Os Estoques de Petróleo dos EUA e a Espada Nuclear Iraniana Forçaram a Capitulação de Washington

Larry Johnson, ex-analista da CIA, revela em entrevista que a capitulação americana ao Irã foi forçada por uma crise silenciosa: a Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA está no limite, com pouco mais de 200 milhões de barris disponíveis antes do colapso das cavernas de sal. Os EUA dependem de petróleo pesado importado do Golfo, mas o Estreito de Ormuz está parcialmente fechado. A escassez ameaça paralisar a economia e a máquina de guerra americana. Simultaneamente, o Irã, através do Paquistão, transmitiu um ultimato: detonará um dispositivo nuclear em seu território como demonstração de capacidade, se a guerra não parar. A ameaça era crível, apoiada por evidências técnicas de que o Irã pode enriquecer urânio a grau militar em semanas. O Paquistão, atuando como mediador, também representa o realinhamento dos países do Golfo contra os EUA, pressionando por uma saída americana da região. O acordo final é uma capitulação formal, em troca de promessas que o Irã já havia feito no JCPOA. A China e a Rússia observam, enquanto o sistema financeiro global começa a se afastar do dólar. O cenário descreve o crepúsculo da Pax Americana e a emergência de uma nova ordem multipolar.

John Mearsheimer: os EUA Já Perderam a Guerra com o Irã – Sem Saída à Vista

O professor John Mearsheimer, em entrevista ao canal do professor Glenn Diesen, oferece uma análise contundente sobre a guerra entre EUA/Israel e Irã: os Estados Unidos já perderam o conflito. Segundo Mearsheimer, a estratégia americana baseada em bombardeios aéreos e “decapitação” da liderança iraniana falhou, pois o poder aéreo, isoladamente, jamais venceu guerras contra adversários decididos. O governo Trump não tem um plano crível de saída, enquanto o Irã possui capacidade de infligir danos devastadores aos aliados dos EUA no Golfo, especialmente em suas usinas de dessalinização de água — infrastrutura crítica da qual países como Kuwait, Catar e Arábia Saudita dependem em mais de 70%.

A Farsa Trumpista, o Massacre no Irã e o Cheiro de Derrota que Vem do Deserto

O que vimos nas últimas semanas, saindo da boca de Donald Trump e ecoando nos corredores do poder em Washington, não foi um plano de governo, mas sim a confissão de uma cleptocracia em seu estertor mais belicoso.

O cenário é aquele que os profetas do caos sempre desejaram: o Oriente Médio em chamas, o sangue de crianças ainda fresco nos escombros de uma escola no Irã, e os Estados Unidos, outrora farol de uma ordem internacional – por mais imperfeita que fosse- , rebaixados à condição de pária, sócios menores de um projeto de extermínio liderado por Benjamin Netanyahu.