Gasolina a US$ 4,03 — o Preço da Guerra de Trump contra o Irã

Enquanto as campanhas para as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos esquentam, os norte-americanos enfrentam uma realidade amarga nos postos de gasolina. O preço médio nacional da gasolina deve atingir US$ 4,03 por galão no feriado do Dia do Trabalho (07 de setembro). Um escandaloso presente de Trump ao trabalhador.

O que explica essa disparada? A resposta, em grande medida, está no petróleo bruto, que voltou a ultrapassar US$ 90 por barril nesta semana, depois que novas escaramuças militares entre os EUA e o Irã reacenderam os temores da interrupção completa no abastecimento global, através Estreito de Hormuz.

A Guerra que Putin diz estar perto do fim — e o que isso realmente significa

Este artigo analisa a declaração do presidente russo Vladimir Putin, durante encontro com o premiê indiano Narendra Modi na cúpula da OCX, de que a Rússia “está caminhando para o fim do conflito ucraniano”. O texto contextualiza a fala no cenário da guerra em 2026, com intensificação dos ataques russos. Além disso, destaca o papel da Índia como aliada estratégica da Rússia no Sul Global e o movimento de Putin para consolidar alianças fora do eixo Ocidental.

Flávio Bolsonaro na Globo: “mentiu, omitiu e escapuliu” — e Toledo e Sakamoto explicam o por quê

Flávio Bolsonaro na Globo: quando responder não significa responder

A sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo em 28 de agosto, ganhou um segundo capítulo no dia seguinte, quando os jornalistas José Roberto de Toledo e Leonardo Sakamoto analisaram a sua participação no UOL News.

O diagnóstico foi o esperado. Toledo resumiu a atuação do candidato em três verbos: “mentiu, omitiu e escapuliu”. Sakamoto falou em um “Grand Slam” de mentiras envolvendo o Banco Master, a tentativa de golpe, o tarifaço e o meio ambiente.

O principal ponto foi o caso do Banco Master e os R$ 61 milhões destinados ao filme Dark Horse. Flávio classificou o dinheiro como investimento privado e afirmou não ter responsabilidade pelos contratos. Mas Sakamoto questionou como um político poderia obter R$ 61 milhões dentro de uma negociação que chegou a R$ 134 milhões sem apresentar projetos concretos ao financiador.

Pepe Escobar: O Pacto de Meca e a Espiral de Demência do Império

A escalada no Oriente Médio atingiu um novo patamar nesse final de agosto de 2026. O Pacto de Meca entre a Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia, uma aliança militar de defesa coletiva, busca reposicionar a segurança regional. Simultaneamente, os Houthis impuseram um bloqueio naval no Mar Vermelho, atacando petroleiros sauditas e invalidando a eficácia do pacto, em certa medida. Israel escalou a tensão ao bombardear uma base síria, que poderia ser usada pela Turquia, enquanto a administração Trump tentou, sem sucesso, subornar alguns dos generais do IRGC para dividir o Irã, revelando o seu completo desespero diante da derrota geoestratégica e militar que sofreu. A especulação sobre a adesão iraniana ao pacto de Meca – uma especulação – tem potencial para reconfigurar o xadrez geopolítico, apontando para o fim da presença americana na região, e o início de uma nova ordem de segurança regional. A ameaça iminente de um ataque nuclear dos EUA ao Irã, debatida abertamente, mostra a “espiral de demência” de um império em decadência.

China Alerta para Ameaça Energética em Meio à Guerra no Irã

O artigo analisa a declaração da China sobre a guerra EUA/Israel contra o Irã, destacando a preocupação de Pequim com a segurança energética e a navegação no Estreito de Ormuz. A posição diplomática chinesa é apresentada como um equilíbrio entre defender os seus interesses econômicos, atuar como mediadora e criticar a abordagem militar dos EUA. A dependência energética chinesa, as alternativas em desenvolvimento (como o gasoduto com a Rússia) e as implicações geopolíticas mais amplas também são exploradas.

O Su-57 e o Estrangulamento de Odessa

Rapidinha politikBr: A recente notícia da Sputnik Brasil, baseada em análise da revista estadunidense Military Watch Magazine, lança luz sobre uma nova fase desse conflito: o papel central do caça de quinta geração russo, o Su-57, nos ataques à infraestrutura de Odessa . Segundo a publicação, os ataques russos, incluindo o uso de mísseis de cruzeiro Kh-59 e drones, têm visado as instalações portuárias, de transporte e energia da cidade . A lógica é clara e brutal: estrangular a principal rota logística do Mar Negro para o envio de armas ocidentais à Ucrânia, pressionando simultaneamente a sua economia e a de seus aliados ocidentais.

A “Destruição” da Marinha Americana: Uma Análise de Larry Johnson

Este artigo analisa a afirmação do ex-analista da CIA Larry Johnson de que o Irã está “destruindo” a Marinha dos Estados Unidos. A análise não se baseia em uma aniquilação física, mas em um colapso sistêmico evidenciado pela crise de moral e condições degradantes a bordo do USS Abraham Lincoln, culminando em um motim. O artigo detalha o estrangulamento logístico causado pela dependência dos EUA de minerais controlados pela China, aliada do Irã, e o consequente recuo militar estratégico americano no Oriente Médio, que expõe a fragilidade da superpotência.

Trump em Pânico: A Fuga no Caminhão de Catering que Virou Meme e Enterrou a Imagem de Poder dos EUA

Este artigo analisa a controversa fuga do presidente Donald Trump da cúpula da OTAN na Turquia, utilizando-se de um caminhão de catering para escapar de uma suposta ameaça iraniana, que se revelou um alarme falso com motivações geopolíticas. A partir da análise do ex-analista da CIA Larry Johnson, o texto aborda a humilhação pública de Trump, que abandonou a sua comitiva no Air Force One, expondo a sua equipe a um perigo que ele mesmo não quis correr. O episódio gerou uma enxurrada de memes e animações, especialmente na propaganda iraniana, que capitalizou a imagem de fraqueza e pânico do presidente americano. O artigo conclui que o incidente, além de ser um vexame pessoal, simboliza o desgaste militar e político dos EUA, e a perda de credibilidade de sua liderança global, no contexto de uma guerra desgastante contra o Irã.

Pepe Escobar: Já que Trump Perdeu e Não Conseguiu Controlar o Irã, Agora Ele Quer Destruir Tudo

Enquanto o mundo observa, a estratégia de Donald Trump para o Oriente Médio parece ter chegado a um beco sem saída. A ameaça recente de bombardear Omã, caso o país prossiga com um acordo com o Irã sobre o Estreito de Ormuz, soa menos como uma demonstração de força e mais como o desespero de quem vê suas opções se esgotarem .

A gota d’água para a nova fúria de Trump foi a notícia de que Omã e Irã estão avançando em negociações independentes para gerenciar o fluxo no Estreito de Ormuz. Para Trump, que já declarou o estreito como “território dos Estados Unidos”, a iniciativa é uma afronta. “Se Omã se intrometer, vamos bombardeá-los e destruí-los”, afirmou o presidente em entrevista à Fox News

Larry Johnson: O Estreito de Ormuz, a Crise Energética Global e os Limites dos EUA

O Estreito de Ormuz tornou-se o epicentro de uma crise energética global, com o Irã bloqueando a passagem e atacando petroleiros dos Emirados Árabes Unidos que tentam burlar o bloqueio. As reservas estratégicas de petróleo dos EUA estão no nível mais baixo em 40 anos, e o mundo enfrenta uma escassez de diesel e combustível de aviação. Militarmente, os EUA esgotaram seus estoques de mísseis e não conseguem produzi-los rapidamente devido à dependência da China por minérios de terras raras. Na Ucrânia, a Rússia avança em sete frentes, caminhando para a derrota completa do país. O império americano, que iniciou a guerra com promessas de vitória rápida, encontra-se agora militarmente superado, logisticamente estrangulado e politicamente isolado.