O artigo apresenta a visão de Jeffrey Sachs sobre a continuidade da mentalidade imperial britânica na política externa americana, relacionando-a às crises do Irã, da Ucrânia, do Oriente Médio, e à rivalidade entre os Estados Unidos e a China. O texto destaca o risco de uma escalada nuclear, a urgência da diplomacia e a possibilidade de uma ordem mundial baseada na cooperação e na prosperidade compartilhada.
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Cel. Larry Wilkerson: A queda das Oligarquias Árabes do Oriente Médio – a maior derrota militar da história
Este artigo compila a análise do Coronel Larry Wilkerson sobre a nova guerra entre a Arábia Saudita e os Houthis do Iêmen. Wilkerson argumenta que a incompetência militar saudita levará a uma derrota catastrófica, desencadeando o colapso das oligarquias do Golfo (Bahrein, Kuwait, Catar, EAU) e um terremoto geopolítico. Ele aponta o Irã e Omã como os prováveis vencedores e critica a ausência de uma política geopolítica coerente dos EUA para a região.
Trump e o Armagedom Nuclear: Cenário Global
O que começa como uma catástrofe regional no Oriente Médio rapidamente fratura as cadeias globais. O petróleo sobe a US$ 300, o maior crash da história. Ocorre fome em massa e o cruzamento das linhas vermelhas entre as superpotências. Quando os ICBMs são lançados e 150 milhões de toneladas de fuligem cobrem a estratosfera do planeta, nem o Hemisfério Sul escapa. Esta é a segunda parte da nossa análise: o cenário global do Armagedom Nuclear.
Trump e o Armagedom Nuclear: Cenário Limitado ao Oriente Médio
Israel tem cerca de 90 ogivas nucleares. O Irã, segundo Postol, Starr e o furo de Pepe Escobar, pode ter até 15 — montadas em mísseis hipersônicos, que o THAAD e o Patriot não conseguem interceptar. Com as defesas ocidentais destruídas e a guerra convencional perdida, a “Opção Sansão” deixa de ser tabu e entra na mesa. O que acontece quando o Oriente Médio cruza a linha nuclear? Este artigo traça o cenário regional de destruição e morte — e aponta para o que vem depois.
Cel. Larry Wilkerson: O Mundo Está Caminhando Para o Desastre
O coronel Larry Wilkerson, ex-chefe de gabinete do Secretário de Estado Colin Powell, não é conhecido por alarmismo gratuito. A sua trajetória de 31 anos no exército americano e a sua passagem pelo mais alto escalão da diplomacia dos EUA, conferem às suas análises um peso que vai além da especulação. Mas na entrevista concedida ao podcast Dialogue Works, sob a condução de Nima R. Alkhorshid, Wilkerson pinta um quadro que beira o apocalíptico — e que merece atenção precisamente por sua sobriedade habitual.
Pepe Escobar: A Arábia Saudita, o Iêmen e o BRICS em Ascensão
A nova escalada entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen pode parecer, à primeira vista, apenas mais um capítulo da longa guerra iemenita. Mas a entrevista de Pepe Escobar ao podcast de Nina sugere uma leitura muito mais ampla: o conflito estaria expondo as transformações profundas que estão ocorrendo no equilíbrio de poder do Oriente Médio.
O ponto estratégico está na geografia. De um lado, Bab el-Mandeb, porta de entrada do Mar Vermelho. Do outro, o Estreito de Hormuz, passagem essencial para o petróleo do Golfo. Com os dois pontos sob crescente tensão, qualquer escalada regional pode produzir efeitos que ultrapassam as fronteiras do Oriente Médio.
Escobar sustenta que Mohammed bin Salman estaria enfrentando uma situação particularmente delicada porque a antiga garantia de segurança americana já não teria a mesma previsibilidade. A atual hesitação de Washington em assumir uma nova intervenção militar direta contra os houthis reforça essa percepção.
Pezeshkian, os Emirados e a Verdade que Washington Não Quer que Você Ouça
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian concedeu uma entrevista à India Today em 12 de setembro de 2026, à margem da cúpula do BRICS em Nova Délhi, na qual falou sobre quem o Irã considera como seus aliados naturais — os países do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos — do que considera seu verdadeiro adversário: as bases militares americanas instaladas em solo emiradense. “Não temos problemas com os Emirados”, disse. “Temos um problema com as bases americanas nesses países, de onde atacam nosso país.” Pezeshkian descreveu os emiradenses como “irmãos” e acusou Washington de usar as bases para atacar o Irã, vender armas para fomentar divisões e explorar o petróleo regional. O encontro com o príncipe herdeiro Khaled bin Mohamed bin Zayed, o primeiro desde o início do conflito em fevereiro de 2026, sinaliza uma possível reaproximação entre Teerã e Abu Dhabi, facilitada pelo foro do BRICS. A Declaração de Nova Délhi, adotada por unanimidade, pede máxima contenção no Oriente Médio, e serve como contenção institucional para que as divergências não fraturem o bloco. Pezeshkian também defendeu o Novo Banco de Desenvolvimento como instrumento de desdolarização e de resistência ao unilateralismo americano.
A vantagem estratégica da China que desafia tarifas e guerras
Este artigo analisa o impressionante crescimento de 25% nas exportações chinesas no último ano — um feito que ocorre apesar das tarifas globais de Trump contra a China e os demais países. A China não apenas resistiu às perturbações geopolíticas como as transformou em vantagem estratégica, ampliando a sua presença no Sudeste Asiático, na América Latina e na África, enquanto os EUA vêem seu déficit comercial com o país asiático se aprofundar. O controle chinês sobre terras raras e o avanço em semicondutores e veículos elétricos consolidam uma nova realidade: a China venceu a guerra econômica sem disparar um único tiro.
Gasolina a US$ 4,03 — o Preço da Guerra de Trump contra o Irã
Enquanto as campanhas para as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos esquentam, os norte-americanos enfrentam uma realidade amarga nos postos de gasolina. O preço médio nacional da gasolina deve atingir US$ 4,03 por galão no feriado do Dia do Trabalho (07 de setembro). Um escandaloso presente de Trump ao trabalhador.
O que explica essa disparada? A resposta, em grande medida, está no petróleo bruto, que voltou a ultrapassar US$ 90 por barril nesta semana, depois que novas escaramuças militares entre os EUA e o Irã reacenderam os temores da interrupção completa no abastecimento global, através Estreito de Hormuz.
Pepe Escobar: A Falência do Bloqueio Econômico Americano ao Irã
A tentativa dos EUA de impor um bloqueio econômico total ao Irã está fadada ao fracasso, segundo análise de Pepe Escobar. Após a derrota militar estratégica, Washington recorreu ao cerco financeiro, mas esbarra em obstáculos intransponíveis. O Irã, uma encruzilhada geográfica na Eurásia, possui múltiplos corredores terrestres e marítimos (Paquistão, Cáspio, Ásia Central) que os americanos não podem bloquear. Além disso, aliados-chave como o Paquistão, a China e a Rússia se recusam a aderir às sanções unilaterais, mantendo o comércio e a cooperação com Teerã. O Irã já avisou que os países que se aliarem ao bloqueio serão considerados inimigos, e ameaçou retaliar ataques a seus alvos civis na proporção de “dez por um”. Apesar da tensão, há movimentos diplomáticos (Qatar, Omã, Paquistão) para reanimar um “memorando de entendimento em coma”, mas a posição iraniana é de força e desconfiança.