Este artigo analisa a reportagem da revista Piauí que revela o envio de R$ 200 mil em emenda parlamentar por Flávio Bolsonaro a pedido do miliciano Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”, condenado como braço operacional dos irmãos Brazão e fornecedor da arma que matou a vereadora Marielle Franco, uma das mais combativas contra a relação promíscua entre as milícias e o legislativo do Rio de Janeiro. O texto contextualiza o episódio no histórico de proximidade da família Bolsonaro com as milícias, na contradição de denunciar o PCC e o CV como terroristas, enquanto se sabe que hoje as estruturas ligadas ao crime organizado – milícias -, também negociam drogas, competindo com o tráfico e coagindo as populações nas áreas que dominam.
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Reinaldo Azevedo e a Traição de Flávio Bolsonaro — Uma Sabotagem ao Brasil: Novo Tarifaço, Trump e o Pix
Flávio Bolsonaro foi pessoalmente a Washington pedir a Trump que classificasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O pedido foi atendido. A decisão, com vigência a partir de 5 de junho de 2026, abre caminho para sanções contra bancos e empresas brasileiras e ameaça diretamente o Pix — o sistema de pagamentos instantâneos que é símbolo da soberania financeira e tecnológica do Brasil.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi explícito: basta uma alegação de que um banco brasileiro tem contas do PCC para que o Tesouro americano possa sancioná-lo e impedir sua operação via Pix. Especialistas alertam que o Ibovespa já caiu, o dólar subiu e o risco para o sistema financeiro é real.
O que torna essa história ainda mais grave é o contexto. O Pix já estava na mira de Washington antes disso: o USTR havia incluído o sistema numa lista de “práticas desleais” do Brasil porque ele ameaça os lucros de Mastercard e Visa. O Nobel de Economia Paul Krugman elogiou o Pix publicamente. O BRICS Pay está sendo conectado ao Pix para reduzir a dependência do dólar. É exatamente esse ecossistema de soberania financeira que a manobra bolsonarista coloca em risco.
Para completar o quadro, apurações jornalísticas indicam que Flávio pode ter recebido R$ 61 milhões do dono do banco Master — cujas estruturas societárias têm suspeitas de ligação com o próprio PCC. O homem que pediu a Trump que combatesse o PCC pode ter recebido dinheiro que passou por estruturas ligadas a ele.
A conclusão é simples: Flávio Bolsonaro prejudica propositalmente o Brasil para tentar obter vantagem eleitoral. O agregador do JOTA coloca Lula com 86% de probabilidade de reeleição. O custo da manobra é pago por todos os brasileiros.
A Guerra que Não se Vê: O Combate Interno pelo Controle do Combate ao Crime Organizado
Aprovado na CCJ, o PL Antifacção é celebrado como um golpe duro no crime. Mas a verdade por trás da lei é outra: uma guerra interna pelo controle da Polícia Federal e das investigações.
Enquanto o Senado desfez em um dia o texto aprovado às pressas pela Câmara, uma pergunta fica: quem ganha com um Estado que não consegue investigar seu próprio inimigo?
Descubra a batalha invisível pelo poder real no Brasil. Leia o texto completo.
Os Movimentos da Máquina Narcoestatal
O escândalo que levou à prisão e à polêmica soltura do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, é frequentemente visto como um “problema carioca”. Uma disfunção local, um caso isolado de promiscuidade entre a política e o crime. Essa é uma leitura perigosamente míope.
O que se desenrola no Rio é, na verdade, a face mais exposta de uma rede nacional, um modus operandi que encontra eco e conivência em gabinetes de outros estados, especialmente aqueles governados pela extrema direita.
A Engenharia Legislativa para Asfixiar a PF e Blindar o Crime
A aprovação, às pressas e em uma quinta versão profundamente alterada, do Projeto de Lei Antifacção pela Câmara dos Deputados, no dia 18 de novembro, não representa um avanço no combate ao crime organizado. Pelo contrário, configura uma operação de bastidores, orquestrada pelo relator deputado Guilherme Derrite e chancelada pelo presidente da Casa, Hugo Motta, com o objetivo claro de desmantelar a capacidade operacional da Polícia Federal (PF).
As Manobras no PL Antifacção e o Enfraquecimento da PF
A política brasileira vive, nas últimas semanas, um daqueles momentos em que os fios aparentemente soltos se entrelaçam para formar uma teia de intenções sombrias. No centro desse emaranhado está o Projeto de Lei (PL) antifacção apresentado pelo governo à Câmara dos Deputados e, literalmente, deformado pelo relator, o deputado Guilherme Derrite (PSD-SP), secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo, que foi aprovado ontem (18/11), em sua quinta versão, a toque na caixa, com o apoio maciço da extrema direita e do centrão. Uma versão do projeto original que agora, longe de ser uma mera peça técnica de combate ao crime organizado, se revela uma operação de bastidores para proteger interesses escusos e blindar figuras poderosas das garras da lei.
“Projeto de Lei de Derrite é Presente de Natal para o Crime Organizado”
Na aparente fachada de um projeto que se propõe a combater o crime organizado no Brasil, o Projeto de Lei anti facção enviado pelo governo Lula à Câmara dos Deputados sofreu uma adulteração radical e desastrosa para a segurança pública nacional.
Tarcisio: mimimi, vitimismo ou implosão
Há uma regra quase universal na política: o desgaste nunca é gratuito. Ele vem, invariavelmente, como resultado das próprias ações, escolhas e alianças. E é justamente essa a tormenta que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, enfrenta neste momento.
A Mentira de Nikolas Ferreira e o Fortalecimento do PCC
O jornalista João Filho, no Intercept Brasil, em sua newsletter ” Nikolas Ferreira mentiu e ajudou o PCC”, descreveu na sua visão como o deputado bolsonarista – extremista de direita – Nikolas Ferreira desempenhou um papel decisivo — ainda que indireto — no fortalecimento da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), via a lavagem de bilhões de reais ilegais usando uma fintech. A conexão não se deu por meio de malas de dinheiro, mas pela política da mentira: a cruzada contra o Pix e contra os mecanismos de controle que poderiam ter freado a ascensão financeira da maior facção criminosa do país.
A “Fintech do PCC” e o Deputado Bolsonarista Nikolas Ferreira
PolitikBr traz hoje um caso que poderia ser roteiro de película distópica — e que, lamentavelmente, é devastadoramente real. A Operação Carbono Oculto revelou um […]