A vantagem estratégica da China que desafia tarifas e guerras

Este artigo analisa o impressionante crescimento de 25% nas exportações chinesas no último ano — um feito que ocorre apesar das tarifas globais de Trump contra a China e os demais países. A China não apenas resistiu às perturbações geopolíticas como as transformou em vantagem estratégica, ampliando a sua presença no Sudeste Asiático, na América Latina e na África, enquanto os EUA vêem seu déficit comercial com o país asiático se aprofundar. O controle chinês sobre terras raras e o avanço em semicondutores e veículos elétricos consolidam uma nova realidade: a China venceu a guerra econômica sem disparar um único tiro.

Gasolina a US$ 4,03 — o Preço da Guerra de Trump contra o Irã

Enquanto as campanhas para as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos esquentam, os norte-americanos enfrentam uma realidade amarga nos postos de gasolina. O preço médio nacional da gasolina deve atingir US$ 4,03 por galão no feriado do Dia do Trabalho (07 de setembro). Um escandaloso presente de Trump ao trabalhador.

O que explica essa disparada? A resposta, em grande medida, está no petróleo bruto, que voltou a ultrapassar US$ 90 por barril nesta semana, depois que novas escaramuças militares entre os EUA e o Irã reacenderam os temores da interrupção completa no abastecimento global, através Estreito de Hormuz.

Pepe Escobar: A Falência do Bloqueio Econômico Americano ao Irã

A tentativa dos EUA de impor um bloqueio econômico total ao Irã está fadada ao fracasso, segundo análise de Pepe Escobar. Após a derrota militar estratégica, Washington recorreu ao cerco financeiro, mas esbarra em obstáculos intransponíveis. O Irã, uma encruzilhada geográfica na Eurásia, possui múltiplos corredores terrestres e marítimos (Paquistão, Cáspio, Ásia Central) que os americanos não podem bloquear. Além disso, aliados-chave como o Paquistão, a China e a Rússia se recusam a aderir às sanções unilaterais, mantendo o comércio e a cooperação com Teerã. O Irã já avisou que os países que se aliarem ao bloqueio serão considerados inimigos, e ameaçou retaliar ataques a seus alvos civis na proporção de “dez por um”. Apesar da tensão, há movimentos diplomáticos (Qatar, Omã, Paquistão) para reanimar um “memorando de entendimento em coma”, mas a posição iraniana é de força e desconfiança.

Pepe Escobar: O Pacto de Meca e a Espiral de Demência do Império

A escalada no Oriente Médio atingiu um novo patamar nesse final de agosto de 2026. O Pacto de Meca entre a Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia, uma aliança militar de defesa coletiva, busca reposicionar a segurança regional. Simultaneamente, os Houthis impuseram um bloqueio naval no Mar Vermelho, atacando petroleiros sauditas e invalidando a eficácia do pacto, em certa medida. Israel escalou a tensão ao bombardear uma base síria, que poderia ser usada pela Turquia, enquanto a administração Trump tentou, sem sucesso, subornar alguns dos generais do IRGC para dividir o Irã, revelando o seu completo desespero diante da derrota geoestratégica e militar que sofreu. A especulação sobre a adesão iraniana ao pacto de Meca – uma especulação – tem potencial para reconfigurar o xadrez geopolítico, apontando para o fim da presença americana na região, e o início de uma nova ordem de segurança regional. A ameaça iminente de um ataque nuclear dos EUA ao Irã, debatida abertamente, mostra a “espiral de demência” de um império em decadência.

China Alerta para Ameaça Energética em Meio à Guerra no Irã

O artigo analisa a declaração da China sobre a guerra EUA/Israel contra o Irã, destacando a preocupação de Pequim com a segurança energética e a navegação no Estreito de Ormuz. A posição diplomática chinesa é apresentada como um equilíbrio entre defender os seus interesses econômicos, atuar como mediadora e criticar a abordagem militar dos EUA. A dependência energética chinesa, as alternativas em desenvolvimento (como o gasoduto com a Rússia) e as implicações geopolíticas mais amplas também são exploradas.

A Dança das Cadeiras no Tabuleiro Energético Global

Rapidinha PolitikBr

A transformação do BRICS em uma força econômica global já não pode ser analisada apenas pelo tamanho de suas economias ou pelo número de países que integram o grupo. Há um outro elemento, talvez ainda mais estratégico: energia.

É justamente nesse ponto que a reportagem da Revista Fórum chama atenção para uma mudança profunda. O BRICS ampliado reúne alguns dos maiores produtores e exportadores de petróleo do planeta. Rússia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Brasil, entre outros, colocam, sob o mesmo guarda-chuva geopolítico, uma parcela extraordinária dos recursos energéticos mundiais. E o petróleo, apesar de toda a discussão sobre transição energética, ainda é poder.

Larry Johnson: O Estreito de Ormuz, a Crise Energética Global e os Limites dos EUA

O Estreito de Ormuz tornou-se o epicentro de uma crise energética global, com o Irã bloqueando a passagem e atacando petroleiros dos Emirados Árabes Unidos que tentam burlar o bloqueio. As reservas estratégicas de petróleo dos EUA estão no nível mais baixo em 40 anos, e o mundo enfrenta uma escassez de diesel e combustível de aviação. Militarmente, os EUA esgotaram seus estoques de mísseis e não conseguem produzi-los rapidamente devido à dependência da China por minérios de terras raras. Na Ucrânia, a Rússia avança em sete frentes, caminhando para a derrota completa do país. O império americano, que iniciou a guerra com promessas de vitória rápida, encontra-se agora militarmente superado, logisticamente estrangulado e politicamente isolado.

A Tempestade Perfeita: Suicídio, Fome, Motim e Revolta no Abraham Lincoln

A bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, uma crise humanitária e militar sem precedentes se desenrola. Após mais de 260 dias consecutivos no mar — um recorde —, a tripulação enfrenta fome, escassez de água e itens básicos, além de colapso na infraestrutura.
Relatos indicam múltiplas tentativas de suicídio e um motim que resultou em sete mortos.
Paralelamente, a guerra contra o Irã desencadeou a maior crise de consciência em décadas, com um aumento de 1.000% nos pedidos de objeção de consciência, motivados pela recusa moral em matar civis e lutar em uma guerra considerada injusta.

A Saga de Thiago Ávila: Da Prisão e Tortura por Israel, ao Luto

Principais entregas deste artigo: Internacional, Nacional, Geopolítica, Economia, Corrupção PolitikBr é uma mídia independente. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir. As […]

As Impressões de Mearsheimer Sobre Esse Momento do Oriente Médio

John Mearsheimer, em entrevista ao Dialogue Works, traçou um cenário crítico do Oriente Médio. Para ele, a estratégia de Israel de enfraquecer todos os polos de poder regional mira, além do Irã, a Turquia — um risco existencial para a coesão da OTAN. Sobre a guerra com o Irã, o professor descarta uma vitória militar americana, mas também descarta mais uma guerra sem fim, apostando em uma saída negociada, forçada pela falta de recursos e pelo dano econômico infringido aos Estados Unidos. Mearsheimer vê o momento como “plástico”: as bases americanas no Golfo encolherão e a China, principal adversária dos EUA, emerge como a grande vencedora do conflito, ao drenar Washington de suas forças e munições destinadas à Ásia.