Rapidinha PolitikBr
Internacional, Nacional, Tecnologia, Economia, Sociedade
PolitikBr é uma mídia independente. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir.
As pessoas. Talvez você, queira, como eu, entender o mundo em que vive. E é isso que o PolitikBr oferece. Conectar fatos, em uma “linha do tempo”: Uma cartografia documental do presente. Venha conosco! Subscreva o nosso conteúdo.
Dedicado à Verdade e à Paz.

Por PolitikBr I Brasília, Em 18/08/2026, 12h:00min, leitura: 6min
Este site é uma mídia não atrelada e nem é financiada por qualquer corporação ou grupo.
Obrigado por ler este artigo!
Se inscreva. Isso nos ajuda a entender a relevânca desse trabalho.
Editor: Rocha, J.C.

Essa é uma análise documental. Para visualizar “o todo” recomendamos a leitura dos demais artigos, e publicações relacionadas, que se somam ao tema de hoje. Boa leitura.
O vídeo de um professor americano desabafando e chorando em sala de aula viralizou. Não por uma tragédia pessoal, mas por uma tragédia nacional: os seus alunos, prestes a se formar e ir para a faculdade, são analfabetos funcionais.
Darius Williams, professor da Wheatley High School em Houston, Texas, gravou um desabafo durante o seu intervalo. Ele havia acabado de dar uma aula de três horas para alunos de 17 e 18 anos. A atividade era simples: ler dois parágrafos e preencher uma frase com quatro palavras. Ele deu o gabarito, completou a frase no modelo, anotaram juntos. Ainda assim, a maioria não conseguiu. Quatro palavras.
“Eu literalmente desabei no meio da aula. Estamos falando de jovens de 17 e 18 anos, e eles não conseguiram preencher quatro palavras. Quatro palavras”, desabafou o professor .

As crianças, segundo o professor, conseguem raciocinar e defender os seus pontos de vista verbalmente — “conversando com o seu parceiro”. Mas aplicar esse raciocínio a um texto escrito? Impossível. Este é apenas o segundo dia de aula, e ele já tem alunos do último ano que simplesmente “não conseguem ler e não conseguem escrever”.
Este não é um caso isolado. A crise de alfabetização nos EUA é sistêmica e profunda. Dados nacionais mostram que uma porcentagem significativa de alunos, especialmente em distritos urbanos, chega ao ensino médio sem proficiência em leitura.
Um vídeo similar, gravado por um aluno de uma escola na Filadélfia, mostra colegas tropeçando nas palavras, gaguejando ao ler palavras como “silhouette” e “extraordinary”. Ao serem perguntados sobre o que leram, a resposta foi: “Eu não sei”.
Como observou um artigo de opinião no USA Today, “não se trata de uma falha do aluno. É uma falha do sistema” quando mais de 60% dos alunos do 12º ano estão abaixo do nível de proficiência em leitura.
A pergunta que fica é: como se chega a esse ponto? A resposta é um retrocesso educacional que tem sido acelerado pelo governo Trump, que parece ter declarado guerra à intelectualidade e às instituições de ensino.
Sob o pretexto de combater a “ideologia woke”, a administração Trump iniciou uma verdadeira cruzada contra a educação pública.
As políticas do segundo mandato de Trump tiveram um impacto devastador. Um dos primeiros atos foi a tentativa de abolir o Departamento de Educação e, desde então, a estratégia tem sido “encolher ao máximo” as suas funções, com demissões em massa, incluindo 90% do pessoal do Escritório de Direitos Civis.
A ideologia da administração Trump é clara: para eles, promover a igualdade e a inclusão é “discriminação”.
As ações para desmantelar programas de diversidade, igualdade e inclusão não mudam o valor de uma força de trabalho docente diversificada; simplesmente “impedem os alunos de acessar esses benefícios”.
Paralelamente, universidades são investigadas, fundos de pesquisa são congelados e a comunidade acadêmica vive sob constante ameaça, com a liberdade acadêmica sendo sufocada.
Um relatório do Brookings Institute aponta que a “repressão cultural” está corroendo a confiança do público no ensino superior, prejudicando até mesmo as políticas bem-intencionadas. Este é o ambiente que “produz” a próxima geração de americanos.
Enquanto os EUA se afundam em uma crise educacional autoinfligida, a China observa e agradece. O gigante asiático não está apenas dominando a produção de bens; está dominando a produção de conhecimento.
No mais recente Ranking de Xangai (ARWU) de 2026, a China continental ampliou a sua presença entre as 100 melhores universidades do mundo, passando de 13 para 16 instituições. Mais impressionante: entre as 1.000 melhores, a China tem 234 universidades, superando os Estados Unidos, que tem 187.
Como bem diz o ditado, “a melhor maneira de vencer uma guerra é fazendo com que seu inimigo a perca sozinho”. Ao desmantelar o seu próprio sistema educacional, os EUA estão cavando a própria cova, e entregando a hegemonia intelectual do futuro para a China, que investe pesado em ciência, tecnologia, inovação e pesquisa .
O choro do professor Williams é o sintoma de uma doença muito maior. É o som da decadência de uma potência que se tornou inimiga de seu próprio povo e de seu futuro.
Quer saber mais? Leia a matéria completa e, veja o vídeo do desabafo do professor em: Texas Teacher Breaks Down Over Students’ Literacy
Artigos correlatos do PolitikBr:
Agradecimento:
O PolitikBr vem sendo acessado e lido a partir de dezenas de países — talvez o seu. Agradecemos aos leitores dos Estados Unidos, Japão, Brasil, Israel, China, Irã, Rússia, Canadá, Polônia, Reino Unido, e de tantos outros países que nos acompanham. Seguimos dedicados à verdade e à paz, em todos os idiomas.
O desafio do PolitikBr é crescer. Se tornar mais útil na proposta de “levar a verdade”, na nossa perspectiva, de forma independente, a mais pessoas. Para tal, precisamos da sua ajuda para cobrir os custos de nosso trabalho. Em breve, iniciaremos uma cobrança simbólica pela leitura completa de nosso conteúdo. Você continuará tendo grátis o briefing de cada análise que realizarmos.
Referências Utilizadas:
- UOL Notícias (2026): Professor chora ao ver alunos do ensino médio sem conseguir ler e escrever
- LinkedIn (2026): Texas Teacher Darius Williams Cries Over Senior Students’ Literacy Struggles
- Brookings (2026): Brown Center scholars reflect on education after 1 year of the Trump administration
- NEA (2026): The Plan to Abolish the Education Department—One Year Later
- La Prensa Panamá (2026): Harvard repite como mejor universidad y las chinas ganan peso entre las cien primeras
- Vietnam.vn (2026): La Chine renforce sa présence dans les meilleurs classements universitaires mondiaux.
- USA Today (2026): America’s literacy problem is really about accountability | Opinion
- The Hill (2026): America must not quietly accept educational collapse
- Times of India (2026): One year of Trump 2.0: How America’s higher education system was rewired in 2025

