Reinaldo Azevedo: “Lula Estadista, Flávio (Bolsonaro) Entreguista

O jornalista Reinaldo Azevedo expõe uma disputa que vai além da política eleitoral: de um lado, Lula representa um Brasil soberano, capaz de se relacionar com potências e blocos internacionais sem submissão; de outro, Flávio Bolsonaro simboliza uma visão subalterna, alinhada à dependência ideológica e geopolítica. O escândalo envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master aprofundou a crise de credibilidade de Flávio, que teria negociado valores milionários ligados ao filme sobre Jair Bolsonaro e viu sua imagem ser atingida por áudios, mensagens e suspeitas de novos desdobramentos.

A consequência política foi imediata: pesquisas divulgadas após a crise indicaram vantagem ampliada de Lula sobre Flávio, sugerindo que o episódio corroeu a narrativa de força da extrema direita. Mais do que um escândalo pontual, o caso revela uma estrutura de poder marcada por dependência, oportunismo e degradação moral.

Oreshnik: O Míssil que Destruiu a Segurança Energética Europeia

Oreshnik que atingiu a instalação de armazenamento subterrâneo de gás de Bilche-Volytsko-Uherske, nos arredores de Lviv, não foi apenas mais um episódio da guerra na Ucrânia. Ele inaugurou uma nova fase do conflito: a da destruição energética indireta, em que países que sequer estão em guerra passam a ser vítimas diretas da coerção estratégica russa.

A explosão não caiu sobre a Moldávia.
Mas quase metade do gás que deveria aquecer as casas do país, vizinho da Ucrânia, neste inverno foi perdida ali.

A Ironia do Inverno: A Europa na Marcha à ré à Rejeição do Gás Russo? O Fator Trump

A Europa destruiu sua própria ponte energética — e agora congela do outro lado.
Enquanto líderes falam em “diálogo” e “concessões”, a Rússia desmonta fisicamente o gasoduto Yamal-Europa e a Alemanha bloqueia a reativação do Nord Stream 2, mesmo sob controle americano.
O resultado é brutal:
o gás que aquecia a Alemanha agora aquece a China — e a Europa entra no inverno mais frágil da era moderna.
Não é só crise energética.
É o fim de uma era geopolítica.

O Apocalipse Global que Trump Está Criando

Quando os tambores de guerra começam a ressoar é natural que o olhar se volte para os estrondos mais próximos. Ucrânia. Oriente Médio. Frentes já conhecidas, quase normalizadas pelo noticiário permanente da instabilidade.

Mas e se o estopim de um conflito de proporções verdadeiramente globais não estiver em Kharkiv, Odessa ou no sul do Líbano, e sim em Caracas?

O Sequestro de Maduro e a Agonia do Império

O dia 3 de janeiro de 2026 não amanheceu apenas sob o eco distante das explosões que sacudiram Caracas desde as 2h da madrugada. Ele se inaugurou como um marco de ruptura histórica, um ponto de não retorno no já frágil edifício do direito internacional. Naquela madrugada, forças especiais dos Estados Unidos sequestraram ilegalmente o presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro e a sua esposa. O gesto não foi apenas militar ou diplomático: foi simbólico, brutal e revelador.

A Soberania sob Fogo: O Desastre Geopolítico e a Lição para o Sul Global

A declaração de Donald Trump, que parecia mais um tweet bombástico, se materializou em bombas reais sobre Caracas e em uma ação de força que sequestrou o presidente de um país soberano.

A operação, descrita com detalhes sórdidos, foi de uma violência ímpar. De acordo com informações da CNN reproduzidas pelo Diário do Centro do Mundo, Maduro e a sua esposa Cilia foram literalmente arrastados de seu quarto, ainda durante a madrugada, por militares americanos.

O Jogo das Sombras: a Tentativa de Assassinato de Putin

Enquanto o presidente Trump anunciava conversas separadas com Volodymyr Zelensky e sinalizava uma disposição realista para negociar um fim para o conflito – estranho um mediador que é, no frigir dos ovos, o promotor do conflito; já que é a liderança inconteste da OTAN -, a resposta do establishment europeu e da liderança ucraniana foi… um ataque terrorista.

Disse Sergei Lavrov a jornalistas:

“Na noite de 28 para 29 de dezembro, o regime de Kiev lançou um ataque terrorista usando 91 drones de longo alcance contra a residência oficial do presidente russo na região de Novgorod”.

A Europa de Joelhos sem o Gás Russo

O inverno europeu se transformou no temor mais agudo de governantes, empresários e cidadãos comuns. A crise energética que hoje paralisa indústrias, multiplica contas de luz e ameaça congelar lares não surgiu do nada.
O suicídio energético europeu começou a ser planejado em 2022, com a escalada do conflito na Ucrânia, mas foi consumado com um ato de sabotagem, que ecoa como um tiro no próprio pé: a destruição dos gasodutos Nord Stream 2.

Warren Buffett: A Ucrânia, de “Ativo”, Passou a ser um “Passivo” para o Ocidente

Enquanto analistas militares como o Coronel Douglas Macgregor e o Tenente-Coronel Daniel Davis detalham a falha operacional e a paralisia da OTAN, Buffett enxerga as consequências mais profundas: o enfraquecimento estrutural da economia europeia, a perda de credibilidade como polo de estabilidade e o custo astronômico de uma dissuasão que falhou.

Este artigo argumenta que a visão de Warren Buffett, embora expressa na linguagem dos custos, retornos e riscos, converge de forma alarmante com a análise militar de Douglas MacGregor.