A vantagem estratégica da China que desafia tarifas e guerras

Este artigo analisa o impressionante crescimento de 25% nas exportações chinesas no último ano — um feito que ocorre apesar das tarifas globais de Trump contra a China e os demais países. A China não apenas resistiu às perturbações geopolíticas como as transformou em vantagem estratégica, ampliando a sua presença no Sudeste Asiático, na América Latina e na África, enquanto os EUA vêem seu déficit comercial com o país asiático se aprofundar. O controle chinês sobre terras raras e o avanço em semicondutores e veículos elétricos consolidam uma nova realidade: a China venceu a guerra econômica sem disparar um único tiro.

China Alerta para Ameaça Energética em Meio à Guerra no Irã

O artigo analisa a declaração da China sobre a guerra EUA/Israel contra o Irã, destacando a preocupação de Pequim com a segurança energética e a navegação no Estreito de Ormuz. A posição diplomática chinesa é apresentada como um equilíbrio entre defender os seus interesses econômicos, atuar como mediadora e criticar a abordagem militar dos EUA. A dependência energética chinesa, as alternativas em desenvolvimento (como o gasoduto com a Rússia) e as implicações geopolíticas mais amplas também são exploradas.

PATRICK HENNINGSEN: 2026. O Ano da Pior Derrota Geoestratégica dos EUA

O jornalista Patrick Henningsen, em entrevista a Glenn Diesen, analisa como a guerra contra o Irã expôs a fragilidade americana. Os EUA perderam mais aeronaves em três meses do que em duas guerras do Iraque e na Guerra do Golfo, somadas. As reservas de mísseis de defesa aérea estão esgotadas. O bloqueio naval é uma piada. Os EUA não têm estoque de munição para continuar a guerra, mas também não podem admitir a derrota. A única saída é um “congelamento” temporário — enquanto o Irã dita os termos. Henningsen argumenta que os EUA perderam seu “poder normativo”: a capacidade de ditar as regras do jogo internacional. O Irã, ao contrário, emerge como uma potência moral e geoestratégica, líder do mundo islâmico e ancorada no movimento para o Leste (China, Rússia). 2026 é o ano da pior derrota geoestratégica dos EUA.

RICHARD WOLFF: “O Petrodólar Está Morto…Trump Vive em Negação.”

O economista da Universidade do Massachusetts analisa a crise terminal do dólar como moeda de reserva única, o colapso do sistema de petrodólar (a Arábia Saudita não renovou o acordo com os EUA), e a ascensão do mundo multipolar. Enquanto Trump ameaça e se contradiz, o BRICS+ já construiu a arquitetura financeira substituta: o BRICS Pay e a unidade de conta UNIT, lastreada em 40% ouro. O Brasil, que emite seus primeiros títulos em yuan e investe em dissuasão militar, parece ter entendido o que Washington se recusa a aceitar.