Cel. Larry Wilkerson: A queda das Oligarquias Árabes do Oriente Médio – a maior derrota militar da história

Este artigo compila a análise do Coronel Larry Wilkerson sobre a nova guerra entre a Arábia Saudita e os Houthis do Iêmen. Wilkerson argumenta que a incompetência militar saudita levará a uma derrota catastrófica, desencadeando o colapso das oligarquias do Golfo (Bahrein, Kuwait, Catar, EAU) e um terremoto geopolítico. Ele aponta o Irã e Omã como os prováveis vencedores e critica a ausência de uma política geopolítica coerente dos EUA para a região.

Trump e o Armagedom Nuclear: Cenário Limitado ao Oriente Médio

Israel tem cerca de 90 ogivas nucleares. O Irã, segundo Postol, Starr e o furo de Pepe Escobar, pode ter até 15 — montadas em mísseis hipersônicos, que o THAAD e o Patriot não conseguem interceptar. Com as defesas ocidentais destruídas e a guerra convencional perdida, a “Opção Sansão” deixa de ser tabu e entra na mesa. O que acontece quando o Oriente Médio cruza a linha nuclear? Este artigo traça o cenário regional de destruição e morte — e aponta para o que vem depois.

Gasolina a US$ 4,03 — o Preço da Guerra de Trump contra o Irã

Enquanto as campanhas para as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos esquentam, os norte-americanos enfrentam uma realidade amarga nos postos de gasolina. O preço médio nacional da gasolina deve atingir US$ 4,03 por galão no feriado do Dia do Trabalho (07 de setembro). Um escandaloso presente de Trump ao trabalhador.

O que explica essa disparada? A resposta, em grande medida, está no petróleo bruto, que voltou a ultrapassar US$ 90 por barril nesta semana, depois que novas escaramuças militares entre os EUA e o Irã reacenderam os temores da interrupção completa no abastecimento global, através Estreito de Hormuz.

A Guerra que Putin diz estar perto do fim — e o que isso realmente significa

Este artigo analisa a declaração do presidente russo Vladimir Putin, durante encontro com o premiê indiano Narendra Modi na cúpula da OCX, de que a Rússia “está caminhando para o fim do conflito ucraniano”. O texto contextualiza a fala no cenário da guerra em 2026, com intensificação dos ataques russos. Além disso, destaca o papel da Índia como aliada estratégica da Rússia no Sul Global e o movimento de Putin para consolidar alianças fora do eixo Ocidental.

Pepe Escobar: A Falência do Bloqueio Econômico Americano ao Irã

A tentativa dos EUA de impor um bloqueio econômico total ao Irã está fadada ao fracasso, segundo análise de Pepe Escobar. Após a derrota militar estratégica, Washington recorreu ao cerco financeiro, mas esbarra em obstáculos intransponíveis. O Irã, uma encruzilhada geográfica na Eurásia, possui múltiplos corredores terrestres e marítimos (Paquistão, Cáspio, Ásia Central) que os americanos não podem bloquear. Além disso, aliados-chave como o Paquistão, a China e a Rússia se recusam a aderir às sanções unilaterais, mantendo o comércio e a cooperação com Teerã. O Irã já avisou que os países que se aliarem ao bloqueio serão considerados inimigos, e ameaçou retaliar ataques a seus alvos civis na proporção de “dez por um”. Apesar da tensão, há movimentos diplomáticos (Qatar, Omã, Paquistão) para reanimar um “memorando de entendimento em coma”, mas a posição iraniana é de força e desconfiança.

Pepe Escobar: Já que Trump Perdeu e Não Conseguiu Controlar o Irã, Agora Ele Quer Destruir Tudo

Enquanto o mundo observa, a estratégia de Donald Trump para o Oriente Médio parece ter chegado a um beco sem saída. A ameaça recente de bombardear Omã, caso o país prossiga com um acordo com o Irã sobre o Estreito de Ormuz, soa menos como uma demonstração de força e mais como o desespero de quem vê suas opções se esgotarem .

A gota d’água para a nova fúria de Trump foi a notícia de que Omã e Irã estão avançando em negociações independentes para gerenciar o fluxo no Estreito de Ormuz. Para Trump, que já declarou o estreito como “território dos Estados Unidos”, a iniciativa é uma afronta. “Se Omã se intrometer, vamos bombardeá-los e destruí-los”, afirmou o presidente em entrevista à Fox News

Transition Protocol: As Últimas Notícias do Front Militar e Geopolítico no Oriente Médio

A análise de Pepe Escobar, Larry Johnson e Mr. Z, no site Transition Protocol, de 17 de julho de 2026 revela uma escalada crítica no Oriente Médio. Os EUA estão bombardeando a infraestrutura civil iraniana (Chabahar) como parte de uma guerra pela conectividade e pelo controle das rotas de energia, visando corredores como o Norte-Sul (Rússia, Irã, Índia).
A mudança tática mais significativa é a adoção do sistema chinês Beidou pelo Irã, que substituiu o GPS americano, tornando os mísseis iranianos precisos e imunes a “spoofing”. Isso preocupa Israel e os EUA.
Por outro lado, a China pressiona o Paquistão – na qualidade de mediador entre as partes – para restaurar o MoU de Versalhes até segunda (20/07), temendo que a escalada comprometa o Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC) e a inciativa cinturão e rota.
O Paquistão, como mediador, teria recebido instruções claras de Pequim para trazer as partes de volta ao acordo original de 14 pontos.
O ataque saudita ao aeroporto de Sanaa, rompendo a trégua com os Houthis, ameaça abrir um novo front no Mar Vermelho. Em razão disso, os Houthis retaliaram e ameaçam fechar o estreito de Bab al-Mandab, rota fundamental para a travessia pelo canal de suez. O Paquistão, apesar do pacto militar com a Arábia, não atacará o Irã, priorizando a relação com a China e os interesses de seus 40 milhões de xiitas. Por fim, o Irã sinaliza a revisão da sua doutrina nuclear e a saída do NPT, com o parlamento já aprovando a aceleração do programa nuclear. O prazo para a desescalada é segunda feira; caso contrário, uma guerra total e a proliferação nuclear se tornam iminentes.

Combustível, Soberania e Lucro: A Geopolítica do Preço na Bomba – Caso Brasil e Estados Unidos

Este artigo compara a resposta do governo Lula à crise dos preços dos combustíveis, deflagrada pela guerra no Oriente Médio, com a postura do governo Trump nos EUA. Enquanto o Brasil, usando o controle majoritário da Petrobras (50,26% das ações), implementou subsídios via devolução de tributos, utilizando os royalties e dividendos extraordinários para “segurar” o preço na bomba, os EUA sofreram um impacto inflacionário severo, com preços da energia disparando. O texto argumenta que a presença do Estado como controlador de setores-chave é vital para amortecer choques, ao passo que a lógica privada prioriza o lucro, como visto na recusa de grandes distribuidoras em aderir aos subsídios brasileiros. Critica-se a agenda privatista de inspiração neoliberal, destacando que a Europa tem reestatizado serviços essenciais (como água e esgoto) após perceberem aumentos abusivos e falhas na modelagem, enquanto o Brasil insiste no caminho oposto, arriscando perder sua capacidade de proteger o cidadão.

O Ultimato de Vance: Quando o Eixo Washington-Tel Aviv se Desfaz em Público

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, emitiu um ultimato público à Israel, afirmando que o país não pode atacar o único aliado que lhe resta no mundo. A declaração veio após ataques israelenses no Líbano tentarem sabotar o acordo EUA-Irã, que previa a reabertura do Estreito de Ormuz. O Irã, em resposta, fechou o estreito novamente, colocando Trump numa posição insustentável. Vance lembrou à Israel que dois terços de suas armas são pagas pelos EUA, expondo a dependência militar israelense. O artigo analisa a cronologia da sabotagem, a armadilha iraniana e as consequências para a aliança EUA-Israel, concluindo que o sionismo estratégico está em crise.

TUCKER CARLSON: “O Ocidente Fez com que a Ucrânia Deixasse de Existir como Nação”

Tucker Carlson, ex-arauto de Trump e agora ferrenho opositor, afirmou que o Ocidente levou a Ucrânia à ruína, prolongando uma guerra que não pode ser vencida. “A Ucrânia deixará de existir. Esse processo é irreversível”, disse. Carlson apontou que o lobby neoconservador prolongou o conflito às custas dos contribuintes americanos, enquanto corporações ocidentais se apropriam das terras agrícolas ucranianas. A declaração é um marco na virada de Carlson contra o establishment de Washington — e um sintoma do colapso do consenso que sustentou a guerra por procuração contra a Rússia.