Vídeo: A Ladroagem da Extrema Direita e o Sequestro do Discurso Religioso – Dep. Pastor Otoni de Paula e Dep. Pastor Henrique Vieira

Em um dos trechos de nosso artigo anterior – A Endêmica Corrupção da Extrema Direita: A “BET” Que Você Elege Para Assaltar o Seu Bolso – nós destacamos uma das denúncias públicas que o deputado federal Otoni de Paula – ex-aliado de Jair Bolsonaro – vem fazendo a respeito do que Otoni classifica como “ladroagem” da extrema direita.

Como o tema é correlato, para entendimento do leitor, trazemos novamente a visão de Otoni – ex-bolsonarista – e de Henrique vieira (petista) sobre o Aparelhamento da igreja, em especial a evangélica, pela extrema direita, impulsionado pela ganância pelo poder das lideranças religiosas (pastores e bispos). O objetivo, claro, é a transformação de um Estado laico, em uma teocracia evangélica.
Assistam os vídeos. Eles valem mais que mil palavras. Legendas disponíveis.

A Endêmica Corrupção da Extrema Direita: A “BET” Que Você Elege Para Assaltar o Seu Bolso

Na cosmologia não é possível se dissociar o espaço do tempo, por isso, sempre se faz referência ao termo “espaço-tempo”, que são indissociáveis.
Na cosmologia política brasileira uma correlação, da mesma forma, intrínseca. Um fenômeno análogo. Não dá para se diferenciar corrupção endêmica de extrema direita. É um “ente” indissociável: extrema direita-corrupção, que assombra e assola o país. Aves de rapina. Onde a rapinagem é o objetivo maior.
A conjugação do verbo furtar…Do verbo se apropriar do que não é seu. Do que não é fruto do seu trabalho. A rapina pública, que é o modus operandi da extrema direita brasileira.

Miguel Nicodelis (neurocientista): China vs EUA – A Diferença da Ciência é Brutal

O neurocientista Miguel Nicodelis expõe o contraste brutal entre o tratamento da ciência na China e nos Estados Unidos. Enquanto o NIH americano corta 90% de seus financiamentos e 25 mil cientistas abandonam o sistema, a China trata a ciência como instrumento central de seu projeto de desenvolvimento, com cientistas tendo prestígio social e acesso direto ao mais alto nível de governo. O artigo também aborda a crise das universidades americanas e a revolta dos jovens contra a inteligência artificial, com o ex-CEO do Google sendo vaiado por 14 minutos numa formatura. O Brasil, por sua vez, permanece sem rumo, tratando a ciência como irrelevância. O texto complementa a análise anterior do PolitikBr sobre a ascensão chinesa.

Encarando a Realidade: A China e o Desmoronamento da Miragem Ocidental

A narrativa de excepcionalismo americano colide com a realidade de uma China que, em 2025, já era a maior economia do mundo em Paridade de Poder de Compra (PPC), líder em inovação tecnológica (patentes de IA, robótica e energia verde), e detentora de uma infraestrutura que torna obsoleta a dos EUA.

Analistas como Martin Jacques destacam a superioridade da governança tecnocrática chinesa (engenheiros no poder), contra o modelo ocidental dominado por advogados e políticos sem experiência executiva. A experiência de expatriados americanos, como Bradley Cray, revela a cruel realidade: na China, a classe média pode pagar por saúde, educação, transporte e alimentação de qualidade a uma fração do custo americano, e viver sem o medo de tiroteios em escolas.

Enquanto os EUA se afogam em dívidas, infraestrutura em ruínas, e uma elite política comprometida com interesses corporativos, Pequim executa planos decenais para dominar as cadeias globais de suprimentos. A China já não é apenas a “fábrica do mundo”, mas o seu principal centro de inovação, e o parceiro comercial indispensável para o Sul Global. A quase inevitável dominância global da China não parece caminhar para uma do cópia do passado colonial e neocolonial ocidental, mas um novo modelo de ganha-ganha. O sonho americano não se mudou para a Ásia; ele morreu na América, enterrado pela ganância e pela miopia de sua classe dirigente.

Reinaldo Azevedo: “Flávio é entreguista. Ponto”

Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, viajou aos Estados Unidos pela sexta vez em 2026 para oferecer submissão a Donald Trump – segundo o jornalista Reinaldo Azevedo. Em documento de 86 páginas, ele ofereceu vantagens comerciais e propôs uma equipe de transição a serviço do governo americano, caso seja eleito. O gesto, inédito na história republicana, configura crime segundo o artigo 359-K do Código Penal (3 a 12 anos de prisão), e que pode levar à cassação do Partido Liberal (PL) com base no artigo 28 da Lei dos Partidos e no artigo 17 da Constituição, que proíbem subordinação a governo estrangeiro. O ex-diretor do FMI Paulo Nogueira Batista Jr. definiu o fenômeno como “patriota entreguista”, enquanto Lula chamou Flávio de “traidor da pátria”. A oferta de equipe de transição ao governo americano, agradecida pelo secretário de Estado Marco Rubio, em carta vazada, representa uma intenção de rendição da soberania nacional, sem precedentes, pela extrema direita brasileira.

A Dissonância Cognitiva e a Implosão da Extrema Direita Brasileira

O vídeo de Michele Bolsonaro expõe a crise terminal da extrema direita brasileira, onde a dissonância cognitiva – a recusa em confrontar fatos que contradizem crenças arraigadas – se revela o motor da autofagia. A misoginia declarada de Paulo Figueiredo, o silêncio cúmplice de Flávio e a ausência de Jair Bolsonaro expõem um movimento que prefere a derrota eleitoral a permitir uma nova liderança feminina. A briga não é pelo Brasil, mas por quem segura a “caneta” do poder – e, ao fazê-lo, o clã confirma que nunca teve um projeto de país, apenas um espólio a ser disputado.

A Dissonância Cognitiva que Molda a Extrema Direita: Uma Doença do “EU” e da Falta de Pertencimento

A dissonância cognitiva, conceito de Leon Festinger, explica a adesão irracional à extrema direita. Se trata do desconforto gerado pelo choque entre crenças e fatos, levando à rejeição de evidências para preservar a identidade. No Brasil (bolsonarismo) e nos EUA (trumpismo), indivíduos frustrados encontraram propósito político, substituindo a validação acadêmica e científica pela validação grupal em redes sociais. A identidade se torna tão fundida ao grupo, que admitir a verdade significaria aniquilar o próprio sentido de vida. Contradições como “liberdade vs. autoritarismo” e “patriotismo vs. submissão” são mantidas via reinterpretação alucinatória dos fatos. Além do mais, ecossistema digital cria câmaras de eco que reforçam a dissonância. O fenômeno não é ignorância em si, mas uma crise existencial que exige compreensão, além da simples oferta de informação.

Combustível, Soberania e Lucro: A Geopolítica do Preço na Bomba – Caso Brasil e Estados Unidos

Este artigo compara a resposta do governo Lula à crise dos preços dos combustíveis, deflagrada pela guerra no Oriente Médio, com a postura do governo Trump nos EUA. Enquanto o Brasil, usando o controle majoritário da Petrobras (50,26% das ações), implementou subsídios via devolução de tributos, utilizando os royalties e dividendos extraordinários para “segurar” o preço na bomba, os EUA sofreram um impacto inflacionário severo, com preços da energia disparando. O texto argumenta que a presença do Estado como controlador de setores-chave é vital para amortecer choques, ao passo que a lógica privada prioriza o lucro, como visto na recusa de grandes distribuidoras em aderir aos subsídios brasileiros. Critica-se a agenda privatista de inspiração neoliberal, destacando que a Europa tem reestatizado serviços essenciais (como água e esgoto) após perceberem aumentos abusivos e falhas na modelagem, enquanto o Brasil insiste no caminho oposto, arriscando perder sua capacidade de proteger o cidadão.

Opinião: A Subserviência de Flávio Bolsonaro e a Cobiça dos EUA pelo Pix Desenham o Novo Tarifaço

Flávio Bolsonaro e o Preço da subserviência
A troca de cartas entre Flávio Bolsonaro e Marco Rubio expôs a subserviência aos EUA do candidato da extrema direita à presidência do Brasil, em 2026. A motivação central do “tarifaço” americano é econômica: a ameaça que o Pix representa para as empresas de cartão de crédito dos EUA. Em sua carta, Flávio Bolsonaro não apenas pediu a suspensão das tarifas – do qual ele é acusado de ir aos EUA negociar, em caso de derrota – como ofereceu uma “equipe de transição” a Trump, caso fosse eleito, um ato de submissão e interferência inaceitável. A resposta de Rubio, ao mesmo tempo que agradeceu o apoio, e chamou a oferta de “generosa”, foi implacável quanto às tarifas, listando o Pix e outras “diferenças substanciais” como motivos para a investigação . O governo Lula, em contrapartida, busca uma negociação diplomática técnica, mantendo a dignidade do país. O episódio mostra a degradação da política externa brasileira e a defesa do interesse nacional sendo trocada por vantagens eleitorais, enquanto a soberania do país é colocada em risco.

Conhecendo as Entranhas do Bolsonarismo (Extrema Direita) – A Visão dos Pastores Henrique Vieira e Otoni de Paula

O debate entre os deputados e pastores Henrique Vieira e Otoni de Paula oferece uma rara oportunidade de compreender as raízes do bolsonarismo (extrema direita) dentro das igrejas evangélicas. Enquanto Henrique questiona como um político com histórico de elogios à ditadura e à tortura foi visto como uma espécie de redenção moral, Otoni responde com uma autocrítica contundente: ignorância política, manipulação emocional e responsabilidade direta de lideranças religiosas que transformaram política em fé e políticos em ídolos. O diálogo avança para temas como guerra espiritual, culto à personalidade, enfraquecimento da democracia e crescimento dos desigrejados. Mais do que uma discussão sobre Bolsonaro, trata-se de uma reflexão sobre os riscos da instrumentalização religiosa na política brasileira.