Em entrevista ao Dialogue Works, o embaixador Chas Freeman analisa a guerra deflagrada por EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro de 2026. Segundo ele, o plano foi costurado por Netanyahu e Trump em dezembro de 2025, ignorando alertas do Pentágono. A morte do aiatolá Khamenei, que era contra a bomba atômica, removeu o principal obstáculo à nuclearização iraniana. Freeman descreve a estratégia iraniana de exaustão (“rope-a-dope”): usar mísseis baratos para esgotar os caros interceptadores americanos e israelenses, enquanto guarda o melhor arsenal para o momento decisivo.
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A Farsa Trumpista, o Massacre no Irã e o Cheiro de Derrota que Vem do Deserto
O que vimos nas últimas semanas, saindo da boca de Donald Trump e ecoando nos corredores do poder em Washington, não foi um plano de governo, mas sim a confissão de uma cleptocracia em seu estertor mais belicoso.
O cenário é aquele que os profetas do caos sempre desejaram: o Oriente Médio em chamas, o sangue de crianças ainda fresco nos escombros de uma escola no Irã, e os Estados Unidos, outrora farol de uma ordem internacional – por mais imperfeita que fosse- , rebaixados à condição de pária, sócios menores de um projeto de extermínio liderado por Benjamin Netanyahu.
Netanyahu/Trump x Irã: As Narrativas e o Espetáculo Grotesco de um Ataque sem Justificativa
O mundo acordou hoje, 28 de fevereiro de 2026, com a notícia de que Israel e os EUA lançaram um “ataque preventivo” contra o Irã. Mas a resposta iraniana foi imediata e devastadora, expondo a fragilidade da narrativa ocidental.
O Irã lançou a Operação “Promessa Verdadeira 4”, atingindo 14 bases militares dos EUA no Oriente Médio, incluindo a sede da Quinta Frota no Bahrein e a maior base do CENTCOM no Qatar. Em Israel, o sistema Domo de Ferro se mostrou ineficaz, com mísseis atingindo Tel Aviv e Haifa. A peça central da retaliação foi o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo global, paralisando a economia mundial.
O Precipício Anunciado: Ataque ao Irã Ignora Alertas e Coloca o Mundo Em Risco
Neste 28 de fevereiro de 2026, a aliança EUA-Israel lançou um ataque surpresa contra o Irã, contrariando todas as análises políticas sérias que apontavam para o desastre eleitoral e estratégico dessa ação. A decisão, fortemente influenciada pelo lobby sionista, ignora que Trump enfrenta um ambiente político doméstico hostil e que um novo conflito no Oriente Médio seria sua sentença de morte nas urnas de novembro.
O Blefe de Trump e a Realpolitik da Interdependência nos Negócios
A tensão entre EUA e Irã atingiu um novo patamar, com uma massiva mobilização militar americana (porta-aviões, destróieres, submarinos) no Oriente Médio contrastando com negociações diplomáticas em Genebra. O artigo argumenta que a postura do presidente Trump é um blefe estratégico: a imensa força militar serve como ferramenta de pressão para forçar um acordo, e não como prelúdio de guerra, dado o alto custo de um conflito com o Irã, que possui mísseis capazes de fechar o Estreito de Ormuz e conta com o apoio de exercícios navais ao lado de Rússia e China. A análise é reforçada pelo ultimato de 10 a 15 dias dado por Trump para um acordo, um prazo incompatível com um ataque surpresa.