O Cerco se Fecha sobre Kiev – Antes do Inverno se Desenha uma Humilhante Derrota para a Ucrânia

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Por PolitikBr I Brasília, Em 09/09/2026, 17h:48min, leitura: 5min

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Editor: Rocha, J.C.

Essa é uma análise documental. Para visualizar “o todo” recomendamos a leitura dos demais artigos e publicações relacionadas, que se somam ao tema de hoje. Boa leitura.

Zelensky encurralado, EUA impõem prazo e Ucrânia sangra enquanto Trump negocia

A guerra na Ucrânia entra em uma fase decisiva — e brutal. O que se desenha nos bastidores da diplomacia e nos campos de batalha é um cenário de derrota iminente para Kiev, forçada pelos EUA a aceitar um acordo de paz antes do inverno europeu, sob o peso de uma pressão que mistura cálculo eleitoral e exaustão militar.

Prazo fatal: o inverno como linha de chegada

Os Estados Unidos não estão mais dispostos a esperar. De acordo com fontes ouvidas pela imprensa americana na última segunda-feira (7), Washington quer pôr fim ao conflito na Ucrânia até o próximo inverno europeu. A exigência, segundo o ex-assistente do ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma, Oleg Soskin, deixou Zelensky “encurralado como uma fera”.

“Os EUA não lhe deixaram escolha”, afirmou Soskin em seu canal no YouTube, prevendo um “aumento do nível de lamúrias e correria para a Europa”. O analista foi além: em Washington, segundo ele, já perceberam que Zelensky se comporta como “um mero bobo da corte” e que não se pode esperar ofertas sérias dele — apenas “piadas bobas e exigências de dinheiro”.

Por trás da pressão, um fator mais que óbvio: as eleições de meio de mandato de Donald Trump. A administração republicana precisa de uma vitória no front externo para capitalizar politicamente em casa, e o conflito ucraniano se tornou um peso que já não convém carregar.

Condições piores que a guerra

Se a pressão pelo prazo já era sufocante, o conteúdo das negociações tornou a situação ainda mais dramática. No último sábado (5), o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, se reuniram por mais de três horas com Vladimir Putin no Kremlin. Em seguida, levaram à Kiev versões atualizadas de um possível acordo de paz.

O veredito veio da deputada ucraniana Anna Skorokhod: as condições são piores do que tudo o que Kiev já havia rejeitado. “Se antes não havia necessidade de emendar a Constituição e reconhecer os territórios, agora exigiram”, revelou a parlamentar, acrescentando que há “uma série de detalhes” obtidos “por baixo da mesa” que ela não quis divulgar.

Em outras palavras: reconhecimento territorial e reforma constitucional — duas linhas vermelhas que Zelensky sempre se recusou a cruzar. Diante do ultimato, o líder ucraniano se limitou a pedir mais mísseis Patriot – que a Europa e nem os EUA tem. Uma tentativa desesperada de ganhar tempo que, aos olhos de Washington, soa como choramingo.

O Ocidente contra a parede — e a Ucrânia se desfaz

O quadro militar é devastador. Enquanto Trump negocia, a Ucrânia se desfaz. O ex-analista da CIA Ray McGovern jogou um balde de água fria no discurso oficial da resistência: a desmilitarização da Ucrânia já atingiu 90%. “Os ucranianos não têm praticamente mais nada”, declarou.

Os números corroboram o diagnóstico. Kirill Budanov, chefe do Gabinete da Presidência ucraniana, admitiu que o país precisaria de 30 mil novos soldados por mês apenas para manter a situação atual — e a situação atual não é nada boa. O problema é que não há 30 mil soldados para recrutar. Falta pessoal, falta munição, falta combustível. Falta, acima de tudo, esperança.

A tomada de Odessa e o fim do Estado funcional do que resta da Ucrânia, segundo a análise, são “uma possibilidade concreta”. Não se fala mais em vitória. Se fala apenas em sobrevivência. E até isso está em risco.

O que vem a seguir? A pressão americana deve se intensificar nas próximas semanas. Zelensky, encurralado, terá que escolher entre aceitar um acordo que desfigura a Ucrânia ou enfrentar a fúria de Washington e o colapso militar no front.

O inverno, neste caso, não trará trégua — trará o fim. E o Ocidente coletivo, como observamos nessa a análise do PolitikBr, está contra a parede, assistindo ao desfecho de uma guerra, que já não pode vencer, e que já não quer mais financiar.

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