O Cerco se Fecha sobre Kiev – Antes do Inverno se Desenha uma Humilhante Derrota para a Ucrânia

Este artigo aborda o momento crítico da guerra na Ucrânia, com os EUA pressionando Zelensky a encerrar o conflito até o inverno por motivos eleitorais. A delegação americana (Witkoff e Kushner) trouxe a Kiev condições de paz piores que as anteriores, incluindo o reconhecimento de territórios perdidos. Com a desmilitarização ucraniana em 90% e a exaustão militar e econômica do país, a Ucrânia já perdeu a guerra — restando apenas negociar os termos da derrota. O Ocidente está contra a parede, e Trump corre contra o tempo para obter uma “paz” que sirva à sua imagem política.

O Ocidente Coletivo Contra a Parede — Enquanto Trump Negocia, a Ucrânia se Desfaz

Este artigo analisa o momento crítico da guerra na Ucrânia, a partir de três fontes: a declaração do ex-analista da CIA Ray McGovern sobre a desmilitarização de 90% do país; a visita da delegação de Trump a Moscou e a Kiev, com encontros “encorajadores” mas sem avanços concretos; e o contexto das negociações entre EUA, Ucrânia e Rússia, expondo o esgotamento militar ucraniano, as motivações eleitorais de Trump e a fragilidade do Ocidente Coletivo diante de um conflito que se arrasta para o quinto ano, sem perspectiva real de uma solução negociada.

Pepe Escobar: A Falência do Bloqueio Econômico Americano ao Irã

A tentativa dos EUA de impor um bloqueio econômico total ao Irã está fadada ao fracasso, segundo análise de Pepe Escobar. Após a derrota militar estratégica, Washington recorreu ao cerco financeiro, mas esbarra em obstáculos intransponíveis. O Irã, uma encruzilhada geográfica na Eurásia, possui múltiplos corredores terrestres e marítimos (Paquistão, Cáspio, Ásia Central) que os americanos não podem bloquear. Além disso, aliados-chave como o Paquistão, a China e a Rússia se recusam a aderir às sanções unilaterais, mantendo o comércio e a cooperação com Teerã. O Irã já avisou que os países que se aliarem ao bloqueio serão considerados inimigos, e ameaçou retaliar ataques a seus alvos civis na proporção de “dez por um”. Apesar da tensão, há movimentos diplomáticos (Qatar, Omã, Paquistão) para reanimar um “memorando de entendimento em coma”, mas a posição iraniana é de força e desconfiança.

China Alerta para Ameaça Energética em Meio à Guerra no Irã

O artigo analisa a declaração da China sobre a guerra EUA/Israel contra o Irã, destacando a preocupação de Pequim com a segurança energética e a navegação no Estreito de Ormuz. A posição diplomática chinesa é apresentada como um equilíbrio entre defender os seus interesses econômicos, atuar como mediadora e criticar a abordagem militar dos EUA. A dependência energética chinesa, as alternativas em desenvolvimento (como o gasoduto com a Rússia) e as implicações geopolíticas mais amplas também são exploradas.

Trump contra Carney: o Canadá finalmente diz não a Washington. E o Brasil?

Este artigo do PolitikBr comenta a decisão do Canadá de retaliar as tarifas de 50% impostas pelos EUA, sob a liderança firme de Mark Carney. O texto contrasta a postura canadense com a cautela do governo Lula no Brasil, que iniciou um processo de reciprocidade, mas ainda não agiu com a mesma ousadia. O artigo defende que o Brasil deveria seguir o exemplo canadense e retaliar abertamente, utilizando a sua Lei de Reciprocidade Econômica, e que a passividade só encoraja novas pressões dos EUA. A análise conclui que a atitude de Carney serve de modelo para todos os países que sofrem coerção econômica.

A “Destruição” da Marinha Americana: Uma Análise de Larry Johnson

Este artigo analisa a afirmação do ex-analista da CIA Larry Johnson de que o Irã está “destruindo” a Marinha dos Estados Unidos. A análise não se baseia em uma aniquilação física, mas em um colapso sistêmico evidenciado pela crise de moral e condições degradantes a bordo do USS Abraham Lincoln, culminando em um motim. O artigo detalha o estrangulamento logístico causado pela dependência dos EUA de minerais controlados pela China, aliada do Irã, e o consequente recuo militar estratégico americano no Oriente Médio, que expõe a fragilidade da superpotência.

A Tempestade Perfeita que Abala a Volkswagen

A Volkswagen não está simplesmente fechando fábricas ou cortando empregos. Está tentando sobreviver a uma transformação industrial que coloca em xeque um dos pilares da economia alemã.
A notícia de que o Grupo Volkswagen poderá eliminar até 100 mil postos de trabalho e que quatro fábricas alemãs estão sob risco é, portanto, muito maior do que parece. O número de 100 mil, é importante esclarecer, representa o cenário mais severo: cerca de 50 mil cortes já fazem parte de programas negociados, enquanto outros 50 mil são uma possibilidade caso novas medidas de redução de custos sejam necessárias. As quatro fábricas também não estão oficialmente condenadas ao fechamento.
Mas o problema é real.
E tem nome: competitividade.

Deutsche Bank entra no yuan — Menor Exposição ao Risco do Dólar é um dos Motivos?

Rapidinha PolitikBr
Há movimentos no sistema financeiro internacional que parecem pequenos quando observados isoladamente. Mas alguns deles ganham outra dimensão quando colocados lado a lado.

A decisão do Banco Central da China de autorizar o Deutsche Bank como primeiro banco europeu de clearing de transações em renminbi (yuan) é um desses movimentos.

A notícia foi tratada pela CNN como mais um passo na internacionalização da moeda chinesa. E, à primeira vista, é exatamente isso. Mas há algo maior acontecendo: o sistema financeiro mundial começa, lentamente, a construir alternativas à dependência do dólar.

Isso não significa que o yuan esteja substituindo o dólar. Está muito longe disso. Mas significa que o monopólio de fato do dólar sobre o comércio internacional, começa a ser questionado por instituições financeiras que, até pouco tempo atrás, tinham poucos incentivos para fazê-lo.

A Dança das Cadeiras no Tabuleiro Energético Global

Rapidinha PolitikBr

A transformação do BRICS em uma força econômica global já não pode ser analisada apenas pelo tamanho de suas economias ou pelo número de países que integram o grupo. Há um outro elemento, talvez ainda mais estratégico: energia.

É justamente nesse ponto que a reportagem da Revista Fórum chama atenção para uma mudança profunda. O BRICS ampliado reúne alguns dos maiores produtores e exportadores de petróleo do planeta. Rússia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Brasil, entre outros, colocam, sob o mesmo guarda-chuva geopolítico, uma parcela extraordinária dos recursos energéticos mundiais. E o petróleo, apesar de toda a discussão sobre transição energética, ainda é poder.