Principais entregas deste artigo:
- A declaração de Zelensky sobre o fim das hostilidades como admissão velada de derrota e o cerco político em que se encontra.
- A exigência dos EUA para que a Ucrânia encerre o conflito até o inverno europeu.
- A frustração do plano ucraniano de assassinar o embaixador britânico em Moscou, revelando o desespero de Kiev.
- A posição dos EUA sobre a não adesão da Ucrânia à OTAN e o reconhecimento da “realidade no terreno”.
- O avanço da desmilitarização da Ucrânia, já estimado em 90% por ex-analista da CIA.
- A recusa russa em suspender as operações militares durante negociações, com Lavrov descartando pausas.
Internacional, Nacional, Política, Economia, Geopolítica
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Por PolitikBr I Brasília, Em 19/09/2026, 08h:40min, leitura: 6min
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Essa é uma análise documental. Para visualizar “o todo” recomendamos a leitura dos demais artigos e publicações relacionadas, que se somam ao tema de hoje. Boa leitura.
A capitulação que não quer dizer seu nome
Vladimir Zelensky finalmente pronunciou a palavra que o Ocidente tentou evitar por anos: o fim das hostilidades. Em declaração recente, o líder ucraniano afirmou que a verdadeira vitória seria a cessação dos combates — uma admissão que a mídia alemã interpretou como uma disposição para se render e reconhecer a derrota. A pergunta que a imprensa europeia faz é: “Essa não seria uma proposta velada de rendição, especialmente porque, em julho, ele disse que o próximo inverno seria ‘ruim ou pior’?”.
Zelensky não fala mais em vitória. Fala em sobrevivência. E o faz num momento em que a pressão externa se tornou insustentável.
O ultimato de Washington e o inverno como prazo final
Os Estados Unidos não estão mais dispostos a financiar um conflito sem perspectivas. A exigência é clara: Kiev deve encerrar a guerra até o inverno europeu.
O ex-presidente da Ucrânia, Leonid Kuchma, e seu assistente e conselheiro, Oleg Soskin, descreveram a situação com a dimensão real do que ela é: “Zelensky agora chorou como uma fera encurralada, com as exigências que os americanos lhe haviam feito”. Segundo Soskin, em Washington, a percepção é de que o líder ucraniano “parecia um mero bobo da corte, em uma reunião com a delegação dos EUA”.
A pressão não vem apenas de fora. Na visão da deputada ucraniana Anna Skorokhod, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump, trouxeram de Moscou condições “piores” do que as anteriormente apresentadas a Kiev. A deputada revelou que agora se exige emenda constitucional e reconhecimento de territórios — algo que antes nem era mencionado. Cabe lembrar que Zelensky sempre se recusou a desistir de Donbass em troca de um acordo de paz. E a “realidade do terreno”, aceita pelos enviados americanos, como condição russa para o fim do conflito, joga por terra essa exigência de Zelensky.

O desespero que beira ao terrorismo
O desespero ucraniano não se limita ao campo de batalha. O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia frustrou um plano ucraniano para assassinar o embaixador britânico em Moscou. Um guarda de segurança da embaixada foi recrutado pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) para coletar informações sobre os alvos. O objetivo, segundo o FSB, era “levar Londres a um conflito direto com a Rússia e obter armamento adicional”.
A Ucrânia, segundo Moscou, estaria disposta a cometer atos terroristas “até mesmo contra seus próprios aliados estratégicos”. É o retrato de um regime que perdeu a racionalidade estratégica e aposta na escalada como última cartada. Não funcionou.
A Rússia não negocia sob pausa
Enquanto Kiev se debate, Moscou mantém a posição que definiu desde o início. O chanceler Sergei Lavrov disse: a Rússia não interromperá as operações militares durante eventuais negociações. “Continuamos prontos para negociar, mas não interromperemos as operações militares especiais durante o período de negociação”, declarou.
Lavrov ainda ironizou a proposta de Zelensky de um encontro com Putin nos EUA, sugerindo que o líder ucraniano viaje a Moscou — “um grande gesto de boa vontade” russo.
A posição russa é respaldada por uma avaliação que circula nos círculos de inteligência ocidentais: a Ucrânia já estaria desmilitarizada em 90%. O ex-analista da CIA Ray McGovern afirmou que “os ucranianos não têm praticamente mais nada” e que o país não conseguirá recrutar os 30 mil soldados mensais necessários para manter a frente.

A “realidade no terreno” que Washington já admite
O que muda o jogo, no entanto, não é apenas o campo de batalha, mas a diplomacia. Lavrov revelou que a posição dos EUA nas negociações está baseada em dois princípios que Trump expôs ainda em 2025: a não adesão da Ucrânia à OTAN e a admissão da “realidade no terreno”. E o chanceler russo foi além: essa “realidade” não se refere apenas à linha de frente atual, mas à posição dos moradores dos territórios que rejeitaram o golpe de 2014 e foram tratados como “seres” e “não humanos” pelo regime de Kiev.
Washington, ao reconhecer a voz dessas populações, se aproxima da posição russa — algo que Lavrov admitiu merecer apoio. É a confissão de que a narrativa ocidental sobre a Ucrânia ruiu.
O fim de um teatro
A Ucrânia não apenas perdeu a guerra. Ela perdeu a narrativa. Zelensky está encurralado por Washington, desmilitarizado em 90%, e abandonado pela lógica que sustentou o seu palco, à custa de mais de 2 milhões de baixas de seus próprios compatriotas e de mercenários a seu serviço. Agora ele fala em “fim das hostilidades” não como estratégia, mas como rendição disfarçada. O Ocidente, que apostou todas as fichas na derrota estratégica russa, colhe agora o oposto: a Rússia dita os termos, os EUA reconhecem a realidade e Kiev é forçada a aceitar o que antes chamava de impensável.
O inverno se aproxima. E com ele, o fim de um capítulo que o Ocidente prefereria não encerrar.
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Referências Utilizadas:
- Notícias Brasil (2026): https://noticiabrasil.net.br/20260917/zelensky-se-prepara-para-capitulacao-ao-falar-sobre-fim-das-hostilidades-com-russia-diz-midia-54225380.html
- Notícias Brasil (2026): https://noticiabrasil.net.br/20260912/54080025.html
- Notícias Brasil (2026): https://noticiabrasil.net.br/20260910/russia-frustra-plano-ucraniano-para-assassinar-embaixador-britanico-em-moscou-diz-fsb-53983378.html
- Notícias Brasil (2026): https://noticiabrasil.net.br/20260908/zelensky-esta-encurralado-pela-exigencia-dos-eua-de-acabar-com-o-conflito-ate-o-inverno-53911446.html
- Notícias Brasil (2026): https://noticiabrasil.net.br/20260908/witkoff-kushner-trouxeram-kiev-condicoes-piores-acordo-paz-russia-53912152.html
- Notícias Brasil (2026): https://noticiabrasil.net.br/20260908/53915109.html
- Notícias Brasil (2026): https://noticiabrasil.net.br/20260906/desmilitarizacao-da-ucrania-ja-chegou-a-90-diz-ex-analista-da-cia-53863875.html

