Gasolina a US$ 4,03 — o Preço da Guerra de Trump contra o Irã

Enquanto as campanhas para as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos esquentam, os norte-americanos enfrentam uma realidade amarga nos postos de gasolina. O preço médio nacional da gasolina deve atingir US$ 4,03 por galão no feriado do Dia do Trabalho (07 de setembro). Um escandaloso presente de Trump ao trabalhador.

O que explica essa disparada? A resposta, em grande medida, está no petróleo bruto, que voltou a ultrapassar US$ 90 por barril nesta semana, depois que novas escaramuças militares entre os EUA e o Irã reacenderam os temores da interrupção completa no abastecimento global, através Estreito de Hormuz.

Pepe Escobar: A Falência do Bloqueio Econômico Americano ao Irã

A tentativa dos EUA de impor um bloqueio econômico total ao Irã está fadada ao fracasso, segundo análise de Pepe Escobar. Após a derrota militar estratégica, Washington recorreu ao cerco financeiro, mas esbarra em obstáculos intransponíveis. O Irã, uma encruzilhada geográfica na Eurásia, possui múltiplos corredores terrestres e marítimos (Paquistão, Cáspio, Ásia Central) que os americanos não podem bloquear. Além disso, aliados-chave como o Paquistão, a China e a Rússia se recusam a aderir às sanções unilaterais, mantendo o comércio e a cooperação com Teerã. O Irã já avisou que os países que se aliarem ao bloqueio serão considerados inimigos, e ameaçou retaliar ataques a seus alvos civis na proporção de “dez por um”. Apesar da tensão, há movimentos diplomáticos (Qatar, Omã, Paquistão) para reanimar um “memorando de entendimento em coma”, mas a posição iraniana é de força e desconfiança.

Pepe Escobar: O Pacto de Meca e a Espiral de Demência do Império

A escalada no Oriente Médio atingiu um novo patamar nesse final de agosto de 2026. O Pacto de Meca entre a Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia, uma aliança militar de defesa coletiva, busca reposicionar a segurança regional. Simultaneamente, os Houthis impuseram um bloqueio naval no Mar Vermelho, atacando petroleiros sauditas e invalidando a eficácia do pacto, em certa medida. Israel escalou a tensão ao bombardear uma base síria, que poderia ser usada pela Turquia, enquanto a administração Trump tentou, sem sucesso, subornar alguns dos generais do IRGC para dividir o Irã, revelando o seu completo desespero diante da derrota geoestratégica e militar que sofreu. A especulação sobre a adesão iraniana ao pacto de Meca – uma especulação – tem potencial para reconfigurar o xadrez geopolítico, apontando para o fim da presença americana na região, e o início de uma nova ordem de segurança regional. A ameaça iminente de um ataque nuclear dos EUA ao Irã, debatida abertamente, mostra a “espiral de demência” de um império em decadência.

China Alerta para Ameaça Energética em Meio à Guerra no Irã

O artigo analisa a declaração da China sobre a guerra EUA/Israel contra o Irã, destacando a preocupação de Pequim com a segurança energética e a navegação no Estreito de Ormuz. A posição diplomática chinesa é apresentada como um equilíbrio entre defender os seus interesses econômicos, atuar como mediadora e criticar a abordagem militar dos EUA. A dependência energética chinesa, as alternativas em desenvolvimento (como o gasoduto com a Rússia) e as implicações geopolíticas mais amplas também são exploradas.

Trump em Pânico: A Fuga no Caminhão de Catering que Virou Meme e Enterrou a Imagem de Poder dos EUA

Este artigo analisa a controversa fuga do presidente Donald Trump da cúpula da OTAN na Turquia, utilizando-se de um caminhão de catering para escapar de uma suposta ameaça iraniana, que se revelou um alarme falso com motivações geopolíticas. A partir da análise do ex-analista da CIA Larry Johnson, o texto aborda a humilhação pública de Trump, que abandonou a sua comitiva no Air Force One, expondo a sua equipe a um perigo que ele mesmo não quis correr. O episódio gerou uma enxurrada de memes e animações, especialmente na propaganda iraniana, que capitalizou a imagem de fraqueza e pânico do presidente americano. O artigo conclui que o incidente, além de ser um vexame pessoal, simboliza o desgaste militar e político dos EUA, e a perda de credibilidade de sua liderança global, no contexto de uma guerra desgastante contra o Irã.

A Dança das Cadeiras no Tabuleiro Energético Global

Rapidinha PolitikBr

A transformação do BRICS em uma força econômica global já não pode ser analisada apenas pelo tamanho de suas economias ou pelo número de países que integram o grupo. Há um outro elemento, talvez ainda mais estratégico: energia.

É justamente nesse ponto que a reportagem da Revista Fórum chama atenção para uma mudança profunda. O BRICS ampliado reúne alguns dos maiores produtores e exportadores de petróleo do planeta. Rússia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Brasil, entre outros, colocam, sob o mesmo guarda-chuva geopolítico, uma parcela extraordinária dos recursos energéticos mundiais. E o petróleo, apesar de toda a discussão sobre transição energética, ainda é poder.

As Impressões de Mearsheimer Sobre Esse Momento do Oriente Médio

John Mearsheimer, em entrevista ao Dialogue Works, traçou um cenário crítico do Oriente Médio. Para ele, a estratégia de Israel de enfraquecer todos os polos de poder regional mira, além do Irã, a Turquia — um risco existencial para a coesão da OTAN. Sobre a guerra com o Irã, o professor descarta uma vitória militar americana, mas também descarta mais uma guerra sem fim, apostando em uma saída negociada, forçada pela falta de recursos e pelo dano econômico infringido aos Estados Unidos. Mearsheimer vê o momento como “plástico”: as bases americanas no Golfo encolherão e a China, principal adversária dos EUA, emerge como a grande vencedora do conflito, ao drenar Washington de suas forças e munições destinadas à Ásia.

O Crepúsculo da Ordem Unipolar – A Geopolítica de Trump na Cúpula de Ancara e o Avanço Silencioso da China na Eurásia

A Cúpula da OTAN em Ancara revelou o estado fraturado da ordem ocidental. Trump priorizou sua amizade com Erdogan, anunciando o fim das sanções e a possível venda de caças F-35 à Turquia, irritando Israel e os aliados europeus. Enquanto isso, a guerra contra o Irã se intensificava, expondo o isolamento americano e a falta de apoio europeu para suas ações militares. Em contraste, a China avança metodicamente com investimentos e soft power na Eurásia, contrastando com a política externa errática e coercitiva de Washington. O evento evidenciou a transição para um mundo multipolar, onde a influência se constrói com planejamento de longo prazo, não com ameaças e personalismo.

Scott Ritter: “A Guerra Foi Perdida. Ponto Final”

A análise de Scott Ritter sobre a situação entre os EUA e Irã é realista: a guerra já foi perdida, o memorando de entendimento é uma farsa, e os EUA não têm capacidade militar para uma guerra total. O verdadeiro motor do acordo é a recomposição dos estoques de petróleo americanos, enquanto o Irã usa a pausa para reerguer a sua economia e rearmar o seu exército. Trump, segundo Ritter, joga para ganhar tempo até as eleições de meio de mandato, mantendo o eleitorado desinformado. A mensagem final: os EUA são incapazes de cumprir acordos, e o mundo já deveria ter aprendido isso.

Ali Khamenei: Mártir do Islã, Lágrimas, Revolta e Pedidos de Vingança pelo Líder Supremo

Principais entregas: Internacional, Nacional, Geopolítica, Economia PolitikBr é uma mídia independente. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir. As pessoas. Talvez você, […]