Trump declarou publicamente que a Ucrânia precisa de um novo presidente, culpando Zelensky pelos ataques às refinarias russas, o que provocou uma aguda escassez global de diesel. Em paralelo, ele anunciou um acordo com Putin para liberar 300 mil toneladas de diesel russo ao mercado, com mais 500 mil em novembro e 1 milhão na sequência — suspensão temporária de sanções incluída. Zelensky reagiu chamando o acordo de “presente à Putin” e “investimento na guerra”. O impasse expõe uma ruptura sem precedentes entre Washington e Kiev, às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA.
Tag: #putin
Zelensky e a Rendição Disfarçada da Ucrânia
Este artigo analisa o momento de exaustão da Ucrânia e do Ocidente diante da Rússia, com base em reportagens recentes. O texto aborda a declaração de Zelensky sobre o fim das hostilidades como sinal de rendição, a pressão dos EUA para encerrar o conflito até o inverno, a frustração de um plano terrorista ucraniano, a posição russa de não negociar sob pausa, e a admissão americana da “realidade no terreno”. O artigo conclui que o teatro político ocidental chegou ao fim, com a Rússia ditando os termos do desfecho.
Putin, o BRICS e a Nova Arquitetura Global: A Cúpula de Nova Délhi e a Reconfiguração do Poder Mundial
Na XVIII Cúpula do BRICS, em Nova Délhi, O presidente da Rússia, Vladimir Putin, apresentou números que desmontam a centralidade do G7: os países do BRICS geraram mais de 40% do PIB mundial nos últimos cinco anos, contra 29% do G7. Putin criticou o uso da coerção e destruição física pelo Ocidente para manter a sua posição e defendeu a cooperação multilateral. A cúpula também avançou na ampliação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), presidido por Dilma Rousseff, e no BRICS Pay, sistema de pagamentos em moedas locais, alternativo ao SWIFT.
Com 11 membros plenos e mais de 30 países na fila de adesão, o BRICS se consolida como o principal fórum de articulação do Sul Global, em um mundo multipolar.
O Cerco se Fecha sobre Kiev – Antes do Inverno se Desenha uma Humilhante Derrota para a Ucrânia
Este artigo aborda o momento crítico da guerra na Ucrânia, com os EUA pressionando Zelensky a encerrar o conflito até o inverno por motivos eleitorais. A delegação americana (Witkoff e Kushner) trouxe a Kiev condições de paz piores que as anteriores, incluindo o reconhecimento de territórios perdidos. Com a desmilitarização ucraniana em 90% e a exaustão militar e econômica do país, a Ucrânia já perdeu a guerra — restando apenas negociar os termos da derrota. O Ocidente está contra a parede, e Trump corre contra o tempo para obter uma “paz” que sirva à sua imagem política.
O Ocidente Coletivo Contra a Parede — Enquanto Trump Negocia, a Ucrânia se Desfaz
Este artigo analisa o momento crítico da guerra na Ucrânia, a partir de três fontes: a declaração do ex-analista da CIA Ray McGovern sobre a desmilitarização de 90% do país; a visita da delegação de Trump a Moscou e a Kiev, com encontros “encorajadores” mas sem avanços concretos; e o contexto das negociações entre EUA, Ucrânia e Rússia, expondo o esgotamento militar ucraniano, as motivações eleitorais de Trump e a fragilidade do Ocidente Coletivo diante de um conflito que se arrasta para o quinto ano, sem perspectiva real de uma solução negociada.
A Guerra que Putin diz estar perto do fim — e o que isso realmente significa
Este artigo analisa a declaração do presidente russo Vladimir Putin, durante encontro com o premiê indiano Narendra Modi na cúpula da OCX, de que a Rússia “está caminhando para o fim do conflito ucraniano”. O texto contextualiza a fala no cenário da guerra em 2026, com intensificação dos ataques russos. Além disso, destaca o papel da Índia como aliada estratégica da Rússia no Sul Global e o movimento de Putin para consolidar alianças fora do eixo Ocidental.
O Tribunal Penal Internacional e a Hipocrisia dos EUA
A administração Trump declarou o Tribunal Penal Internacional (TPI) uma organização ilegítima, em mais um capítulo da histórica rejeição americana a uma justiça internacional que não controla. A hipocrisia se revela na seletividade: o TPI foi legítimo quando emitiu mandado contra Putin (2023), mas se tornou “ilegítimo” quando fez o mesmo contra Netanyahu (2024). A ordem executiva de Trump, de fevereiro de 2025, impôs sanções ao tribunal e a quem coopere com ele, numa tentativa de proteger aliados e garantir impunidade. O caso de Bolsonaro, acusado de genocídio indígena no TPI e até hoje não julgado, ilustra a seletividade do sistema. O que Washington não tolera é que os seus cidadãos, ou os seus principais aliados, sejam responsabilizados por tribunais que não controlam.
Como Stalin Enganou Hitler e o Ocidente Forja Pequenos Líderes – Tese
O Professor Jiang Xueqin –
Educador e escritor canadense – apresenta a tese provocadora de que Stalin foi um estrategista genial que manipulou Hitler para que a Alemanha invadisse a União Soviética. Segundo Jiang, a invasão forçou os EUA a socorrer a URSS via Lend-Lease (Lei de Empréstimo e Arrendamento), industrializando-a gratuitamente e a transformando em superpotência. Ele contrasta a “imaginação estratégica” russa (intuitiva, mística) com o pensamento ocidental (empírico, lógico), defendendo que este forja “pequenos líderes” burocráticos, enquanto aquele permite o surgimento de “grandes líderes” como Stalin e Putin. A análise é sedutora, mas criticável. A neurociência mostra que liderança eficaz integra análise e intuição, não misticismo. Historiadores apontam que Stalin cometeu erros monumentais, ignorou alertas e quase perdeu a guerra.
Larry Johnson: “A Rússia Está Pronta para Tomar Kiev”
Este artigo analisa as declarações de Larry Johnson (ex-CIA) e Scott Ritter (ex-inteligência dos Fuzileiros Navais dos EUA) sobre o iminente avanço russo sobre Kiev. Johnson afirma que “a Rússia está pronta para tomar Kiev”, enquanto Ritter prevê o “apagamento do centro de Kiev” e o fechamento do corredor báltico — com a possibilidade real de um ataque russo a um país da OTAN (Estônia ou Letônia). Ambos os analistas concordam que a OTAN está militarmente exaurida, sem munição, sem indústria bélica e sem capacidade de resposta. O artigo conecta a iminente ofensiva sobre Kiev com o planejado ataque ucraniano ao Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (com apoio britânico), que serviria como faísca para a escalada final. A conclusão é que a Ucrânia está “morta como nação” e que a única saída racional seria a rendição incondicional — algo que a propaganda ocidental se recusa a admitir.
A Geopolítica do Espetáculo: O Conselho Imperial da Paz de Trump
A ideia de um “Conselho da Paz para Gaza”, apresentada como uma solução inovadora para um conflito secular, é, na verdade, a ponta de um iceberg muito mais sinistro. Ela encapsula a ambição de deslocar o centro de gravidade do poder internacional, minando deliberadamente a autoridade das Nações Unidas e, em particular, de seu Conselho de Segurança.
A crítica do presidente brasileiro – Luiz Inácio Lula da Silva – ao projeto de Trump, foi precisa: a proposta é equivalente a “criar sozinho uma nova ONU”.