O Risco Brasil e a Realidade Argentina: Dívidas da População e Ao invés de Picanha, Carne de Burro

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Por PolitikBr I Brasília, Em 19/08/2026, 19h:30min, leitura: 3min

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Editor: Rocha, J.C.

Essa é uma análise documental. Para visualizar “o todo” recomendamos a leitura dos demais artigos, e publicações relacionadas, que se somam ao tema de hoje. Boa leitura.

Enquanto o governo Milei se dedica a ataques retóricos contra o Brasil, chamando o presidente Lula de “corrupto” e profetizando uma quebra que nunca chega, os números revelam uma história bem diferente. De um lado, o Risco Brasil despencou para 116 pontos, o menor nível do terceiro mandato de Lula e a melhor marca desde fevereiro de 2020. Esse indicador, que mede a confiança dos investidores na capacidade de um país honrar as suas dívidas, sinaliza uma percepção positiva sobre a economia brasileira, que pode fechar 2026 com um superávit comercial de quase US$ 100 bilhões, impulsionado por recordes nas exportações de petróleo, soja e minério de ferro.

Do outro lado, a Argentina de Javier Milei afunda em uma crise social e econômica. O risco do país vizinho voltou a superar os 500 pontos, um patamar que afasta qualquer investidor e revela um cenário de profunda desconfiança. Cabe lembrar que durante todo o governo Milei, o risco-país sempre esteve acima de 400 pontos.

Enquanto a economia encolhe e são perdidos 241 mil postos de trabalho, o preço da carne bovina – o churrasco – se torna proibitivo à população, que passa a comer carne de burro. Sim. Carne de burro em lugar de picanha. Some-se os protestos de rua contra o endividamento recorde. Mais de 5,8 milhões de argentinos estão endividados até o pescoço, com atrasos em empréstimos para pagar o básico: comida, aluguel e contas de luz. A inadimplência bancária explodiu de 2,5% para 12,1% , e os protestos se multiplicam.

O governo Milei, por sua vez, trata a tragédia social como um “problema entre privados”, se recusando a intervir para aliviar o sufoco das famílias, ao mesmo tempo em que a indústria e o comércio colapsam.

A “revolução liberal”, com prosperidade, prometida por Milei, se revela até aqui um desastre humano, enquanto o Brasil, alvo das acusações vazias do presidente argentino, colhe os frutos de uma política econômica consistente e em crescimento.

Os ataques de Milei à Lula e ao Brasil é a repetição da já carcomida estratégia da extrema direita, de tirar o foco dos problemas reais, criando factóides: distração. Nisso, Milei, Trump e Bolsonaro – condenado e preso – são mais que mestres.

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