Utilizadas:
- SputnikBrasil (2026): Telegram: View @SputnikBrasil
- DW Brasil (2026): Ataques ao Irã dão à China chance de se distinguir dos EUA
- Times Brasil (2026): O que o Estreito de Ormuz tem a ver com o acordo de gás entre Rússia e China
- RFI Brasil (2026): Bloqueio do Estreito de Ormuz expõe vulnerabilidade energética da China e estratégia adotada por Pequim
- BBC News Brasil (2026): Guerra no Irã: como Rússia e China se movimentam…
- U.S Energy Information (2025): International – U.S. Energy Information Administration (EIA)

