MEARSHEIMER: “Os EUA Depreciam a Inteligência Iraniana. A História Mostra que o Poder Aéreo Sozinho Não Derruba Regimes.”

John Mearsheimer critica a arrogância americana: “Quando você ouve Trump e Hegseth, eles falam dos iranianos como se fossem idiotas, e nós, os gênios estratégicos. Eu acho que isso não é o caso.” O professor lembra que o poder aéreo sozinho nunca derrubou um regime — nem o bombardeio de Tóquio em 1945, que matou mais pessoas, em uma noite, do que as bombas atômicas. Os japoneses só se renderam quando a União Soviética entrou na guerra. “O registro histórico é notavelmente claro: é difícil, se não impossível, conseguir mudança de regime usando apenas o poder aéreo.” Mearsheimer também adverte que os estoques de mísseis de defesa estão se esgotando, e que a cada dia a capacidade americana e israelense de abater mísseis iranianos diminui. “Os iranianos têm um sério conjunto de opções militares contra nós.”

A TRÍADE DA DISSUASÃO: O Irã Já Tem a Bomba? Jiang, Postol e Mearsheimer Convergem para o Mesmo Alerta

Três analistas independentes convergem para a mesma conclusão: o Irã alcançou, ou está prestes a alcançar, a dissuasão nuclear. Jiang Xueqin, o “Nostradamus chinês”, afirma que o Irã já possui 3 a 5 ogivas completas, com ajuda da Coreia do Norte. Theodore Postol, cientista do MIT, confirma que o Irã tem urânio para enriquecer e fabricar até 20 ogivas em semanas. John Mearsheimer postula que, diante da ameaça existencial de Israel e dos EUA, a dissuasão nuclear é um direito do Irã. Jiang descreve o dilema de Washington: atacar o Irã agora significa arriscar uma guerra nuclear que pode exterminar Israel. Postol demonstra que as defesas israelenses estão em frangalhos — radares destruídos, sistemas ineficazes. Mearsheimer lembra que a fatwa de Khamenei foi sepultada com o líder. O pesadelo de Netanyahu — um Irã nuclear — não é mais especulação. É análise.

FIM DO “PROJETO LIBERDADE”: Trump Humilha os EUA

Menos de 48 horas após o anúncio do “Projeto Liberdade” — a operação naval que escoltaria navios através do Estreito de Ormuz — Trump cancelou a missão e declarou vitória. O tenente-coronel Daniel Davis comentou: “Não se passaram nem 48 horas. Trump já encerrou o projeto, declarando-o um sucesso, embora seja óbvio que nenhum sucesso foi alcançado.” O cancelamento confirma o que o PolitikBr publicou ontem: o confronto no estreito — com mísseis iranianos disparados contra um contratorpedeiro americano — foi uma derrota humilhante. Trump recorre à sua única estratégia restante: a mentira.

O IMPASSE DE ORMUZ: Irã Expulsa Contratorpedeiro de Ormuz com “Tiros de Advertência”. Trump Nega — Quem Mente?

O Irã divulgou imagens do IRGC mostrando mísseis, foguetes e drones sendo lançados, como alerta, contra um contratorpedeiro americano que tentava forçar a passagem pelo Estreito de Ormuz. Teerã afirma que os navios ignoraram avisos repetidos. Washington nega: “Nenhum navio foi atacado”. O chanceler iraniano, Esmaeil Baghaei, advertiu: “Repetindo os erros, os EUA só se enredam no seu próprio pântano”. O confronto expõe a fragilidade do cessar-fogo e a profundidade do impasse. Os EUA não podem vencer militarmente; e o Irã não quer escalar.

KIRIAKOU: “Trump Ignorou a CIA e Seguiu as Ordens de Israel”

Ex-agente da CIA e denunciante revela a Tucker Carlson que a inteligência americana não viu ameaça no Irã. “As pessoas com quem falo na agência dizem especificamente que não.” A decisão de Trump de atacar foi baseada em informações israelenses. E a pergunta que fica é: por que um presidente acredita em uma agência estrangeira em vez da sua própria?

MEARSHEIMER: “Trump Foi Enganado por Netanyahu e pelo Mossad. A Estratégia era Fadada ao Fracasso.”

Em entrevista ao Juiz Andrew Napolitano, John Mearsheimer afirmou que a estratégia de guerra contra o Irã — uma campanha de “choque e pavor” baseada na decapitação do regime — era “fadada ao fracasso”. “Não há registro histórico de uma campanha aérea, por si só, ter derrubado um regime”, disse. Praticamente todos os conselheiros de Trump alertaram contra a ideia, mas o presidente foi enganado por Netanyahu e pelo chefe do Mossad, David Barnea. O general Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, alertou que os EUA não tinham capacidade e que esgotariam o seu arsenal — e é exatamente onde estamos. O Irã apresentou uma nova proposta de três pontos: paz primeiro, depois Ormuz, depois o nuclear. O tempo está a favor do Irã. Mearsheimer alertou para a possibilidade de Israel usar armas nucleares contra o Irã — e de a Rússia fazer o mesmo na Ucrânia. “O futuro é sombrio”, concluiu.

O Desmoronamento da Fantasia: Como a Guerra de Trump Expôs a Fragilidade Americana

A narrativa de uma vitória fácil e da “destruição” total do Irã promovida pela administração Trump ruiu. Um relatório da NBC News, confirmado por outras fontes, revela que o Irã causou danos estimados, de forma conservadora, provavelmente falsa, em US$ 5 bilhões às bases americanas em sete países do Golfo, incluindo a destruição de radares de ponta e o bombardeio de uma base no Kuwait por um caça F-5 iraniano – um feito militar sem precedentes em anos.

A guerra de 40 dias, que custa US$ 1 bilhão por dia, já consumiu mais de 1.000 mísseis Tomahawk e até 2.000 interceptadores, e o Pentágono precisará de até seis anos para reabastecer seus arsenais. Enquanto isso, o chanceler iraniano se reúne com Putin na Rússia em busca de apoio, e os países do Golfo repensam a presença de bases americanas em seus territórios, que os tornaram alvos.

A DEMOGRAFIA E A “GRANDE ISRAEL”: Israel Sangra em População e Economia Enquanto Netanyahu Persegue um Sonho

Milhares de israelenses protestaram em Tel Aviv contra Netanyahu, exigindo eleições antecipadas e uma política de paz. Paralelamente, dados oficiais mostram emigração líquida recorde: mais israelenses estão deixando o país do que retornando. A idade média dos emigrantes é de 31 anos — jovens qualificados estão fugindo. A fuga de cérebros duplicou desde o início da guerra, com mais de 3.500 cientistas e pesquisadores deixando Israel. A economia está em frangalhos: danos bilionários à infraestrutura, gastos militares astronômicos; a reconstrução do país exigirá bilhões. A longo prazo, a questão demográfica é inexorável: a população árabe e palestina cresce mais rápido do que a judaica israelense. O expansionismo que começou em 1948 pode estar destruindo o próprio Estado que pretende se expandir à custa de genocídios e limpeza étnica dos vizinhos.

MIGUEL NICOLELIS: A “Brain Net” do Americano em Frangalhos e o Risco de Convulsão e Desintegração dos EUA

O neurocientista brasileiro, 37 anos nos EUA, testemunha a fragmentação de uma sociedade que perdeu a confiança em si mesma. A guerra contra o Irã é apenas o sintoma. A doença é mais profunda: a falência moral e econômica, o fim do sonho americano, e o risco real de uma nova guerra civil e fragmentação.

TRUMP, SHUT UP. O Mundo Manda Trump Calar a Boca

O Irã divulgou um vídeo de IA ridicularizando Trump, com a legenda “Trump, cala a boca”. Enquanto isso, as pesquisas mostram 67% de desaprovação à gestão Trump, 76% de desaprovação ao manejo do custo de vida, e 21% dos republicanos já querem seu impeachment. Tucker Carlson se voltou contra Trump, dizendo “somos cúmplices disso”. Marjorie Taylor Greene revelou que, quando seu filho foi ameaçado, Trump respondeu por mensagem: “Ele merece. É sua culpa.” Victor Hugo escreveu: “A queda é a fornalha, a decadência é o fogo lento.” Trump está no fogo lento. O mundo, os americanos, seus próprios aliados — todos mandam que ele cale a boca.