“Não somos terroristas, somos vítimas do terrorismo”, diz o presidente do Irã na ONU

Este artigo comenta o discurso do presidente iraniano Massoud Pezeshkian no segundo dia da Assembleia Geral da ONU, em 23 de setembro de 2026. Pezeshkian respondeu à acusação de Trump de que o Irã seria um “estado terrorista”, afirmando que o país é vítima de terrorismo de Estado praticado pelos EUA e Israel. O texto contextualiza o discurso no marco da guerra iniciada em fevereiro, o bloqueio do Estreito de Ormuz e a posição iraniana sobre o programa nuclear.

Pepe Escobar: A Arábia Saudita, o Iêmen e o BRICS em Ascensão

A nova escalada entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen pode parecer, à primeira vista, apenas mais um capítulo da longa guerra iemenita. Mas a entrevista de Pepe Escobar ao podcast de Nina sugere uma leitura muito mais ampla: o conflito estaria expondo as transformações profundas que estão ocorrendo no equilíbrio de poder do Oriente Médio.

O ponto estratégico está na geografia. De um lado, Bab el-Mandeb, porta de entrada do Mar Vermelho. Do outro, o Estreito de Hormuz, passagem essencial para o petróleo do Golfo. Com os dois pontos sob crescente tensão, qualquer escalada regional pode produzir efeitos que ultrapassam as fronteiras do Oriente Médio.

Escobar sustenta que Mohammed bin Salman estaria enfrentando uma situação particularmente delicada porque a antiga garantia de segurança americana já não teria a mesma previsibilidade. A atual hesitação de Washington em assumir uma nova intervenção militar direta contra os houthis reforça essa percepção.

Zelensky e a Rendição Disfarçada da Ucrânia

Este artigo analisa o momento de exaustão da Ucrânia e do Ocidente diante da Rússia, com base em reportagens recentes. O texto aborda a declaração de Zelensky sobre o fim das hostilidades como sinal de rendição, a pressão dos EUA para encerrar o conflito até o inverno, a frustração de um plano terrorista ucraniano, a posição russa de não negociar sob pausa, e a admissão americana da “realidade no terreno”. O artigo conclui que o teatro político ocidental chegou ao fim, com a Rússia ditando os termos do desfecho.

Pezeshkian, os Emirados e a Verdade que Washington Não Quer que Você Ouça

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian concedeu uma entrevista à India Today em 12 de setembro de 2026, à margem da cúpula do BRICS em Nova Délhi, na qual falou sobre quem o Irã considera como seus aliados naturais — os países do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos — do que considera seu verdadeiro adversário: as bases militares americanas instaladas em solo emiradense. “Não temos problemas com os Emirados”, disse. “Temos um problema com as bases americanas nesses países, de onde atacam nosso país.” Pezeshkian descreveu os emiradenses como “irmãos” e acusou Washington de usar as bases para atacar o Irã, vender armas para fomentar divisões e explorar o petróleo regional. O encontro com o príncipe herdeiro Khaled bin Mohamed bin Zayed, o primeiro desde o início do conflito em fevereiro de 2026, sinaliza uma possível reaproximação entre Teerã e Abu Dhabi, facilitada pelo foro do BRICS. A Declaração de Nova Délhi, adotada por unanimidade, pede máxima contenção no Oriente Médio, e serve como contenção institucional para que as divergências não fraturem o bloco. Pezeshkian também defendeu o Novo Banco de Desenvolvimento como instrumento de desdolarização e de resistência ao unilateralismo americano.

Putin, o BRICS e a Nova Arquitetura Global: A Cúpula de Nova Délhi e a Reconfiguração do Poder Mundial

Na XVIII Cúpula do BRICS, em Nova Délhi, O presidente da Rússia, Vladimir Putin, apresentou números que desmontam a centralidade do G7: os países do BRICS geraram mais de 40% do PIB mundial nos últimos cinco anos, contra 29% do G7. Putin criticou o uso da coerção e destruição física pelo Ocidente para manter a sua posição e defendeu a cooperação multilateral. A cúpula também avançou na ampliação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), presidido por Dilma Rousseff, e no BRICS Pay, sistema de pagamentos em moedas locais, alternativo ao SWIFT.
Com 11 membros plenos e mais de 30 países na fila de adesão, o BRICS se consolida como o principal fórum de articulação do Sul Global, em um mundo multipolar.

FSB (Rússia) Frustra Complô Ucraniano para Assassinar Embaixador Britânico em Moscou

O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia anunciou, nesta quinta-feira (10), a detenção de um cidadão russo que trabalhava como segurança na Embaixada do Reino Unido em Moscou. Segundo a agência, ele foi recrutado pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) para coletar informações sensíveis com o objetivo de preparar um ataque contra o embaixador britânico, Nigel Casey, e outros diplomatas na capital russa.

A vantagem estratégica da China que desafia tarifas e guerras

Este artigo analisa o impressionante crescimento de 25% nas exportações chinesas no último ano — um feito que ocorre apesar das tarifas globais de Trump contra a China e os demais países. A China não apenas resistiu às perturbações geopolíticas como as transformou em vantagem estratégica, ampliando a sua presença no Sudeste Asiático, na América Latina e na África, enquanto os EUA vêem seu déficit comercial com o país asiático se aprofundar. O controle chinês sobre terras raras e o avanço em semicondutores e veículos elétricos consolidam uma nova realidade: a China venceu a guerra econômica sem disparar um único tiro.

O Cerco se Fecha sobre Kiev – Antes do Inverno se Desenha uma Humilhante Derrota para a Ucrânia

Este artigo aborda o momento crítico da guerra na Ucrânia, com os EUA pressionando Zelensky a encerrar o conflito até o inverno por motivos eleitorais. A delegação americana (Witkoff e Kushner) trouxe a Kiev condições de paz piores que as anteriores, incluindo o reconhecimento de territórios perdidos. Com a desmilitarização ucraniana em 90% e a exaustão militar e econômica do país, a Ucrânia já perdeu a guerra — restando apenas negociar os termos da derrota. O Ocidente está contra a parede, e Trump corre contra o tempo para obter uma “paz” que sirva à sua imagem política.

Gasolina a US$ 4,03 — o Preço da Guerra de Trump contra o Irã

Enquanto as campanhas para as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos esquentam, os norte-americanos enfrentam uma realidade amarga nos postos de gasolina. O preço médio nacional da gasolina deve atingir US$ 4,03 por galão no feriado do Dia do Trabalho (07 de setembro). Um escandaloso presente de Trump ao trabalhador.

O que explica essa disparada? A resposta, em grande medida, está no petróleo bruto, que voltou a ultrapassar US$ 90 por barril nesta semana, depois que novas escaramuças militares entre os EUA e o Irã reacenderam os temores da interrupção completa no abastecimento global, através Estreito de Hormuz.

José Kobori: O Pix Pode Quebrar o Sistema Mundial?

O PIX, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, emergiu como uma ameaça silenciosa à hegemonia do dólar. Desenvolvido com a participação de engenheiros formados no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o PIX expõe a obsolescência técnica do sistema SWIFT, que ainda opera com liquidações que levam dias — e que foi recentemente usado como arma política contra a Rússia. Enquanto isso, a China já opera o CIPS, o seu sistema de liquidação em yuan digital, e o BRICS avança com o BRICS Pay e a UNIT, uma unidade de conta lastreada em ouro e moedas locais. O lobby do MasterCard e da Visa contra o PIX, abraçado por Donald Trump sem que ele sequer soubesse do que se tratava, revela o desespero de uma potência que prefere atacar a concorrência a se modernizar.