Este artigo analisa o momento de exaustão da Ucrânia e do Ocidente diante da Rússia, com base em reportagens recentes. O texto aborda a declaração de Zelensky sobre o fim das hostilidades como sinal de rendição, a pressão dos EUA para encerrar o conflito até o inverno, a frustração de um plano terrorista ucraniano, a posição russa de não negociar sob pausa, e a admissão americana da “realidade no terreno”. O artigo conclui que o teatro político ocidental chegou ao fim, com a Rússia ditando os termos do desfecho.
Categoria: Corrupção
Flávio Bolsonaro Usou Apartamento de Cunhado de Vorcaro Durante a Campanha
Este artigo analisa a revelação de que Flávio Bolsonaro utilizou, durante a sua campanha presidencial em São Paulo, um apartamento de luxo que pertenceu a Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Daniel Vorcaro. O imóvel foi vendido com um prejuízo de R$ 2 milhões ao advogado Willer Tomaz, amigo de longa data de Flávio. As imagens de segurança que registravam a presença do candidato foram apagadas. A deputada Luciene Cavalcante (PSOL-SP) acionou o TSE e a PGR. O caso se soma a um histórico de relações entre a família Bolsonaro e o universo de Vorcaro, mas, apesar das evidências, a candidatura de Flávio parece blindada, com um efeito Teflon sobre seu eleitorado.
André Mendonça – O “Terrivelmente Evangélico”: O Instituto do “Ungido” e os R$ 5,2 Milhões do Parceiro de Vorcaro – “Batom na Cueca”
Este artigo da série “André Mendonça – O Terrivelmente Evangélico” analisa a revelação de que o Instituto ITER, fundado pelo ministro do STF, recebeu R$ 5,2 milhões de um parceiro de negócios de Daniel Vorcaro. O texto explora a cronologia suspeita – a devolução do dinheiro um mês antes de Mendonça assumir a relatoria do caso Master –, o histórico de contratos públicos sem licitação do instituto e a crise institucional que tomou conta do Supremo. A conclusão é que o “ungido” da extrema direita se revelou um ídolo com pés de barro.
Alexandre de Moraes – Sessão Extraordinária do STF : André Mendonça está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe nesse país.
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não concluiu se abrirá ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, mantendo a deliberação em curso na sessão extraordinária, em andamento hoje.
A sessão do STF prossegue analisando a Petição 16662, que envolve supostas conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Kassio Nunes Marques se declarou impedido de participar e votar no julgamento. Ele argumentou que, na condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o caso — que envolve mensagens associadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do caso Banco Master — poderia gerar questionamentos sobre reflexos no cenário eleitoral próximo. Antes de anunciar o afastamento, o ministro também negou irregularidades envolvendo o seu filho citadas em mensagens recentes.
O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito por motivo de foro íntimo e, por isso, ficou de fora da votação. Ao contrário de Kassio Nunes Marques, que alegou impedimento técnico por ser presidente do TSE, a saída de Toffoli tem motivos pessoais e de histórico com a própria investigação.
Cezinha de Madureira: O Pastor do Tráfico de Influência e o Guru que Abençoou o “Terrivelmente Evangélico”
A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Transparência contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), pastor da Assembleia de Deus Ministério Madureira e aliado próximo do ministro André Mendonça. A investigação apura os supostos crimes de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Cezinha, que não é advogado, vendia acesso a gabinetes de ministros do STF, STJ e TSE. O modus operandi envolvia a advogada Mariângela Fialek (“Tuca”), que captava clientes e redigia peças processuais, e a esposa do deputado, Valéria Rodrigues Linhares, que assinava contratos de honorários. Valores chegavam a R$ 2 milhões por “taxa de sucesso”.
O caso ganhou destaque com a apreensão de R$ 510 mil em dinheiro vivo na bagagem de Valéria no aeroporto de Congonhas. O advogado que a socorreu foi Daniel Bialski, o mesmo que defende Daniel Vorcaro — o banqueiro do Banco Master que Cezinha levou a um encontro secreto com André Mendonça no Instituto Iter, em março de 2025.
A operação, autorizada por Flávio Dino, ocorre na véspera do julgamento sobre a conduta de Alexandre de Moraes.
A PF ressalva que não há indícios de participação de magistrados nos crimes. O que se investiga é a mercancia da influência — a venda, por Cezinha, da promessa de acesso ao Supremo.
A seletividade que não se esconde: A Cobrança de Lula, Mendonça, Vorcaro, Flávio Bolsonaro e a eleição brasileira de 2026
O ministro André Mendonça, relator dos casos Master e INSS no STF, se tornou o centro de uma crise institucional ao tentar recusar a quebra do sigilo integral dos dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, alegando que isso “tumultuaria o julgamento” – Ele se refere à apreciação pelo STF das denúncias contra o colega Alexandre de Moraes.
A exitação de Mendonça ocorre em meio às investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que recebeu R$ 69 milhões – dos R$ 134 milhões pleiteados – do Banco Master, à pedido de Flávio Bolsonaro.
A delação de “Mineiro” confirmou as transferências, e a PF aponta tratativas diretas entre Flávio e Vorcaro. Além disso, a empresa de Flávio, Bravo Grafeno, compartilha endereço e contabilidade com empresas do “Careca do INSS”, pivô de um esquema que lesou 4,3 milhões de aposentados.
O presidente do STF, Edson Fachin, afastou Mendonça da relatoria da investigação contra Moraes, e paralisou os processos. Lula reagiu: “Quem tem escritório com o Careca é o Flávio Bolsonaro” .
A crise expõe a seletividade na condução de investigações que afetam diretamente o cenário eleitoral de 2026.
Pezeshkian, os Emirados e a Verdade que Washington Não Quer que Você Ouça
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian concedeu uma entrevista à India Today em 12 de setembro de 2026, à margem da cúpula do BRICS em Nova Délhi, na qual falou sobre quem o Irã considera como seus aliados naturais — os países do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos — do que considera seu verdadeiro adversário: as bases militares americanas instaladas em solo emiradense. “Não temos problemas com os Emirados”, disse. “Temos um problema com as bases americanas nesses países, de onde atacam nosso país.” Pezeshkian descreveu os emiradenses como “irmãos” e acusou Washington de usar as bases para atacar o Irã, vender armas para fomentar divisões e explorar o petróleo regional. O encontro com o príncipe herdeiro Khaled bin Mohamed bin Zayed, o primeiro desde o início do conflito em fevereiro de 2026, sinaliza uma possível reaproximação entre Teerã e Abu Dhabi, facilitada pelo foro do BRICS. A Declaração de Nova Délhi, adotada por unanimidade, pede máxima contenção no Oriente Médio, e serve como contenção institucional para que as divergências não fraturem o bloco. Pezeshkian também defendeu o Novo Banco de Desenvolvimento como instrumento de desdolarização e de resistência ao unilateralismo americano.
André Mendonça – o “Terrivelmente Evangélico”: A Transparência Seletiva e o Sigilo que Interessa a Quem?
O ministro Edson Fachin, presidente do STF, determinou que André Mendonça, relator dos casos Master e Dark Horse, quebre o sigilo de todos os documentos ligados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero em 24 horas. A decisão atende à pedido da PGR, que apontou que Mendonça havia liberado apenas parte dos procedimentos (já de conhecimento de todos), mantendo sob sigilo “grande parte” das investigações correlatas — incluindo o inquérito do Dark Horse, que envolve o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro.
Alexandre de Moraes acusou Mendonça de ter feito uma “escolha seletiva”, liberando apenas o que lhe era conveniente.
Gilmar Mendes pediu que Fachin assuma a relatoria dos casos e adie a sessão de 15 de setembro.
Mendonça também negou ao ministro Cristiano Zanin o acesso integral aos dados do celular de Daniel Vorcaro, alegando risco à investigação.
O caso expõe a crise de credibilidade do STF e a disputa em torno do que o público pode ver ou não, pela resistência do atual relator, que deve ser substituído à bem da transparência da atuação do STF.
André Mendonça – O “Terrivelmente Evangélico”: Fachin Pede Tudo. Mendonça Entrega o quê Sobre o Escândalo Master e Dark Horse?
A crise do Banco Master ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira.
Edson Fachin havia inicialmente solicitado a André Mendonça o compartilhamento e a retirada do sigilo dos procedimentos relacionados à Petição 15.556 e à Operação Compliance Zero. Mendonça liberou parte do material.
O problema é que a abertura não teria abrangido todo o universo da investigação.
A Procuradoria-Geral da República apontou que permanecia de fora “grande parte” dos procedimentos relacionados à investigação mais ampla do caso Master. Alexandre de Moraes também havia questionado a existência de uma abertura seletiva dos documentos.
Diante disso, Fachin acolheu o pedido da PGR e estabeleceu prazo de 24 horas para que Mendonça encaminhe aos demais ministros todos os procedimentos relacionados ao caso, levantando o sigilo, com exceção apenas de diligências cuja divulgação possa prejudicar as investigações.
André Mendonça – O Terrivelmente Evangélico: Os Supostos Vícios da Atuação do Ministro Podem Levar à Anulação de Todos os Processos dos Casos INSS e Master
Este artigo da série “André Mendonça – O Terrivelmente Evangélico” detalha como a “atuação anômala” do ministro, apontada pela Polícia Federal, abriu caminho para uma enxurrada de pedidos de anulação e suspeição nos casos do INSS e do Banco Master. As revelações da jornalista Daniela Lima, do UOL, indicam que o ministro pode ter participado ativamente de negociações de delação premiada e que o afastamento do diretor-geral da PF pode ter sido um embaraço à Operação Dark Horse. A crise institucional no STF se aprofunda, com o presidente Edson Fachin estudando retirar os casos das mãos de Mendonça. O custo final pode ser o naufrágio de duas das maiores investigações de corrupção do país.