OS TERMOS DA RENDIÇÃO: O Que o Acordo EUA-Irã Realmente Diz — e Por que Trump Já o Violou

O memorando de entendimento entre EUA e Irã, mediado pelo Paquistão, foi divulgado.
Brett McGurk, ex-negociador americano, analisa: “É notável o quanto os EUA estão oferecendo em troca de pouco.” Os EUA se comprometem a levantar o bloqueio naval, emitir waivers para petróleo iraniano (US60−70bilhões/ano), devolver US$ 24 bilhões em ativos congelados e criar um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões. Em troca, o Irã reabre o estreito e “reafirma” a promessa (já feita no JCPOA) de não buscar armas nucleares. A questão nuclear, mísseis, apoio a grupos de resistência e direitos humanos não são mencionados. Trump, no G7, já ameaçou: “Se eu não gostar, voltamos a atirar.” O acordo é a rendição de Washington. A semente da próxima guerra já foi plantada.

Netanyahu Entre Humilhar Trump ou Admitir a Completa Derrota

Netanyahu exige o desmantelamento do Hezbollah para aceitar o acordo de paz mediado pelo Paquistão e endossado pelos EUA e pelo Irã. A exigência contradiz os termos do memorando, que prevê cessar-fogo no Líbano e retirada israelense. O professor Marandi revela que Netanyahu atacou Beirute, e Trump, desesperado para evitar uma escalada, aceitou as condições iranianas. Agora, Netanyahu está encurralado: se obedecer a Trump, admite a derrota e desmorona a sua coalizão; se desobedecer, humilha Trump — e o Irã mantém o Estreito de Ormuz fechado. A Europa apoia o acordo. Genebra é na sexta-feira (19).

BREAKING NEWS – A CAPITULAÇÃO DE TRUMP: Acordo com o Irã é “Vitória” Americana? Teerã Diz o Contrário

Trump anunciou o fim do bloqueio naval e a abertura do Estreito de Ormuz “sem pedágio”. O Paquistão confirmou um “Acordo de Paz”, a ser assinado na sexta-feira (19) em Genebra. O Irã, no entanto, descreve o resultado de forma diferente: “O inimigo sofreu uma derrota em todos os fronts”, disse o chanceler iraniano. O acordo inclui cessar-fogo permanente (incluindo o Líbano), fim do bloqueio, negociação do fim das sanções (60 dias), e regulamentação conjunta do tráfego no Golfo Pérsico (Irã e Omã). A questão nuclear foi adiada. Trump tenta vender como vitória. O Irã já declarou a sua.

PATRICK HENNINGSEN: 2026. O Ano da Pior Derrota Geoestratégica dos EUA

O jornalista Patrick Henningsen, em entrevista a Glenn Diesen, analisa como a guerra contra o Irã expôs a fragilidade americana. Os EUA perderam mais aeronaves em três meses do que em duas guerras do Iraque e na Guerra do Golfo, somadas. As reservas de mísseis de defesa aérea estão esgotadas. O bloqueio naval é uma piada. Os EUA não têm estoque de munição para continuar a guerra, mas também não podem admitir a derrota. A única saída é um “congelamento” temporário — enquanto o Irã dita os termos. Henningsen argumenta que os EUA perderam seu “poder normativo”: a capacidade de ditar as regras do jogo internacional. O Irã, ao contrário, emerge como uma potência moral e geoestratégica, líder do mundo islâmico e ancorada no movimento para o Leste (China, Rússia). 2026 é o ano da pior derrota geoestratégica dos EUA.

O Show de Trump e a Guerra Contra o Irã

Enquanto o mundo observa os mísseis cruzarem o Estreito de Ormuz, Donald Trump trava uma batalha paralela: a da narrativa. De manhã, anuncia “avanços incríveis” em negociações de paz com o Irã. À tarde, ordena ataques “fortes e poderosos” em retaliação por um helicóptero abatido. O problema é que os iranianos negam qualquer acordo, os aliados árabes se veem no fogo cruzado (Kuait e Bahrein), e mais de 20.000 iranianos enfrentam o racionamento de água após ataques dos EUA a reservatórios. Este artigo disseca a estratégia caótica de Trump, que confunde aliados e alimenta um ciclo de violência, onde a mentira se tornou a principal arma de guerra.

59 ANOS DEPOIS: Deputado Thomas Massie Expõe no Congresso o Ataque Deliberado de Israel ao USS Liberty — “Foi Assassinato Intencional”

O deputado republicano Thomas Massie (Kentucky) revelou, em discurso no Congresso, que o ataque de Israel ao navio de inteligência americano USS Liberty, em 8 de junho de 1967, foi “assassinato intencional”. O ataque durou mais de uma hora, matou 34 americanos e feriu 174. Israel usou caças Mirage, napalm, torpedos e metralhou os botes salva-vidas e os bombeiros. A taxa de baixas foi de mais de 70%. E o governo Johnson encobriu o crime. O discurso de Massie se conecta ao artigo anterior do PolitikBr sobre Kiriakou: Kennedy tentou regular o lobby sionista e foi assassinado. Johnson, com medo, não fez nada. E o USS Liberty pagou o preço. Massie, em seu discurso, pediu justiça para os sobreviventes — e uma investigação real. A pergunta que fica: quem controla a política externa americana?

O BRASIL SE PREPARA PARA O MUNDO COMO ELE É: Mísseis e Yuan

Em menos de uma semana, o Brasil anunciou a inauguração da maior fábrica de mísseis da América Latina (em Caçapava, SP) e a preparação da primeira emissão de títulos soberanos em yuan. Não é contradição. É realismo estratégico. Os mísseis garantem a dissuasão em um mundo beligerante. O yuan reduz a dependência do dólar em um mundo multipolar. O Brasil não está virando potência bélica — está se preparando para não ser refém. A paz, para ser duradoura, não pode ser a paz dos fracos.

Bob Fernandes: Se o Senador Flávio Bolsonaro Fosse Cidadão Americano Ele Seria Condenado à Morte ou à Prisão Perpétua

O comentarista Bob Fernandes expõe em seu programa que, pela lei dos Estados Unidos (Artigo 3º da Constituição e 18 U.S.C § 2381), o senador Flávio Bolsonaro seria condenado à pena capital ou à prisão perpétua por traição. A acusação se baseia no pedido de Flávio a Donald Trump para que os EUA sancionem o Brasil e tratem facções como o PCC como terroristas — o que configura “dar ajuda e conforto” a inimigos estrangeiros contra o próprio país. Enquanto a lei brasileira é ambígua e lenta, a análise de Bob Fernandes conecta a hipocrisia do parlamentar: ele pede ataques a facções, mas mantém relações profundas com milícias, como a do Capitão Adriano (cuja mãe e ex-mulher trabalhavam em seu gabinete).

Coronel Douglas Macgregor: A Guerra Contra o Irã à Serviço de Israel – A Vergonhosa Submissão de Trump

Neste artigo, o Coronel Douglas Macgregor, antigo conselheiro do Pentágono, fala sobre a guerra não declarada contra o Irã. Macgregor denuncia que o conflito não foi autorizado pelo Congresso nem pelo povo americano, e serve exclusivamente aos interesses expansionistas de Israel, e destruindo a economia doméstica dos EUA. As consequências para o cidadão comum são brutais: inflação descontrolada, perda do poder de compra, gasolina e alimentos a preços proibitivos. Macgregor descreve como “cada família americana paga um imposto de guerra na bomba de gasolina e no supermercado”. O artigo também revela que a “ameaça iraniana” foi uma mentira fabricada por Israel (confirmada pelo ex-analista da CIA John Kiriakou), e que Trump se submeteu ao lobby sionista (AIPAC) e ao comprometimento do arquivo Epstein.

Scott Ritter: ” A Ucrânia Está Morta”

Este artigo documenta como o analista militar Scott Ritter previu, com antecedência, o ataque russo massivo que causou caos em Kiev, destruindo centros de decisão governamentais. Ritter afirmou que a Rússia “apagaria o centro de Kiev” como resposta ao ataque terrorista ucraniano a Starobelsk (21 jovens mortos em um abrigo) e como um aviso à OTAN. Ele também revelou números estarrecedores do colapso demográfico ucraniano: 2 milhões de mortos e 5 milhões de feridos, concluindo que “a Ucrânia está morta como nação”. O artigo contrasta a precisão de Ritter com a análise iludida de generais ocidentais como David Petraeus e com a incapacidade da OTAN de antever a escalada, mostrando que a aliança está refém de sua própria propaganda. Ritter também previu o próximo passo: o fechamento do corredor báltico e possíveis ataques russos a países da OTAN (Estônia, Letônia) se os ataques ucranianos a partir dali continuarem.