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Por PolitikBr I Brasília, Em 03/05/2026, 20h:19min, leitura: 8min
Editor: Rocha, J.C.
O ex-agente da CIA John Kiriakou, em entrevista à Tucker Carlson, fez uma afirmação que explode décadas de silêncio oficial: John F. Kennedy, o 35º presidente dos Estados Unidos, tentou forçar o lobby sionista a se registrar como agente estrangeiro. E foi morto.“John F. Kennedy tentou fazer isso”, disse Kiriakou, referindo-se à exigência de que o AIPAC (American Israel Public Affairs Committee) se registrasse sob a Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (FARA). “Não funcionou bem para ele.”


A declaração não é isolada. Kiriakou, que passou dois anos preso por denunciar programas de tortura da CIA, também lançou luz sobre o ataque israelense ao USS Liberty em 1967 — quando forças israelenses atacaram um navio de inteligência americano por mais de uma hora, matando 34 americanos, e o governo Johnson encobriu o crime. “O presidente Johnson disse: ‘O que vocês estão fazendo? Parem de criticar Israel'”, recorda Kiriakou.
A entrevista a Tucker Carlson traça uma linha do tempo que começa com Kennedy, passa pelo ataque ao Liberty, e chega aos dias atuais — quando o lobby sionista está mais poderoso do que nunca, e a política externa americana é, em grande medida, definida por Tel Aviv.
Nós publicamos nesse artigo – REVELAÇÃO: Netanyahu Traçou o Plano de Guerra Contra o Irã na Casa Branca – que foi Netanyahu quem traçou os planos e objetivos para a guerra contra o Irã. A Trump só coube dizer: Para mim está tudo bem.
John Kiriakou não é um teórico da conspiração. É um ex-analista da CIA, especialista em contraterrorismo, e que serviu à agência por 14 anos. Em 2007, ele se tornou o primeiro oficial da CIA a revelar publicamente a existência do programa de tortura da agência. Por sua denúncia, ele foi processado pelo governo Obama, e passou dois anos em uma prisão federal.
Quando Kiriakou fala, não especula. Ele testemunha.
“Kennedy Tentou Fazer Isso. Não Funcionou Bem para Ele.”
A revelação central da entrevista é que John F. Kennedy tentou forçar o AIPAC a se registrar como agente estrangeiro — o que exporia o lobby israelense ao escrutínio público e legal.
Kiriakou disse a Carlson:
“John F. Kennedy tentou fazer isso. Não funcionou bem para ele.”
A referência ao assassinato de Kennedy é clara. Carlson, ao ouvir a afirmação, completou: “E eu acho que o presidente Johnson ficou com medo de enfrentá-los.”
O AIPAC, que hoje é uma das organizações de lobby mais poderosas de Washington, só se tornou um grande player na política americana a partir de 1970, quando o presidente Nixon formalmente mudou a política dos EUA, em relação a Israel, para “garantir a segurança e a integridade do país”. Kiriakou argumenta que o que Nixon deveria ter feito na mesma época era forçar o AIPAC a se registrar como agente estrangeiro. Mas ele não o fez.
A conversa entre Kiriakou e Carlson também abordou a negligência de outros presidentes em relação ao lobby. O ex-agente mencionou que “o presidente Johnson estava com medo de enfrentá-los” e que “nunca fez nada” para controlar a influência israelense, preferindo, na verdade, trabalhar “muito de perto” com o lobby.
O Ataque ao USS Liberty: O Crime que o Governo Johnson Enterrou
Kiriakou também revisitou um dos episódios mais sombrios das relações EUA-Israel: o ataque ao USS Liberty, em 8 de junho de 1967.
O USS Liberty era um navio de inteligência da Marinha dos EUA que navegava em águas internacionais, a cerca de 20 milhas da costa de Israel, durante a Guerra dos Seis Dias. Apesar de estar claramente identificado como um navio americano (bandeira dos EUA e o nome “USS Liberty” visível), as forças israelenses atacaram o navio com caças e torpedeiros.

O ataque durou mais de uma hora. 34 americanos foram mortos e 171 foram feridos.
Kiriakou lembrou:
“Os israelenses claramente sabiam que era um navio americano. Estava hasteada a bandeira americana e dizia USS Liberty na lateral.”
Ele acrescentou que, após o ataque inicial, os israelenses “esperaram cerca de 45 minutos e depois voltaram e atacaram novamente”. “Não há dúvida de que eles tentaram afundá-lo”, afirmou.
Carlson observou que a desculpa dada por Israel — de que confundiram o Liberty com um navio egípcio — era ridícula. Kiriakou concordou.
Carlson então perguntou: “O que você acha que foi aquilo?” Kiriakou respondeu, sem hesitação: “O lobby israelense”.
A Cronologia do Controle Israelense sobre Washington
Os dois episódios — o assassinato de Kennedy e o ataque ao USS Liberty — são marcos em uma cronologia que mostra o crescente poder do lobby sionista sobre a política externa americana.
| Ano | Evento | Significado |
|---|---|---|
| 1963 | Assassinato de JFK | Kennedy queria forçar o lobby a se registrar como agente estrangeiro. |
| 1967 | Ataque ao USS Liberty | Israel ataca um navio americano, mata 34. EUA encobrem. |
| 1970 | Nixon muda política | Formaliza compromisso com a segurança de Israel. |
| 2026 | Política externa dos EUA | Definida, em grande medida, por interesses israelenses, não americanos. |
A Subordinação da Política Externa Americana
Kiriakou e Carlson concluíram que, hoje, a relação entre os EUA e Israel está distorcida. As prioridades de Israel se tornaram as prioridades dos EUA. E aliados tradicionais — Reino Unido, Canadá, Austrália — foram marginalizados.
Carlson perguntou: “Como você desfaz isso? Como você recupera a soberania americana?”
Kiriakou respondeu:
“Acho que o AIPAC realmente precisa se registrar como agente estrangeiro.”
Mas, pelas revelações de Kiriakou, se fundamentadas em fatos reais, foi o que levou ao assassinato em Dallas do presidente Kennedy (JFK) em 22 de novembro de 1963.
Será que se pode fazer algum paralelo com o assassinato de Charlie Kirk?

“O caso Charlie Kirk atravessou a tênue fronteira entre os jogos brutos do poder americano e os tabus do sionismo politicamente ativo. Kirk, fundador da TPUSA, expoente do MAGA e colunista ferozmente conservador, era até pouco tempo festejado e sustentado pelo lobby sionista — até que ousou desafiar o roteiro: começou a questionar a influência de Netanyahu e dos grandes doadores pró-Israel sobre a máquina de decisões dos EUA, se tornando persona non grata em círculos antes aliados, e admitindo nas próprias palavras: “Tenho menos liberdade para criticar o governo israelense do que israelenses de fato”. Ele rejeitou uma oferta milionária do próprio Netanyahu e confidenciava se sentir “amedrontado por aliados de Israel”. (PolitikBr)
“Kirk começou a mudar o seu discurso. De defensor incondicional de Netanyahu, ele passou a levantar perguntas incômodas sobre o 7 de outubro de 2023 – data do ataque do Hamas a Israel – e o papel do governo israelense. “O país inteiro é uma fortaleza… Seis horas de recuo? Alguém no governo disse recuem? Essa é uma pergunta legítima, não uma teoria da conspiração”. Israel tem o tamanho de Nova Jersey.. Estavam transmitindo ao vivo o assassinato de judeus, disse ele em uma de suas falas… Essa crítica frontal ao coração do sionismo foi percebida como traição por quem antes o celebrava.” (PolitikBr)
Mas, voltando a Kiriakou e Carlson, o ex-agente lembrou que ele mesmo teve que se registrar como agente estrangeiro, quando foi contratado pela Câmara de Comércio de Abu Dhabi para escrever artigos de opinião. “Se eu tive que me registrar, então o AIPAC deveria se registrar”, afirmou.
A Verdade que Enterraram
A entrevista de Kiriakou a Carlson não é especulação. É o testemunho de um homem que esteve dentro do sistema de inteligência americano, e que pagou um preço alto por dizer a verdade.
As revelações sobre Kennedy e o USS Liberty não são novas para os estudiosos do tema — mas são novas para o público em geral. E, vindo de um ex-agente da CIA, carregam um peso que a grande mídia não pode simplesmente ignorar.
A pergunta que fica não é se o lobby sionista controla a política externa americana. A pergunta é: o que acontecerá quando os americanos finalmente descobrirem a extensão desse controle? E quando decidirem fazer algo a respeito?
Como Kiriakou sugeriu, talvez o primeiro passo seja forçar o AIPAC a se registrar como agente estrangeiro — algo que Kennedy tentou fazer e, nas palavras dele: “Não funcionou bem para ele.”
Esse artigo foi baseado em:
- YouTube (Tucker Carlson): JFK Tried to Stop All of It… (02/05/2026)
- PolitikBr: KIRIAKOU: “Trump Ignorou a CIA e Seguiu as Ordens de Israel” (30/04/2026)
- PolitikBr: MEARSHEIMER: “Trump Foi Enganado por Netanyahu e pelo Mossad” (29/04/2026)