Neste segundo artigo da série baseada na entrevista de Scott Ritter (maio de 2026), analisamos a erosão da credibilidade americana no cenário internacional. Ritter compara os Estados Unidos ao clima — imprevisível, errático e incapaz de cumprir acordos. O artigo revisita o caso JCPOA, tratado nuclear com Irã que foi assinado por Obama, cumprido pelos iranianos e rasgado por Trump com um tuíte. Examina a disfunção institucional do Congresso americano, que nunca ratifica tratados de forma confiável. Mostra como aliados históricos — Japão, Canadá, Europa, Israel — descobrem, um a um, que são descartáveis. E explica por que o mundo, diante dessa inconfiabilidade sistêmica, está se reorganizando ao redor de novas referências: BRICS, a desdolarização, diplomacia multipolar. O artigo conclui que a maior mudança não é militar nem econômica — é psicológica. O mundo perdeu a confiança nos Estados Unidos. E essa confiança não voltará.
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Reinaldo Azevedo: “Lula Estadista, Flávio (Bolsonaro) Entreguista
O jornalista Reinaldo Azevedo expõe uma disputa que vai além da política eleitoral: de um lado, Lula representa um Brasil soberano, capaz de se relacionar com potências e blocos internacionais sem submissão; de outro, Flávio Bolsonaro simboliza uma visão subalterna, alinhada à dependência ideológica e geopolítica. O escândalo envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master aprofundou a crise de credibilidade de Flávio, que teria negociado valores milionários ligados ao filme sobre Jair Bolsonaro e viu sua imagem ser atingida por áudios, mensagens e suspeitas de novos desdobramentos.
A consequência política foi imediata: pesquisas divulgadas após a crise indicaram vantagem ampliada de Lula sobre Flávio, sugerindo que o episódio corroeu a narrativa de força da extrema direita. Mais do que um escândalo pontual, o caso revela uma estrutura de poder marcada por dependência, oportunismo e degradação moral.
O Império dos Espelhos: A Queda Silenciosa dos EUA no Oriente Médio
Neste artigo, analisamos a entrevista do analista em geopolítica Scott Ritter, na qual o ex-inspetor da ONU desmonta a narrativa oficial sobre o conflito no Oriente Médio. Ritter mostra que o Irã não foi enfraquecido, mas se adaptou e hoje está mais forte — com mísseis balísticos em quantidade superior à do início da guerra e drones FPV capazes de burlar o Domo de Ferro. Os Estados Unidos, por outro lado, esgotaram os seus arsenais de longo alcance e são incapazes de sustentar uma nova guerra. Trump, diagnosticado por psiquiatras como narcisista maligno, viaja à China não para ditar termos, mas para pedir ajuda. Israel perde relevância à medida que o apoio interno nos EUA despenca. O Conselho de Cooperação do Golfo está morto; os países árabes terão que aprender a conviver com o Irã como potência regional dominante. O BRICS avança na desdolarização, ainda que sem substituto imediato para o dólar. O artigo conclui que o império americano não está sendo destruído por inimigos externos, mas por sua própria incapacidade de honrar acordos e enxergar a realidade. Leia a análise completa e entenda as raízes dessa mudança histórica.
Pepe Escobar: Trump Foi à China Prestar Tributo
Trump foi à China não para impor uma agenda, mas para buscar espaço numa nova realidade geopolítica. Na leitura de Pepe Escobar, a visita revelou o esgotamento da estratégia americana de contenção e o fortalecimento da posição chinesa como centro decisório da economia global. Com CEOs, banqueiros e executivos na comitiva, os EUA foram a Pequim pedir negócios e concessões, enquanto Xi Jinping manteve a linha: parceria, sim; submissão, não. A cena resumiu uma virada histórica em que a China já não aceita ser tratada como periferia do sistema.
O Teatro do Absurdo: Por Que a “Guerra Iminente” com o Irã é um Blefe
Neste artigo, o blog PolitikBr dissecou a atual crise entre os EUA e e Irã, partindo da reveladora entrevista do Professor Seyed Mohammed Marandi. A análise expõe a farsa por trás da retórica belicista: enquanto Washington encena uma coreografia militar com porta-aviões e ameaças, a sua proposta de um “ataque simbólico” ao Irã foi prontamente rejeitada por Teerã, que prometeu uma resposta total a qualquer agressão.
O Império dos Espelhos: Trump Não Vai Bombardear o Irã
Nas últimas 72 horas, quatro vozes — talvez as mais lúcidas dentro do deserto de mediocridade que é o atual establishment de segurança nacional americano — convergiram para um veredito que a grande mídia ainda insiste em obscurecer: os Estados Unidos não vão atacar o Irã. Porque não podem.
A Tempestade Perfeita: BRICS Pay/UNIT. O Último Prego no Caixão do Dólar e o Colapso Silencioso da Hegemonia Americana
Nos bastidores frios dos bancos centrais e nos gabinetes estratégicos das maiores potências emergentes, um consenso parece ter sido alcançado: a era da incontestável hegemonia do dólar americano chegou ao seu capítulo final.
O que estamos testemunhando não é uma simples flutuação de mercado ou um ajuste técnico nas carteiras de investimento. Estamos no epicentro de uma recalibragem consciente e coordenada da arquitetura financeira global, uma manobra que, peça por peça, desmonta os alicerces do poder econômico dos Estados Unidos.
A anistia como arma geopolítica: a nova jogada de Caracas no xadrez da legitimidade
O anúncio de uma anistia geral pelo governo interino venezuelano não é um gesto de fraqueza, mas uma jogada geopolítica calculada. Ao fechar o Helicoide e prometer a libertação de presos políticos, Caracas tenta desmontar a principal justificativa moral dos Estados Unidos para a intervenção, reposicionando-se como agente soberano em busca de legitimidade internacional. Trata-se de uma ofensiva diplomática que expõe as contradições da retórica imperial em um mundo cada vez mais multipolar.
O Sequestro de Maduro e a Agonia do Império
O dia 3 de janeiro de 2026 não amanheceu apenas sob o eco distante das explosões que sacudiram Caracas desde as 2h da madrugada. Ele se inaugurou como um marco de ruptura histórica, um ponto de não retorno no já frágil edifício do direito internacional. Naquela madrugada, forças especiais dos Estados Unidos sequestraram ilegalmente o presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro e a sua esposa. O gesto não foi apenas militar ou diplomático: foi simbólico, brutal e revelador.
A Soberania sob Fogo: O Desastre Geopolítico e a Lição para o Sul Global
A declaração de Donald Trump, que parecia mais um tweet bombástico, se materializou em bombas reais sobre Caracas e em uma ação de força que sequestrou o presidente de um país soberano.
A operação, descrita com detalhes sórdidos, foi de uma violência ímpar. De acordo com informações da CNN reproduzidas pelo Diário do Centro do Mundo, Maduro e a sua esposa Cilia foram literalmente arrastados de seu quarto, ainda durante a madrugada, por militares americanos.