OS TERMOS DA RENDIÇÃO: O Que o Acordo EUA-Irã Realmente Diz — e Por que Trump Já o Violou

O memorando de entendimento entre EUA e Irã, mediado pelo Paquistão, foi divulgado.
Brett McGurk, ex-negociador americano, analisa: “É notável o quanto os EUA estão oferecendo em troca de pouco.” Os EUA se comprometem a levantar o bloqueio naval, emitir waivers para petróleo iraniano (US60−70bilhões/ano), devolver US$ 24 bilhões em ativos congelados e criar um fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões. Em troca, o Irã reabre o estreito e “reafirma” a promessa (já feita no JCPOA) de não buscar armas nucleares. A questão nuclear, mísseis, apoio a grupos de resistência e direitos humanos não são mencionados. Trump, no G7, já ameaçou: “Se eu não gostar, voltamos a atirar.” O acordo é a rendição de Washington. A semente da próxima guerra já foi plantada.

BRICS PAY: A Arma Financeira Que Pode Concorrer com o Dólar – Um Desafio à Hegemonia Americana

O BRICS Pay, o sistema de pagamentos do BRICS+, está em fase avançada de testes. Conectado ao Pix, ele permite transações diretas entre moedas locais, eliminando a necessidade do dólar. A estrutura de impostos dos EUA revela o pânico: 55% da arrecadação federal vem do imposto de renda de pessoas físicas, e o governo depende da demanda mundial por dólares para financiar sua dívida de US$ 40 trilhões. O BRICS Pay veio para ficar. O Brasil precisa escolher entre o futuro multipolar e o passado colonial.

O Extremista e Ex-Deputado Eduardo Bolsonaro é Condenado pela Justiça Brasileira

Por unanimidade, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo. O ministro Alexandre de Moraes foi enfático: “Processo penal não é palhaçada.” Eduardo articulou sanções dos EUA contra o Brasil para pressionar o julgamento do pai, Jair Bolsonaro (condenado a 27 anos e 3 meses de prisão). O ex-deputado que está foragido nos EUA perdeu o mandato por faltas e agora é réu condenado. Simultaneamente, o escândalo do Banco Master e dos R$ 61 milhões pagos por Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse” corrói a candidatura de Flávio Bolsonaro. O clã Bolsonaro está em implosão: pai preso, um filho condenado, outro réu, e o senador enrolado em acusações de corrupção.

A Pax Americana de Joelhos: O Acerto de Contas Irã-EUA e o Crepúsculo do Sionismo Estratégico

O recente anúncio de um acordo de paz entre o governo de Donald Trump e o Irã, mediado pelo Paquistão, marca a maior derrota geoestratégica dos EUA em décadas. Analisado sob a ótica realista do professor John Mearsheimer em entrevista a Tucker Carlson, o pacto demonstra que a retórica agressiva de Washington ruiu diante da resiliência de Teerã. Após o devastador ataque à Beirute, que ameaçou incendiar a região, Trump se viu forçado a ceder para evitar um conflito de proporções incalculáveis.

A grande humilhação geopolítica reside na exclusão total de Israel das negociações. Benjamin Netanyahu se encontra agora diante de um dilema paralisante: sabotar e humilhar publicamente o seu maior aliado, Donald Trump, ou admitir a derrota completa do projeto de dissuasão israelense. Enquanto o Irã celebra o alívio das sanções e a consolidação de sua influência regional, a Europa assiste impotente ao redesenho multipolar do Oriente Médio. Resta saber quais foram as concessões secretas desse pacto que enterra, definitivamente, a hegemonia unipolar ocidental.

Netanyahu Entre Humilhar Trump ou Admitir a Completa Derrota

Netanyahu exige o desmantelamento do Hezbollah para aceitar o acordo de paz mediado pelo Paquistão e endossado pelos EUA e pelo Irã. A exigência contradiz os termos do memorando, que prevê cessar-fogo no Líbano e retirada israelense. O professor Marandi revela que Netanyahu atacou Beirute, e Trump, desesperado para evitar uma escalada, aceitou as condições iranianas. Agora, Netanyahu está encurralado: se obedecer a Trump, admite a derrota e desmorona a sua coalizão; se desobedecer, humilha Trump — e o Irã mantém o Estreito de Ormuz fechado. A Europa apoia o acordo. Genebra é na sexta-feira (19).

BREAKING NEWS – A CAPITULAÇÃO DE TRUMP: Acordo com o Irã é “Vitória” Americana? Teerã Diz o Contrário

Trump anunciou o fim do bloqueio naval e a abertura do Estreito de Ormuz “sem pedágio”. O Paquistão confirmou um “Acordo de Paz”, a ser assinado na sexta-feira (19) em Genebra. O Irã, no entanto, descreve o resultado de forma diferente: “O inimigo sofreu uma derrota em todos os fronts”, disse o chanceler iraniano. O acordo inclui cessar-fogo permanente (incluindo o Líbano), fim do bloqueio, negociação do fim das sanções (60 dias), e regulamentação conjunta do tráfego no Golfo Pérsico (Irã e Omã). A questão nuclear foi adiada. Trump tenta vender como vitória. O Irã já declarou a sua.

PATRICK HENNINGSEN: 2026. O Ano da Pior Derrota Geoestratégica dos EUA

O jornalista Patrick Henningsen, em entrevista a Glenn Diesen, analisa como a guerra contra o Irã expôs a fragilidade americana. Os EUA perderam mais aeronaves em três meses do que em duas guerras do Iraque e na Guerra do Golfo, somadas. As reservas de mísseis de defesa aérea estão esgotadas. O bloqueio naval é uma piada. Os EUA não têm estoque de munição para continuar a guerra, mas também não podem admitir a derrota. A única saída é um “congelamento” temporário — enquanto o Irã dita os termos. Henningsen argumenta que os EUA perderam seu “poder normativo”: a capacidade de ditar as regras do jogo internacional. O Irã, ao contrário, emerge como uma potência moral e geoestratégica, líder do mundo islâmico e ancorada no movimento para o Leste (China, Rússia). 2026 é o ano da pior derrota geoestratégica dos EUA.

O Show de Trump e a Guerra Contra o Irã

Enquanto o mundo observa os mísseis cruzarem o Estreito de Ormuz, Donald Trump trava uma batalha paralela: a da narrativa. De manhã, anuncia “avanços incríveis” em negociações de paz com o Irã. À tarde, ordena ataques “fortes e poderosos” em retaliação por um helicóptero abatido. O problema é que os iranianos negam qualquer acordo, os aliados árabes se veem no fogo cruzado (Kuait e Bahrein), e mais de 20.000 iranianos enfrentam o racionamento de água após ataques dos EUA a reservatórios. Este artigo disseca a estratégia caótica de Trump, que confunde aliados e alimenta um ciclo de violência, onde a mentira se tornou a principal arma de guerra.

A Endêmica Corrupção da Extrema Direita — O Caso do Brasil

O Intercept Brasil revelou planilhas e comprovantes bancários do esquema de corrupção, supostamente, envolvendo membros da família Bolsonaro, com o banqueiro Daniel Vorcaro (Banco Master). R$ 61milhões desaguaram no fundo Ravengate, nos EUA, controlado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro. A mesma produtora do filme “Dark Horse” desviou R$ 61 milhões que desaguaram no fundo Ravengate, nos EUA,controlado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro. A mesma produtora do filme “Dark Horse” é acusada de desviar R$ 11 milhões do Sistema S em sete estados, via ONG de fachada. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, foi flagrado com R$ 400 mil em espécie, em seu flat, que alegou ser o dinheiro fruto da venda de um imóvel. O deputado Carlos Jordy movimentou R$ 75 mil em 63 operações com seu assessor, usando a técnica de “smurfing” (saques de R$ 9.999,00, fracionados). As movimentações atípicas globais dos assessores investigados no esquema, porém, somam montantes muito maiores (na casa dos milhões). A PF apurou o uso fraudulento de empresas de locação de veículos e de fachada para desviar recursos públicos das cotas parlamentares dos deputados. Relatórios da PF apontaram que as movimentações financeiras globais consideradas suspeitas nas contas de assessores e empresas envolvidas totalizaram cerca de R$ 27,8 milhões.

RICHARD WOLFF: “O Petrodólar Está Morto…Trump Vive em Negação.”

O economista da Universidade do Massachusetts analisa a crise terminal do dólar como moeda de reserva única, o colapso do sistema de petrodólar (a Arábia Saudita não renovou o acordo com os EUA), e a ascensão do mundo multipolar. Enquanto Trump ameaça e se contradiz, o BRICS+ já construiu a arquitetura financeira substituta: o BRICS Pay e a unidade de conta UNIT, lastreada em 40% ouro. O Brasil, que emite seus primeiros títulos em yuan e investe em dissuasão militar, parece ter entendido o que Washington se recusa a aceitar.