O Desmoronamento do Império Mediático da Globo e as Eleições de 2026

Este artigo reconstruiu a trajetória histórica da Globo como operadora política das elites brasileiras, desde o apoio ao golpe de 1964 até a tentativa de repetir, em 2026, o roteiro que ajudou a eleger Jair Bolsonaro em 2018. O epicentro da análise foi o cancelamento histórico do debate de 1º de outubro de 2026 — provocado pela recusa de Lula, pela intervenção do TSE, do ministro do STF Gilmar Mendes, e pela desistência de Flávio Bolsonaro.

A ONU e a Repulsa do Mundo à Israel

Este artigo analisa o isolamento diplomático de Israel na 81ª Assembleia Geral da ONU. A partir do abandono massivo do plenário durante o discurso de Netanyahu — incluindo a delegação brasileira —, o artigo contextualiza as falas de Erdogan sobre a necessidade de reforma da ONU e reconhecimento da Palestina, as críticas de Macron e do premier espanhol às ações israelenses, e a tentativa de Netanyahu de desviar o foco atacando o colonialismo europeu. O texto encerra apontando o crescente fosso entre Israel e a comunidade internacional.

Pepe Escobar: A Arábia Saudita, o Iêmen e o BRICS em Ascensão

A nova escalada entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen pode parecer, à primeira vista, apenas mais um capítulo da longa guerra iemenita. Mas a entrevista de Pepe Escobar ao podcast de Nina sugere uma leitura muito mais ampla: o conflito estaria expondo as transformações profundas que estão ocorrendo no equilíbrio de poder do Oriente Médio.

O ponto estratégico está na geografia. De um lado, Bab el-Mandeb, porta de entrada do Mar Vermelho. Do outro, o Estreito de Hormuz, passagem essencial para o petróleo do Golfo. Com os dois pontos sob crescente tensão, qualquer escalada regional pode produzir efeitos que ultrapassam as fronteiras do Oriente Médio.

Escobar sustenta que Mohammed bin Salman estaria enfrentando uma situação particularmente delicada porque a antiga garantia de segurança americana já não teria a mesma previsibilidade. A atual hesitação de Washington em assumir uma nova intervenção militar direta contra os houthis reforça essa percepção.

Zelensky e a Rendição Disfarçada da Ucrânia

Este artigo analisa o momento de exaustão da Ucrânia e do Ocidente diante da Rússia, com base em reportagens recentes. O texto aborda a declaração de Zelensky sobre o fim das hostilidades como sinal de rendição, a pressão dos EUA para encerrar o conflito até o inverno, a frustração de um plano terrorista ucraniano, a posição russa de não negociar sob pausa, e a admissão americana da “realidade no terreno”. O artigo conclui que o teatro político ocidental chegou ao fim, com a Rússia ditando os termos do desfecho.

Pezeshkian, os Emirados e a Verdade que Washington Não Quer que Você Ouça

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian concedeu uma entrevista à India Today em 12 de setembro de 2026, à margem da cúpula do BRICS em Nova Délhi, na qual falou sobre quem o Irã considera como seus aliados naturais — os países do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos — do que considera seu verdadeiro adversário: as bases militares americanas instaladas em solo emiradense. “Não temos problemas com os Emirados”, disse. “Temos um problema com as bases americanas nesses países, de onde atacam nosso país.” Pezeshkian descreveu os emiradenses como “irmãos” e acusou Washington de usar as bases para atacar o Irã, vender armas para fomentar divisões e explorar o petróleo regional. O encontro com o príncipe herdeiro Khaled bin Mohamed bin Zayed, o primeiro desde o início do conflito em fevereiro de 2026, sinaliza uma possível reaproximação entre Teerã e Abu Dhabi, facilitada pelo foro do BRICS. A Declaração de Nova Délhi, adotada por unanimidade, pede máxima contenção no Oriente Médio, e serve como contenção institucional para que as divergências não fraturem o bloco. Pezeshkian também defendeu o Novo Banco de Desenvolvimento como instrumento de desdolarização e de resistência ao unilateralismo americano.

Putin, o BRICS e a Nova Arquitetura Global: A Cúpula de Nova Délhi e a Reconfiguração do Poder Mundial

Na XVIII Cúpula do BRICS, em Nova Délhi, O presidente da Rússia, Vladimir Putin, apresentou números que desmontam a centralidade do G7: os países do BRICS geraram mais de 40% do PIB mundial nos últimos cinco anos, contra 29% do G7. Putin criticou o uso da coerção e destruição física pelo Ocidente para manter a sua posição e defendeu a cooperação multilateral. A cúpula também avançou na ampliação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), presidido por Dilma Rousseff, e no BRICS Pay, sistema de pagamentos em moedas locais, alternativo ao SWIFT.
Com 11 membros plenos e mais de 30 países na fila de adesão, o BRICS se consolida como o principal fórum de articulação do Sul Global, em um mundo multipolar.

A Guerra que Putin diz estar perto do fim — e o que isso realmente significa

Este artigo analisa a declaração do presidente russo Vladimir Putin, durante encontro com o premiê indiano Narendra Modi na cúpula da OCX, de que a Rússia “está caminhando para o fim do conflito ucraniano”. O texto contextualiza a fala no cenário da guerra em 2026, com intensificação dos ataques russos. Além disso, destaca o papel da Índia como aliada estratégica da Rússia no Sul Global e o movimento de Putin para consolidar alianças fora do eixo Ocidental.

Tailândia Vê o BRICS como Plataforma Estratégica para Ampliar Comércio, Investimentos e Cooperação Econômica

Com base na entrevista exclusiva do vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Tailândia, Sihasak Phuangketkeow, à TV BRICS, este artigo analisa a visão do país sobre o bloco como plataforma estratégica para ampliar comércio e investimentos. A reportagem original foi publicada pelo Brasil 247.
O tabuleiro geopolítico global ganha mais um movimento calculado. Enquanto o Ocidente se debruça sobre as próprias crises, a Tailândia — até pouco tempo vista como um país alinhado ao bloco ocidental — dá um passo firme em direção ao Sul Global.

O Novo Mapa da Economia Mundial: Os Dez Primeiros Países em Poder de Paridade de Compra (2026)

A notícia de que a Rússia se tornou a quarta maior economia do mundo em PPC, atrás apenas de China, dos Estados Unidos e da Índia, não é apenas um dado estatístico. É um sinal claro de uma mudança tectônica no poder econômico global, que o PolitikBr já vinha acompanhando. Essa classificação não é sobre a riqueza em dólares, mas sobre o que se pode comprar com a moeda local, dentro das fronteiras de cada país. A Rússia, por exemplo, ao ajustar o seu PIB pela paridade do poder de compra, vê o seu valor econômico quase triplicar, superando economias europeias consolidadas como a Alemanha e o Reino Unido

Pepe Escobar: A Falência do Bloqueio Econômico Americano ao Irã

A tentativa dos EUA de impor um bloqueio econômico total ao Irã está fadada ao fracasso, segundo análise de Pepe Escobar. Após a derrota militar estratégica, Washington recorreu ao cerco financeiro, mas esbarra em obstáculos intransponíveis. O Irã, uma encruzilhada geográfica na Eurásia, possui múltiplos corredores terrestres e marítimos (Paquistão, Cáspio, Ásia Central) que os americanos não podem bloquear. Além disso, aliados-chave como o Paquistão, a China e a Rússia se recusam a aderir às sanções unilaterais, mantendo o comércio e a cooperação com Teerã. O Irã já avisou que os países que se aliarem ao bloqueio serão considerados inimigos, e ameaçou retaliar ataques a seus alvos civis na proporção de “dez por um”. Apesar da tensão, há movimentos diplomáticos (Qatar, Omã, Paquistão) para reanimar um “memorando de entendimento em coma”, mas a posição iraniana é de força e desconfiança.