Rapidinha politikBr: A recente notícia da Sputnik Brasil, baseada em análise da revista estadunidense Military Watch Magazine, lança luz sobre uma nova fase desse conflito: o papel central do caça de quinta geração russo, o Su-57, nos ataques à infraestrutura de Odessa . Segundo a publicação, os ataques russos, incluindo o uso de mísseis de cruzeiro Kh-59 e drones, têm visado as instalações portuárias, de transporte e energia da cidade . A lógica é clara e brutal: estrangular a principal rota logística do Mar Negro para o envio de armas ocidentais à Ucrânia, pressionando simultaneamente a sua economia e a de seus aliados ocidentais.
Tag: #Geopolitica
“Quem é mais louco, Trump ou nós?”: O Diagnóstico de Jeffrey Sachs sobre a Psicose do Poder Americano
O economista Jeffrey Sachs “diagnosticou” o presidente Donald Trump como um indivíduo com “transtorno de personalidade antissocial”, o enquadrando nos conceitos de “tríade sombria” e “narcisista maligno” . Sachs argumenta que Trump sofre de impulsividade severa e possivelmente de demência frontotemporal, o tornando uma ameaça global, ao mesmo tempo em que denunciou a falência do sistema político americano, que permite que um homem tão debilitado tenha poder de ordenar guerras sem freios ou contrapesos. O economista também criticou duramente a grande imprensa, como o New York Times, por normalizar o comportamento de Trump e omitir a verdade, preferindo o espetáculo à responsabilidade. Para Sachs, Trump é tanto sintoma quanto causa de uma crise mais profunda, e a pergunta que fica é: “Quem é mais louco, Trump ou nós?”
Trump afasta aliados — e a Coreia do Sul começa a caminhar com as próprias pernas
A análise mostra como a política errática de Donald Trump está pressionando aliados históricos dos Estados Unidos a reconsiderarem a sua dependência em relação à Washington. A decisão de reduzir os exercícios militares com a Coreia do Sul, motivada também pela recusa de Seul em participar da guerra contra o Irã, fortalece o argumento sul-coreano em favor da recuperação do controle operacional de suas forças armadas. `
Embora esse processo seja anterior Trump, a atual instabilidade da política americana pode acelerá-lo. O resultado paradoxal pode ser uma Coreia do Sul mais autônoma — e, por extensão, uma Ásia cada vez menos dependente da liderança militar americana.
O Brasil do Petróleo: Superávit Bilionário e a Promessa da Margem Equatorial
Rapidinha PolitikBr
O Brasil vive um momento histórico no setor de petróleo. Enquanto o mundo se debate com as convulsões geopolíticas que elevam os preços da commodity, o país colhe os frutos de uma aposta tecnológica feita há décadas. Não se trata apenas de um “bônus” passageiro, mas de uma consolidação estrutural que reposiciona o Brasil no xadrez energético global.
A marca de 4 bilhões de barris produzidos no campo de Tupi, a projeção de um superávit comercial próximo aos US$ 100 bilhões e a recente descoberta na Margem Equatorial, pintam um quadro de um país que, no meio da turbulência global, emerge como um player cada vez mais relevante no campo energético.
O recorde de Tupi é o símbolo máximo dessa jornada. Em 73 anos, a Petrobras nunca havia visto um ativo atingir esse volume, e a tecnologia desenvolvida para desafiar as águas ultraprofundas do pré-sal, transformou a estatal em referência mundial. O resultado prático está nas contas do país.
Pepe Escobar: Já que Trump Perdeu e Não Conseguiu Controlar o Irã, Agora Ele Quer Destruir Tudo
Enquanto o mundo observa, a estratégia de Donald Trump para o Oriente Médio parece ter chegado a um beco sem saída. A ameaça recente de bombardear Omã, caso o país prossiga com um acordo com o Irã sobre o Estreito de Ormuz, soa menos como uma demonstração de força e mais como o desespero de quem vê suas opções se esgotarem .
A gota d’água para a nova fúria de Trump foi a notícia de que Omã e Irã estão avançando em negociações independentes para gerenciar o fluxo no Estreito de Ormuz. Para Trump, que já declarou o estreito como “território dos Estados Unidos”, a iniciativa é uma afronta. “Se Omã se intrometer, vamos bombardeá-los e destruí-los”, afirmou o presidente em entrevista à Fox News
Deutsche Bank entra no yuan — Menor Exposição ao Risco do Dólar é um dos Motivos?
Rapidinha PolitikBr
Há movimentos no sistema financeiro internacional que parecem pequenos quando observados isoladamente. Mas alguns deles ganham outra dimensão quando colocados lado a lado.
A decisão do Banco Central da China de autorizar o Deutsche Bank como primeiro banco europeu de clearing de transações em renminbi (yuan) é um desses movimentos.
A notícia foi tratada pela CNN como mais um passo na internacionalização da moeda chinesa. E, à primeira vista, é exatamente isso. Mas há algo maior acontecendo: o sistema financeiro mundial começa, lentamente, a construir alternativas à dependência do dólar.
Isso não significa que o yuan esteja substituindo o dólar. Está muito longe disso. Mas significa que o monopólio de fato do dólar sobre o comércio internacional, começa a ser questionado por instituições financeiras que, até pouco tempo atrás, tinham poucos incentivos para fazê-lo.
Transition Protocol: As Últimas Notícias do Front Militar e Geopolítico no Oriente Médio
A análise de Pepe Escobar, Larry Johnson e Mr. Z, no site Transition Protocol, de 17 de julho de 2026 revela uma escalada crítica no Oriente Médio. Os EUA estão bombardeando a infraestrutura civil iraniana (Chabahar) como parte de uma guerra pela conectividade e pelo controle das rotas de energia, visando corredores como o Norte-Sul (Rússia, Irã, Índia).
A mudança tática mais significativa é a adoção do sistema chinês Beidou pelo Irã, que substituiu o GPS americano, tornando os mísseis iranianos precisos e imunes a “spoofing”. Isso preocupa Israel e os EUA.
Por outro lado, a China pressiona o Paquistão – na qualidade de mediador entre as partes – para restaurar o MoU de Versalhes até segunda (20/07), temendo que a escalada comprometa o Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC) e a inciativa cinturão e rota.
O Paquistão, como mediador, teria recebido instruções claras de Pequim para trazer as partes de volta ao acordo original de 14 pontos.
O ataque saudita ao aeroporto de Sanaa, rompendo a trégua com os Houthis, ameaça abrir um novo front no Mar Vermelho. Em razão disso, os Houthis retaliaram e ameaçam fechar o estreito de Bab al-Mandab, rota fundamental para a travessia pelo canal de suez. O Paquistão, apesar do pacto militar com a Arábia, não atacará o Irã, priorizando a relação com a China e os interesses de seus 40 milhões de xiitas. Por fim, o Irã sinaliza a revisão da sua doutrina nuclear e a saída do NPT, com o parlamento já aprovando a aceleração do programa nuclear. O prazo para a desescalada é segunda feira; caso contrário, uma guerra total e a proliferação nuclear se tornam iminentes.
Miguel Nicodelis (neurocientista): China vs EUA – A Diferença da Ciência é Brutal
O neurocientista Miguel Nicodelis expõe o contraste brutal entre o tratamento da ciência na China e nos Estados Unidos. Enquanto o NIH americano corta 90% de seus financiamentos e 25 mil cientistas abandonam o sistema, a China trata a ciência como instrumento central de seu projeto de desenvolvimento, com cientistas tendo prestígio social e acesso direto ao mais alto nível de governo. O artigo também aborda a crise das universidades americanas e a revolta dos jovens contra a inteligência artificial, com o ex-CEO do Google sendo vaiado por 14 minutos numa formatura. O Brasil, por sua vez, permanece sem rumo, tratando a ciência como irrelevância. O texto complementa a análise anterior do PolitikBr sobre a ascensão chinesa.
Reinaldo Azevedo: “Flávio é entreguista. Ponto”
Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, viajou aos Estados Unidos pela sexta vez em 2026 para oferecer submissão a Donald Trump – segundo o jornalista Reinaldo Azevedo. Em documento de 86 páginas, ele ofereceu vantagens comerciais e propôs uma equipe de transição a serviço do governo americano, caso seja eleito. O gesto, inédito na história republicana, configura crime segundo o artigo 359-K do Código Penal (3 a 12 anos de prisão), e que pode levar à cassação do Partido Liberal (PL) com base no artigo 28 da Lei dos Partidos e no artigo 17 da Constituição, que proíbem subordinação a governo estrangeiro. O ex-diretor do FMI Paulo Nogueira Batista Jr. definiu o fenômeno como “patriota entreguista”, enquanto Lula chamou Flávio de “traidor da pátria”. A oferta de equipe de transição ao governo americano, agradecida pelo secretário de Estado Marco Rubio, em carta vazada, representa uma intenção de rendição da soberania nacional, sem precedentes, pela extrema direita brasileira.
Reinaldo Azevedo: “Lula Estadista, Flávio (Bolsonaro) Entreguista
O jornalista Reinaldo Azevedo expõe uma disputa que vai além da política eleitoral: de um lado, Lula representa um Brasil soberano, capaz de se relacionar com potências e blocos internacionais sem submissão; de outro, Flávio Bolsonaro simboliza uma visão subalterna, alinhada à dependência ideológica e geopolítica. O escândalo envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master aprofundou a crise de credibilidade de Flávio, que teria negociado valores milionários ligados ao filme sobre Jair Bolsonaro e viu sua imagem ser atingida por áudios, mensagens e suspeitas de novos desdobramentos.
A consequência política foi imediata: pesquisas divulgadas após a crise indicaram vantagem ampliada de Lula sobre Flávio, sugerindo que o episódio corroeu a narrativa de força da extrema direita. Mais do que um escândalo pontual, o caso revela uma estrutura de poder marcada por dependência, oportunismo e degradação moral.