Trump anunciou o fim do bloqueio naval e a abertura do Estreito de Ormuz “sem pedágio”. O Paquistão confirmou um “Acordo de Paz”, a ser assinado na sexta-feira (19) em Genebra. O Irã, no entanto, descreve o resultado de forma diferente: “O inimigo sofreu uma derrota em todos os fronts”, disse o chanceler iraniano. O acordo inclui cessar-fogo permanente (incluindo o Líbano), fim do bloqueio, negociação do fim das sanções (60 dias), e regulamentação conjunta do tráfego no Golfo Pérsico (Irã e Omã). A questão nuclear foi adiada. Trump tenta vender como vitória. O Irã já declarou a sua.
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O Show de Trump e a Guerra Contra o Irã
Enquanto o mundo observa os mísseis cruzarem o Estreito de Ormuz, Donald Trump trava uma batalha paralela: a da narrativa. De manhã, anuncia “avanços incríveis” em negociações de paz com o Irã. À tarde, ordena ataques “fortes e poderosos” em retaliação por um helicóptero abatido. O problema é que os iranianos negam qualquer acordo, os aliados árabes se veem no fogo cruzado (Kuait e Bahrein), e mais de 20.000 iranianos enfrentam o racionamento de água após ataques dos EUA a reservatórios. Este artigo disseca a estratégia caótica de Trump, que confunde aliados e alimenta um ciclo de violência, onde a mentira se tornou a principal arma de guerra.
Coronel Douglas Macgregor: A Guerra Contra o Irã à Serviço de Israel – A Vergonhosa Submissão de Trump
Neste artigo, o Coronel Douglas Macgregor, antigo conselheiro do Pentágono, fala sobre a guerra não declarada contra o Irã. Macgregor denuncia que o conflito não foi autorizado pelo Congresso nem pelo povo americano, e serve exclusivamente aos interesses expansionistas de Israel, e destruindo a economia doméstica dos EUA. As consequências para o cidadão comum são brutais: inflação descontrolada, perda do poder de compra, gasolina e alimentos a preços proibitivos. Macgregor descreve como “cada família americana paga um imposto de guerra na bomba de gasolina e no supermercado”. O artigo também revela que a “ameaça iraniana” foi uma mentira fabricada por Israel (confirmada pelo ex-analista da CIA John Kiriakou), e que Trump se submeteu ao lobby sionista (AIPAC) e ao comprometimento do arquivo Epstein.
A Escada Para o Abismo Nuclear
O artigo analisa a sequência entre o ataque em Starobelsk, atribuído por Moscou à Ucrânia, a resposta russa contra Kiev e a escalada envolvendo drones, mísseis de longo alcance, infraestrutura energética russa e o corredor báltico. A tese central é que a guerra deixou de ser apenas ucraniana e passou a envolver, de forma cada vez mais explícita, a OTAN, seus sistemas de inteligência, suas armas e seus territórios de fronteira.
O texto critica a mídia ocidental por narrar os ataques russos contra Kiev como eventos isolados, sem contextualizar os ataques ucranianos contra instalações russas, o episódio de Starobelsk e a campanha de drones em profundidade contra infraestrutura energética e industrial da Rússia. A análise também destaca que fontes ocidentais reconhecem a ampliação da campanha ucraniana de ataques profundos e as incursões de drones no espaço báltico.
O Intrincado Xadrez de Interesses e Alianças em Construção no Oriente Médio
O artigo analisa a guerra de agressão dos EUA-Israel contra o Irã não apenas pelo prisma dos danos militares, mas sobretudo pelo redesenho político e estratégico em curso no Oriente Médio. Relatórios e análises recentes indicam que os Estados Unidos sofreram perdas materiais muito maiores do que a narrativa ocidental admite, incluindo dezenas de aeronaves perdidas ou danificadas e centenas de estruturas ou equipamentos atingidos em bases americanas na região. Esses danos não são apenas militares: eles abalam a ideia de que a presença americana no Golfo representa proteção automática para seus aliados.
A tese central é que a guerra acelerou a formação de um novo xadrez regional, com Irã, Arábia Saudita, Egito, Turquia, Paquistão, China e Rússia recalculando posições. O Golfo começa a perceber que bases americanas podem ser mais passivo do que garantia. A normalização com Israel fica congelada. O Paquistão surge como mediador e corredor logístico. A China ganha centralidade sem disparar um tiro. O Estreito de Hormuz se torna instrumento de poder iraniano. O resultado é uma região ainda instável, mas cada vez menos disposta a aceitar que Washington e Tel Aviv sejam os únicos autores do roteiro.
Scott Ritter: Por Que a Palavra Americana Vale Nada?
Neste segundo artigo da série baseada na entrevista de Scott Ritter (maio de 2026), analisamos a erosão da credibilidade americana no cenário internacional. Ritter compara os Estados Unidos ao clima — imprevisível, errático e incapaz de cumprir acordos. O artigo revisita o caso JCPOA, tratado nuclear com Irã que foi assinado por Obama, cumprido pelos iranianos e rasgado por Trump com um tuíte. Examina a disfunção institucional do Congresso americano, que nunca ratifica tratados de forma confiável. Mostra como aliados históricos — Japão, Canadá, Europa, Israel — descobrem, um a um, que são descartáveis. E explica por que o mundo, diante dessa inconfiabilidade sistêmica, está se reorganizando ao redor de novas referências: BRICS, a desdolarização, diplomacia multipolar. O artigo conclui que a maior mudança não é militar nem econômica — é psicológica. O mundo perdeu a confiança nos Estados Unidos. E essa confiança não voltará.
O Império dos Espelhos: A Queda Silenciosa dos EUA no Oriente Médio
Neste artigo, analisamos a entrevista do analista em geopolítica Scott Ritter, na qual o ex-inspetor da ONU desmonta a narrativa oficial sobre o conflito no Oriente Médio. Ritter mostra que o Irã não foi enfraquecido, mas se adaptou e hoje está mais forte — com mísseis balísticos em quantidade superior à do início da guerra e drones FPV capazes de burlar o Domo de Ferro. Os Estados Unidos, por outro lado, esgotaram os seus arsenais de longo alcance e são incapazes de sustentar uma nova guerra. Trump, diagnosticado por psiquiatras como narcisista maligno, viaja à China não para ditar termos, mas para pedir ajuda. Israel perde relevância à medida que o apoio interno nos EUA despenca. O Conselho de Cooperação do Golfo está morto; os países árabes terão que aprender a conviver com o Irã como potência regional dominante. O BRICS avança na desdolarização, ainda que sem substituto imediato para o dólar. O artigo conclui que o império americano não está sendo destruído por inimigos externos, mas por sua própria incapacidade de honrar acordos e enxergar a realidade. Leia a análise completa e entenda as raízes dessa mudança histórica.
Pepe Escobar: Trump Foi à China Prestar Tributo
Trump foi à China não para impor uma agenda, mas para buscar espaço numa nova realidade geopolítica. Na leitura de Pepe Escobar, a visita revelou o esgotamento da estratégia americana de contenção e o fortalecimento da posição chinesa como centro decisório da economia global. Com CEOs, banqueiros e executivos na comitiva, os EUA foram a Pequim pedir negócios e concessões, enquanto Xi Jinping manteve a linha: parceria, sim; submissão, não. A cena resumiu uma virada histórica em que a China já não aceita ser tratada como periferia do sistema.
MEARSHEIMER: “Os EUA Depreciam a Inteligência Iraniana. A História Mostra que o Poder Aéreo Sozinho Não Derruba Regimes.”
John Mearsheimer critica a arrogância americana: “Quando você ouve Trump e Hegseth, eles falam dos iranianos como se fossem idiotas, e nós, os gênios estratégicos. Eu acho que isso não é o caso.” O professor lembra que o poder aéreo sozinho nunca derrubou um regime — nem o bombardeio de Tóquio em 1945, que matou mais pessoas, em uma noite, do que as bombas atômicas. Os japoneses só se renderam quando a União Soviética entrou na guerra. “O registro histórico é notavelmente claro: é difícil, se não impossível, conseguir mudança de regime usando apenas o poder aéreo.” Mearsheimer também adverte que os estoques de mísseis de defesa estão se esgotando, e que a cada dia a capacidade americana e israelense de abater mísseis iranianos diminui. “Os iranianos têm um sério conjunto de opções militares contra nós.”
A TRÍADE DA DISSUASÃO: O Irã Já Tem a Bomba? Jiang, Postol e Mearsheimer Convergem para o Mesmo Alerta
Três analistas independentes convergem para a mesma conclusão: o Irã alcançou, ou está prestes a alcançar, a dissuasão nuclear. Jiang Xueqin, o “Nostradamus chinês”, afirma que o Irã já possui 3 a 5 ogivas completas, com ajuda da Coreia do Norte. Theodore Postol, cientista do MIT, confirma que o Irã tem urânio para enriquecer e fabricar até 20 ogivas em semanas. John Mearsheimer postula que, diante da ameaça existencial de Israel e dos EUA, a dissuasão nuclear é um direito do Irã. Jiang descreve o dilema de Washington: atacar o Irã agora significa arriscar uma guerra nuclear que pode exterminar Israel. Postol demonstra que as defesas israelenses estão em frangalhos — radares destruídos, sistemas ineficazes. Mearsheimer lembra que a fatwa de Khamenei foi sepultada com o líder. O pesadelo de Netanyahu — um Irã nuclear — não é mais especulação. É análise.