O Irã, por meio de sua Guarda Revolucionária, estabeleceu um ultimato histórico para a navegação no Estreito de Ormuz: países árabes e europeus que desejarem que seus petroleiros e metaneiros atravessem a região com segurança terão que expulsar os embaixadores de Israel e dos Estados Unidos de seus territórios. A medida é uma resposta direta aos ataques coordenados entre EUA e Israel contra alvos iranianos, que não alcançaram os resultados estratégicos esperados — levando analistas a afirmar que o governo Trump estaria em pânico com o desenrolar do conflito.
Categoria: Racismo e Intolerância
Embaixador Chas Freeman: A Guerra com o Irã Está Destruindo Todos os Planos dos EUA
Em entrevista ao Dialogue Works, o embaixador Chas Freeman analisa a guerra deflagrada por EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro de 2026. Segundo ele, o plano foi costurado por Netanyahu e Trump em dezembro de 2025, ignorando alertas do Pentágono. A morte do aiatolá Khamenei, que era contra a bomba atômica, removeu o principal obstáculo à nuclearização iraniana. Freeman descreve a estratégia iraniana de exaustão (“rope-a-dope”): usar mísseis baratos para esgotar os caros interceptadores americanos e israelenses, enquanto guarda o melhor arsenal para o momento decisivo.
A Farsa Trumpista, o Massacre no Irã e o Cheiro de Derrota que Vem do Deserto
O que vimos nas últimas semanas, saindo da boca de Donald Trump e ecoando nos corredores do poder em Washington, não foi um plano de governo, mas sim a confissão de uma cleptocracia em seu estertor mais belicoso.
O cenário é aquele que os profetas do caos sempre desejaram: o Oriente Médio em chamas, o sangue de crianças ainda fresco nos escombros de uma escola no Irã, e os Estados Unidos, outrora farol de uma ordem internacional – por mais imperfeita que fosse- , rebaixados à condição de pária, sócios menores de um projeto de extermínio liderado por Benjamin Netanyahu.
O Direito à Dissuasão Nuclear: Por que o Argumento de Mearsheimer para o Irã é um Alerta para o Brasil
Neste artigo, partimos da análise do Professor John Mearsheimer sobre o direito do Irã à dissuasão nuclear para abrir uma discussão incômoda e necessária: em um mundo onde Estados Unidos e Israel se comportam como potências acima da lei, violando soberanias e ameaçando nações com armas de destruição em massa, faz sentido que países como o Brasil mantenham-se amarrados a tratados de não proliferação assinados de boa-fé com potências que demonstram diariamente sua má-fé?
O Martírio de Khamenei e a Guerra Santa Contra o Grande e o Pequeno Satã
Neste artigo, dissecamos o erro estratégico monumental que foi o assassinato do Aiatolá Ali Khamenei. Longe de “decapitar” o regime iraniano, o ataque de Israel e EUA criou um mártir da estatura de Ali, unificando o mundo xiita em uma guerra santa contra o “Pequeno Satã” (Israel) e o “Grande Satã” (EUA).
Refletimos sobre o paralelo histórico com a Batalha de Karbala e a importância de Hussein para a fé xiita – Khamenei agora ocupa lugar similar no panteão dos mártires.
O Veredito da História: A Condenação Definitiva dos Mandantes do Assassinato de Marielle Franco
A Radiografia de um Estado Capturado Nacional, Política, Corrupção PolitikBr é uma mídia independente. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir. Por […]
Glenn Diesen: Manipulação da Mídia na Guerra da Ucrânia
Neste artigo, compartilhamos a íntegra do discurso do professor Glenn Diesen no Conselho de Segurança da ONU, onde ele denuncia o papel da mídia ocidental na promoção da guerra na Ucrânia. Inspirado por Walter Lippmann, Diesen alerta para os perigos de transformar conflitos complexos em narrativas maniqueístas de “bem contra o mal”, o que inviabiliza qualquer caminho toward a paz. Ele expõe como a expansão da OTAN, ignorada pela grande mídia, foi um fator central para o conflito, e como as negociações de paz foram sistematicamente sabotadas. Uma leitura essencial para quem busca compreender as camadas ocultas da guerra e o papel da informação como arma.
Evangelismo: Manipulação, Controle, Medo e Ódio
Este artigo analisa a pregação de um pastor que “orou” para que integrantes de uma escola de samba que homenageou Lula contraíssem câncer de garganta. Argumenta-se que esse discurso não é um desvio isolado, mas a expressão máxima de um modelo de evangelismo que substitui a mensagem de amor e graça de Jesus, por um sistema de controle baseado no binômio medo-punição. Citando as críticas do teólogo Caio Fábio, o texto expõe como muitos líderes usam um “Deus vingativo” do Velho Testamento para intimidar fiéis e adversários, prometendo prosperidade enquanto vendem medo e alimentam o ódio. O artigo conclui que essa prática é uma forma de terrorismo psicológico que ridiculariza o verdadeiro Evangelho e revela a fragilidade de uma fé que precisa de inimigos para sobreviver.
Carnaval 2026: Homenagem à Lula – o Operário do Brasil – e o Choro da Extrema Direita Inconformada
O carnaval de 2026 foi palco de uma disputa política intensa após a escola Acadêmicos de Niterói homenagear o presidente Lula com um desfile que também satirizou o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso e condenado por tentativa de golpe. Apesar de o TSE ter liberado o evento, alegando não se tratar de propaganda eleitoral antecipada, a extrema-direita, liderada por Flávio Bolsonaro e Damares Alves, reagiu com histeria, prometendo ações judiciais e alegando, sem provas, crimes eleitorais e perseguição religiosa. O artigo analisa a hipocrisia da oposição, que vê censura onde há arte, e aponta para o futuro: em junho, Nunes Marques e André Mendonça, indicados de Bolsonaro, assumirão o comando do TSE, o que pode tornar o choro de hoje em uma tentativa de influenciar a Justiça amanhã. O desfile, porém, já entrou para a história como um ato de resistência cultural e afirmação da memória popular.
ICE: A Polícia Fascista de Trump
O que se desenrola em Minnesota é mais do que um protesto; é um microcosmo da fratura social e constitucional que Donald Trump alimenta, um experimento autoritário onde imigrantes — e qualquer um que se pareça com a ideia que fazem de um — são caçados.
As imagens não mentem: enquanto a narrativa oficial fala em “suspeito armado que reagiu violentamente”, os vídeos testemunham o contrário. Mostram um homem cercado, dominado por agentes encapuzados e, então, executado com 10 tiros, como um animal.