A Privataria 2.0: O Sangradouro do Patrimônio Nacional e a Dança dos Bilhões

Este artigo examina o fenômeno da “privataria” – a entrega aviltada de patrimônio público à grupos privados – desde as suas origens na privatização da Vale no governo do ex-presidente liberal Fernando Henrique Cardoso (FHC)., até os seus desdobramentos nos governos Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, em São Paulo. O texto analisa a venda da BR Distribuidora, da Liquigás, da refinaria Landulpho Alves e da Eletrobras, por frações de seu valor real, destacando as perdas para a soberania nacional e os indícios de corrupção e favorecimento. O artigo aborda também os movimentos atuais pela reestatização e a luta para reverter esse ciclo de dilapidação do patrimônio público.

A Resiliência Brasileira e a Geopolítica do Comércio: O Superávit que Incomoda a Doutrina Monroe

A balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 49 bilhões entre janeiro e julho de 2026. Longe da economia ser abalada, na verdade ela se amplia, se descolando cada vez mais do comércio exterior com os Estados Unidos, um país hostil ao Brasil e a seus interesses estratégicos. Hoje, essa balança representa menos de 10% de todo o comércio exterior do Brasil, e caindo. O Brasil não é a “Goenlândia” que Trump pensa; que ele pode tomar a seu bel prazer, cooptando barato traidores nacionais. A reedição da “Doutrina Donroe” por Trump, e à tentativa de interferência nas eleições brasileiras, não irá prosperar. O Brasil de hoje não é a nação submissa do ex-presidente Bolsonaro, ou a Argentina do servil Milei. O Brasil luta por sua soberania econômica e estratégica, com um olhar plural, ao mesmo tempo em que rechaça os vassalos que se curvam a Washington.

A Saga de Thiago Ávila: Da Prisão e Tortura por Israel, ao Luto

Principais entregas deste artigo: Internacional, Nacional, Geopolítica, Economia, Corrupção PolitikBr é uma mídia independente. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir. As […]

Flávio Bolsonaro – O Candidato de Trump é “Amassado” em Sabatina na Band TV

A sabatina de Flávio Bolsonaro no Canal Livre (Band News TV) foi um vexame exposto em rede nacional. O senador, candidato de Trump ao Brasil, repetiu a falácia das urnas eletrônicas (desmentida pelo TSE) para deslegitimar o processo eleitoral, foi pressionado sobre os R$ 61 milhões pedidos ao banqueiro Daniel Vorcaro (investigado por fraude) e defendeu o uso de um vídeo de IA com a imagem do pai – que, segundo a defesa, não autorizou a gravação. Flávio afirmou não ter investigações contra si, mas a realidade jurídica e factual mostra o contrário. A sua performance foi a de um candidato sem “substância”, que desvia, mente e se agarra à narrativas subservientes à Trump, Milei e Netanyahu, revelando a profunda crise de credibilidade de sua candidatura.

A Síndrome do Espectador e a Arquitetura da Estupidez: Por Que a Esquerda se Recusa a Lutar nas Trincheiras Digitais?

A esquerda progressista brasileira enfrenta um paradoxo crítico: enquanto as pesquisas eleitorais mostram Lula com vantagem confortável sobre Flávio Bolsonaro, a batalha digital está sendo perdida de forma avassaladora. Dados do Datafolha e da Quaest confirmam a liderança do petista, mas o engajamento em redes sociais revela um eleitorado de direita muito mais mobilizado, transformando o algoritmo em uma trincheira.

Estudos longitudinais britânicos (N > 15.000) demonstram que crianças com menor capacidade cognitiva na infância têm maior probabilidade de adotar ideologias de direita, caracterizadas por autoritarismo e menor abertura ao novo, enquanto a inteligência infantil se correlaciona com visões socialmente liberais na vida adulta. Além disso, pesquisas sobre algoritmos mostram que plataformas como TikTok e X amplificam desproporcionalmente conteúdo de direita (58% do total), mesmo quando o usuário sinaliza interesse oposto. A “estupidez” definida por Cipolla — ação que prejudica os outros sem beneficiar o agente — encontra nos algoritmos um amplificador poderoso.

O problema central é a “síndrome do espectador” da esquerda, que prefere o debate racional e a análise acadêmica à militância digital agressiva e simplificadora. Enquanto a direita se apropria de memes e narrativas emotivas, a esquerda menospreza a guerra cultural, confiando que a verdade factual e as crises internas da direita, como o conflito Flávio-Michelle, garantirão a vitória. A inação digital, no entanto, não é um traço genético imutável, mas uma escolha estratégica que pode custar a eleição, pois constrói a percepção de que o bolsonarismo é o movimento vivo e vencedor, atraindo o eleitor indeciso.

O JORNAL “O ESTADO DE SÃO PAULO” E O CANDIDATO NANICO QUE APELA À MILEI, À TRUMP E À NETANYAHU

O editorial do jornal O Estado de S. Paulo chamou Flávio Bolsonaro de “candidato nanico”, criticando a sua aposta na “direita internacional” (Milei, Trump e Netanyahu) para disfarçar a fragilidade de sua candidatura. O jornal afirma que Flávio “só existe pelo sobrenome do pai” e que sua campanha “aposta no ultraje” para impulsionar as chances de vitória. Sem apoio do Centrão, sem vice, com problemas familiares e sob suspeita no escândalo do Banco Master, Flávio revelou seu “verdadeiro tamanho” na convenção do PL: minúsculo. O editorial conclui que o legado da família Bolsonaro é dar a Lula a chance de permanecer mais quatro anos no poder. “Imperdoável”, escreve o jornal.

A Tentativa de Trump de Subverter as Eleições de 2026 no Brasil, as Sanções e a Resposta da Soberania

Enquanto os EUA investigam obsessivamente supostas interferências da China e da Rússia em suas eleições, Donald Trump tenta abertamente subverter as eleições brasileiras de 2026, impondo sanções de 25% e 12,5% para favorecer Flávio Bolsonaro. O candidato ungido por Washington é um Senador que, segundo Bob Fernandes, “seria condenado à morte ou à prisão perpétua” se fosse americano, e classificado por Reinaldo Azevedo como “entreguista”. O ataque ao Pix revela o desejo americano de sabotar um sistema público eficiente para favorecer Visa e Mastercard. A negativa de vistos do Itamaraty à dois agentes do Departamento de Estado, que pretendiam questionar a lisura eleitoral das urnas e do sistema eletrônico de votação brasileiro, expôs a hipocrisia imperial. Enquanto o Canadá, a China e União Europeia retaliaram as novas tarifas americanas, o Brasil se mantém soberano diante da chantagem.

O Cofre, o Filme e o Herdeiro: Mais um caso de Corrupção dos Bolsonaro´s?

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a Polícia Federal a investigar o financiamento do filme Dark Horse, suspeito de ter recebido R$ 61 milhões desviados do Banco Master. A decisão, tomada 48 horas antes da convenção que lança Flávio Bolsonaro candidato à Presidência em 2026, conecta o banqueiro Daniel Vorcaro aos filhos do ex-presidente. A investigação apura se o dinheiro, que transitou por um fundo no Texas, gerido por um advogado de Eduardo Bolsonaro, financiou o padrão de vida do deputado no exterior. Flávio reagiu como vítima de perseguição, mas analistas apontam que a PF já reúne elementos para indiciá-lo por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas — um carimbo que pode chegar antes do início da propaganda eleitoral. O caso expõe o modus operandi da corrupção da extrema direita brasileira, que usa projetos de propaganda política como veículos de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

Reinaldo Azevedo, a Madrasta e os Enteados que Querem Bolsonaro Preso

Este artigo analisa examina a estratégia de Flávio Bolsonaro de visitar o pai, Jair Bolsonaro, para obter uma carta de apoio à sua candidatura, violando as medidas cautelares da prisão domiciliar. O jornalista Reinaldo Azevedo argumenta que Flávio apostou na prisão do pai para se vitimizar na campanha. O artigo também aborda a disputa interna entre Michelle Bolsonaro e os enteados pelo controle do espólio político do patriarca, e como o presidente Lula se beneficia da crise, chamando os Bolsonaro´s de “traidores da pátria”. O texto conclui que os filhos de Bolsonaro, desesperados, colocam em risco a integridade física do pai para tentar vencer as eleições de 2026.

O Aparelhamento da Fé: Como o Bolsonarismo Corrompeu a Igreja e o Debate Público no Brasil

O debate no podcast “3 Irmãos” entre os deputados Otoni de Paula e Henrique Vieira expõe a raiz do aparelhamento da igreja pela extrema direita: uma “fratura moral” anterior a Bolsonaro, alimentada pela “sede de poder” de líderes religiosos. O bolsonarismo explorou esse terreno fértil para substituir o amor e a paz pelo ódio e pela celebração da guerra, corrompendo a essência do Evangelho. A linguagem da “batalha espiritual” foi usada para sacralizar a disputa política, tornando a oração e o amor seletivos e excluindo quem não se alinhasse ao projeto de poder. A autocrítica de Otoni de Paula, que pediu perdão por seu envolvimento, e a exegese de Henrique Vieira sobre o “próximo” revelam que a crise é teológica e política, onde a fé foi sequestrada para servir a uma ideologia vazia de amor.