Larry Johnson, ex-analista da CIA, revela em entrevista que a capitulação americana ao Irã foi forçada por uma crise silenciosa: a Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA está no limite, com pouco mais de 200 milhões de barris disponíveis antes do colapso das cavernas de sal. Os EUA dependem de petróleo pesado importado do Golfo, mas o Estreito de Ormuz está parcialmente fechado. A escassez ameaça paralisar a economia e a máquina de guerra americana. Simultaneamente, o Irã, através do Paquistão, transmitiu um ultimato: detonará um dispositivo nuclear em seu território como demonstração de capacidade, se a guerra não parar. A ameaça era crível, apoiada por evidências técnicas de que o Irã pode enriquecer urânio a grau militar em semanas. O Paquistão, atuando como mediador, também representa o realinhamento dos países do Golfo contra os EUA, pressionando por uma saída americana da região. O acordo final é uma capitulação formal, em troca de promessas que o Irã já havia feito no JCPOA. A China e a Rússia observam, enquanto o sistema financeiro global começa a se afastar do dólar. O cenário descreve o crepúsculo da Pax Americana e a emergência de uma nova ordem multipolar.
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OS TERMOS DA RENDIÇÃO: O Que o Acordo EUA-Irã Realmente Diz — e Por que Trump Já o Violou
O memorando de entendimento entre EUA e Irã, mediado pelo Paquistão, foi divulgado.
Brett McGurk, ex-negociador americano, analisa: “É notável o quanto os EUA estão oferecendo em troca de pouco.” Os EUA se comprometem a levantar o bloqueio naval, emitir waivers para petróleo iraniano (US60−70bilhões/ano), devolver US$ 24 bilhões em ativos congelados e criar um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões. Em troca, o Irã reabre o estreito e “reafirma” a promessa (já feita no JCPOA) de não buscar armas nucleares. A questão nuclear, mísseis, apoio a grupos de resistência e direitos humanos não são mencionados. Trump, no G7, já ameaçou: “Se eu não gostar, voltamos a atirar.” O acordo é a rendição de Washington. A semente da próxima guerra já foi plantada.
Netanyahu Entre Humilhar Trump ou Admitir a Completa Derrota
Netanyahu exige o desmantelamento do Hezbollah para aceitar o acordo de paz mediado pelo Paquistão e endossado pelos EUA e pelo Irã. A exigência contradiz os termos do memorando, que prevê cessar-fogo no Líbano e retirada israelense. O professor Marandi revela que Netanyahu atacou Beirute, e Trump, desesperado para evitar uma escalada, aceitou as condições iranianas. Agora, Netanyahu está encurralado: se obedecer a Trump, admite a derrota e desmorona a sua coalizão; se desobedecer, humilha Trump — e o Irã mantém o Estreito de Ormuz fechado. A Europa apoia o acordo. Genebra é na sexta-feira (19).
BREAKING NEWS – A CAPITULAÇÃO DE TRUMP: Acordo com o Irã é “Vitória” Americana? Teerã Diz o Contrário
Trump anunciou o fim do bloqueio naval e a abertura do Estreito de Ormuz “sem pedágio”. O Paquistão confirmou um “Acordo de Paz”, a ser assinado na sexta-feira (19) em Genebra. O Irã, no entanto, descreve o resultado de forma diferente: “O inimigo sofreu uma derrota em todos os fronts”, disse o chanceler iraniano. O acordo inclui cessar-fogo permanente (incluindo o Líbano), fim do bloqueio, negociação do fim das sanções (60 dias), e regulamentação conjunta do tráfego no Golfo Pérsico (Irã e Omã). A questão nuclear foi adiada. Trump tenta vender como vitória. O Irã já declarou a sua.
FIM DO “PROJETO LIBERDADE”: Trump Humilha os EUA
Menos de 48 horas após o anúncio do “Projeto Liberdade” — a operação naval que escoltaria navios através do Estreito de Ormuz — Trump cancelou a missão e declarou vitória. O tenente-coronel Daniel Davis comentou: “Não se passaram nem 48 horas. Trump já encerrou o projeto, declarando-o um sucesso, embora seja óbvio que nenhum sucesso foi alcançado.” O cancelamento confirma o que o PolitikBr publicou ontem: o confronto no estreito — com mísseis iranianos disparados contra um contratorpedeiro americano — foi uma derrota humilhante. Trump recorre à sua única estratégia restante: a mentira.
O IMPASSE DE ORMUZ: Irã Expulsa Contratorpedeiro de Ormuz com “Tiros de Advertência”. Trump Nega — Quem Mente?
O Irã divulgou imagens do IRGC mostrando mísseis, foguetes e drones sendo lançados, como alerta, contra um contratorpedeiro americano que tentava forçar a passagem pelo Estreito de Ormuz. Teerã afirma que os navios ignoraram avisos repetidos. Washington nega: “Nenhum navio foi atacado”. O chanceler iraniano, Esmaeil Baghaei, advertiu: “Repetindo os erros, os EUA só se enredam no seu próprio pântano”. O confronto expõe a fragilidade do cessar-fogo e a profundidade do impasse. Os EUA não podem vencer militarmente; e o Irã não quer escalar.
O Desmoronamento da Fantasia: Como a Guerra de Trump Expôs a Fragilidade Americana
A narrativa de uma vitória fácil e da “destruição” total do Irã promovida pela administração Trump ruiu. Um relatório da NBC News, confirmado por outras fontes, revela que o Irã causou danos estimados, de forma conservadora, provavelmente falsa, em US$ 5 bilhões às bases americanas em sete países do Golfo, incluindo a destruição de radares de ponta e o bombardeio de uma base no Kuwait por um caça F-5 iraniano – um feito militar sem precedentes em anos.
A guerra de 40 dias, que custa US$ 1 bilhão por dia, já consumiu mais de 1.000 mísseis Tomahawk e até 2.000 interceptadores, e o Pentágono precisará de até seis anos para reabastecer seus arsenais. Enquanto isso, o chanceler iraniano se reúne com Putin na Rússia em busca de apoio, e os países do Golfo repensam a presença de bases americanas em seus territórios, que os tornaram alvos.
A DANÇA DO ESTREITO: Irã Fecha Ormuz Novamente, e o Petróleo se Prepara para Nova Alta
O Irã anunciou a reabertura temporária do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo. O petróleo caiu 10%, passando de US$ 100 para US$ 89. Trump agradeceu ao Irã (“Obrigado!”), mas manteve o “bloqueio covarde” — como define Pepe Escobar — até que “o acordo seja 100% concluído”. O Irã reagiu. Neste sábado (18), a agência estatal iraniana Tasnim anunciou que o estreito está novamente fechado. Um porta-voz militar iraniano afirmou que a passagem continuará bloqueada enquanto o bloqueio americano aos portos iranianos permanecer em vigor. Trump, em nova postagem, disse que o estreito está “completamente aberto” mas que o bloqueio continua — uma contradição que o mercado não aceitará passivamente. A Europa, enquanto isso, age sem os EUA. O petróleo subirá novamente. A única certeza é que Trump não quer paz — quer uma capitulação. E o Irã não está disposto a aceitar.
PEPE ESCOBAR: As Últimas da Guerra do Consórcio EUA/ISRAEL Contra o IRÃ
Pepe Escobar analisa a guerra no Estreito de Ormuz: dois bloqueios. O iraniano, na verdade um pedágio aprovado pelo parlamento, cobra US$ 2 milhões por petroleiro (ou yuan/cripto) – para um petroleiro transportando 2000.000 de barris- e permite a passagem de nações não hostis. O americano, posicionado no Golfo de Omã, é um “bloqueio de covardes” — longe dos mísseis iranianos de curto alcance, mas vulnerável aos hipersônicos. O alvo real, segundo Escobar, é a China. O secretário do Tesouro americano disse abertamente que “a China não vai poder mais receber petróleo do Irã”. A China, no entanto, tem alternativas: gasodutos da Rússia, da Ásia Central e de Mianmar, além de reservas estratégicas de 1,3 bilhão de barris. O cenário mais aterrorizante é a entrada dos houthis no conflito, fechando o “triângulo de Al-Aqsa” (Bab al-Mandeb, Yanbu e Suez), o que levaria o petróleo a US$ 200 o barril. Escobar revela o plano sinistro: provocar um jejum de petróleo e dólares para forçar uma reestruturação da dívida americana às custas do mundo. O cessar-fogo expira na próxima semana. O próximo movimento pode ser o afundamento de um destroyer americano — e a imagem definitiva da derrota do império.
SCOTT RITTER: O Bloqueio de Trump é uma Piada
Trump ameaçou impor um bloqueio naval ao Irã, mas Scott Ritter, ex-oficial de inteligência dos Fuzileiros Navais dos EUA, explica por que é inviável: os navios americanos não podem chegar perto do Estreito de Ormuz — seriam afundados por mísseis e drones iranianos. Em mar aberto, a Marinha dos EUA não tem navios suficientes para patrulhar uma área tão vasta. Enquanto isso, Elijah Magnier confirma que petroleiros iranianos e chineses já estão cruzando o estreito livremente. A China deixou claro que não tolerará interferência em seus suprimentos de energia. Ritter conclui: “O bloqueio é uma piada. O que vamos fazer? Abordar um navio chinês? Não temos os recursos para isso.”