Scott Ritter: ” A Ucrânia Está Morta”

Este artigo documenta como o analista militar Scott Ritter previu, com antecedência, o ataque russo massivo que causou caos em Kiev, destruindo centros de decisão governamentais. Ritter afirmou que a Rússia “apagaria o centro de Kiev” como resposta ao ataque terrorista ucraniano a Starobelsk (21 jovens mortos em um abrigo) e como um aviso à OTAN. Ele também revelou números estarrecedores do colapso demográfico ucraniano: 2 milhões de mortos e 5 milhões de feridos, concluindo que “a Ucrânia está morta como nação”. O artigo contrasta a precisão de Ritter com a análise iludida de generais ocidentais como David Petraeus e com a incapacidade da OTAN de antever a escalada, mostrando que a aliança está refém de sua própria propaganda. Ritter também previu o próximo passo: o fechamento do corredor báltico e possíveis ataques russos a países da OTAN (Estônia, Letônia) se os ataques ucranianos a partir dali continuarem.

A Escada Para o Abismo Nuclear

O artigo analisa a sequência entre o ataque em Starobelsk, atribuído por Moscou à Ucrânia, a resposta russa contra Kiev e a escalada envolvendo drones, mísseis de longo alcance, infraestrutura energética russa e o corredor báltico. A tese central é que a guerra deixou de ser apenas ucraniana e passou a envolver, de forma cada vez mais explícita, a OTAN, seus sistemas de inteligência, suas armas e seus territórios de fronteira.

O texto critica a mídia ocidental por narrar os ataques russos contra Kiev como eventos isolados, sem contextualizar os ataques ucranianos contra instalações russas, o episódio de Starobelsk e a campanha de drones em profundidade contra infraestrutura energética e industrial da Rússia. A análise também destaca que fontes ocidentais reconhecem a ampliação da campanha ucraniana de ataques profundos e as incursões de drones no espaço báltico.

O Intrincado Xadrez de Interesses e Alianças em Construção no Oriente Médio

O artigo analisa a guerra de agressão dos EUA-Israel contra o Irã não apenas pelo prisma dos danos militares, mas sobretudo pelo redesenho político e estratégico em curso no Oriente Médio. Relatórios e análises recentes indicam que os Estados Unidos sofreram perdas materiais muito maiores do que a narrativa ocidental admite, incluindo dezenas de aeronaves perdidas ou danificadas e centenas de estruturas ou equipamentos atingidos em bases americanas na região. Esses danos não são apenas militares: eles abalam a ideia de que a presença americana no Golfo representa proteção automática para seus aliados.

A tese central é que a guerra acelerou a formação de um novo xadrez regional, com Irã, Arábia Saudita, Egito, Turquia, Paquistão, China e Rússia recalculando posições. O Golfo começa a perceber que bases americanas podem ser mais passivo do que garantia. A normalização com Israel fica congelada. O Paquistão surge como mediador e corredor logístico. A China ganha centralidade sem disparar um tiro. O Estreito de Hormuz se torna instrumento de poder iraniano. O resultado é uma região ainda instável, mas cada vez menos disposta a aceitar que Washington e Tel Aviv sejam os únicos autores do roteiro.

SCOTT RITTER: “A OTAN Está Forçando a Rússia a Ir à Guerra”

A análise de Scott Ritter é um retrato do momento mais perigoso desde a Crise dos Mísseis de Cuba. A diferença é que, em 1962, os líderes em Washington e Moscou estavam conscientes do abismo. Hoje, a Europa parece determinada a pular de olhos fechados, celebrando cada passo em direção ao precipício.

O Ocidente confunde a paciência russa com fraqueza. Confunde pragmatismo com covardia. E está forçando a Rússia a uma escolha que nunca quis fazer: ou responde de forma decisiva ou aceita ser desmembrada estrategicamente.

O tempo do debate acabou. O tempo da ação, como Ritter alerta, está sobre nós. Resta saber se o mundo terá a sanidade de recuar antes que seja tarde demais.

Gleen Diesen: Manipulação da Mídia na Guerra da Ucrânia ( Comentários Adicionais)

Em seu discurso no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, Diesen alertou para os perigos da demonização do adversário, e da simplificação moral dos conflitos.
Nós publicamos esse discurso em nosso artigo anterior – Glenn Diesen: Manipulação da Mídia na Guerra da Ucrânia
Nesse artigo – sequência do anterior – mostramos os comentários adicionais do Professor Gleen sobre o mesmo assunto.

Glenn Diesen: Manipulação da Mídia na Guerra da Ucrânia

Neste artigo, compartilhamos a íntegra do discurso do professor Glenn Diesen no Conselho de Segurança da ONU, onde ele denuncia o papel da mídia ocidental na promoção da guerra na Ucrânia. Inspirado por Walter Lippmann, Diesen alerta para os perigos de transformar conflitos complexos em narrativas maniqueístas de “bem contra o mal”, o que inviabiliza qualquer caminho toward a paz. Ele expõe como a expansão da OTAN, ignorada pela grande mídia, foi um fator central para o conflito, e como as negociações de paz foram sistematicamente sabotadas. Uma leitura essencial para quem busca compreender as camadas ocultas da guerra e o papel da informação como arma.

O Porquê os Mísseis do Irã Condenam Trump a um Blefe Estratégico

Neste artigo, o PolitikBr mergulha na excelente entrevista do ex-inspetor da ONU, Scott Ritter, para expor a fragilidade estratégica dos EUA diante do Irã. Enquanto Trump ameaça com “navios grandes”, Ritter revela que a defesa aérea americana é insuficiente e que os modernos mísseis iranianos tornaram os porta-aviões obsoletos. A análise detalha a doutrina nuclear americana (que prevê retaliação atômica se um porta-aviões for afundado) e o contra-argumento devastador: isso levaria a uma troca de golpes nucleares com a Rússia e a China, aliadas de Teerã. Concluímos que, apesar da retórica, Trump não atacará o Irã, pois o custo político e existencial é impagável. O artigo contextualiza ainda a crise dos tratados de controle de armas e a nova realidade multipolar que amarra as mãos de Washington.

O Império dos Espelhos: Trump Não Vai Bombardear o Irã

Nas últimas 72 horas, quatro vozes — talvez as mais lúcidas dentro do deserto de mediocridade que é o atual establishment de segurança nacional americano — convergiram para um veredito que a grande mídia ainda insiste em obscurecer: os Estados Unidos não vão atacar o Irã. Porque não podem.

Mídia: Ucrânia Ofereceu US$ 30 mil Pela Morte de General Russo

Nesta semana, as autoridades russas anunciaram que um tenente-general de alta patente foi alvo de uma tentativa de assassinato em Moscou. O atirador abriu fogo contra o tenente-general Vladimir Alekseev em um prédio residencial, e ele foi hospitalizado — mas sobreviveu após cirurgia e seu estado é estável.

Segundo o Comitê de Investigação russo, o autor dos tiros teria fugido para Dubai, onde foi preso e posteriormente entregue às autoridades russas. Um cúmplice do criminoso também foi detido, enquanto um outro continua foragido.

A Geopolítica do Espetáculo: O Conselho Imperial da Paz de Trump

A ideia de um “Conselho da Paz para Gaza”, apresentada como uma solução inovadora para um conflito secular, é, na verdade, a ponta de um iceberg muito mais sinistro. Ela encapsula a ambição de deslocar o centro de gravidade do poder internacional, minando deliberadamente a autoridade das Nações Unidas e, em particular, de seu Conselho de Segurança.

A crítica do presidente brasileiro – Luiz Inácio Lula da Silva – ao projeto de Trump, foi precisa: a proposta é equivalente a “criar sozinho uma nova ONU”.