Pacientes de países ricos estão começando a viajar para a China em busca de tratamentos médicos avançados, inclusive terapias CAR-T contra cânceres do sangue. O caso da médica australiana Amanda Harvey é emblemático: depois de esgotar as opções disponíveis na Austrália, ela pesquisou tratamentos nos Estados Unidos e no Reino Unido, mas considerou os custos proibitivos. Na China, segundo seu relato, gastou cerca de A$110 mil, contra uma estimativa de aproximadamente A$1 milhão nos EUA ou Reino Unido.
O mais impressionante, porém, não é apenas a diferença de preço. É o tempo. Amanda afirma que suas células CAR-T ficaram prontas em oito dias, enquanto o processo nos EUA poderia levar dois a três meses.
A China vem construindo uma poderosa infraestrutura de biotecnologia, pesquisa clínica e medicina de precisão, combinando escala industrial, política pública e capacidade hospitalar. O resultado começa a transformar o país em um novo polo de turismo médico de alta complexidade.
O Brasil apresenta outra experiência singular: o SUS, baseado nos princípios de universalidade, integralidade e gratuidade. O país também possui uma medicina privada competitiva internacionalmente e vem desenvolvendo suas próprias pesquisas em terapias celulares.
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Dra. Tatiana diz que a Anvisa errou ao restringir a polilaminina, e chora por negar acesso a pacientes
O artigo aborda a polilaminina, fármaco experimental brasileiro que promete reverter paraplegia e tetraplegia recém-adquiridas, mas enfrenta severas críticas da comunidade científica. Foram extraídos os principais pontos da cobertura jornalística recente: a autorização para uso compassivo pela Anvisa, as críticas do neurocientista Miguel Nicolelis sobre a falta de estudos clínicos completos, a admissão de erros em artigos prévios pela pesquisadora Tatiana Sampaio, a rejeição do estudo por revistas científicas de peso, a revelação de sete mortes entre pacientes em uso compassivo, e a disputa de patentes entre UFRJ e Cristália.