Lula: Trump é Bem Melhor na Relação Política do que a Assessoria

Neste artigo analisamos as declarações de Lula sobre sua recente conversa com Donald Trump, destacando o contraste apontado pelo presidente brasileiro entre a postura direta e cordial de Trump e as ações consideradas agressivas de setores de sua administração. Também abordamos as tarifas impostas ao Brasil, suas justificativas, a retomada das negociações comerciais, a questão dos minerais críticos e a necessidade de o Brasil defender sua soberania sem abandonar a diplomacia.

Trump contra Carney: o Canadá finalmente diz não a Washington. E o Brasil?

Este artigo do PolitikBr comenta a decisão do Canadá de retaliar as tarifas de 50% impostas pelos EUA, sob a liderança firme de Mark Carney. O texto contrasta a postura canadense com a cautela do governo Lula no Brasil, que iniciou um processo de reciprocidade, mas ainda não agiu com a mesma ousadia. O artigo defende que o Brasil deveria seguir o exemplo canadense e retaliar abertamente, utilizando a sua Lei de Reciprocidade Econômica, e que a passividade só encoraja novas pressões dos EUA. A análise conclui que a atitude de Carney serve de modelo para todos os países que sofrem coerção econômica.

Trump afasta aliados — e a Coreia do Sul começa a caminhar com as próprias pernas

A análise mostra como a política errática de Donald Trump está pressionando aliados históricos dos Estados Unidos a reconsiderarem a sua dependência em relação à Washington. A decisão de reduzir os exercícios militares com a Coreia do Sul, motivada também pela recusa de Seul em participar da guerra contra o Irã, fortalece o argumento sul-coreano em favor da recuperação do controle operacional de suas forças armadas. `
Embora esse processo seja anterior Trump, a atual instabilidade da política americana pode acelerá-lo. O resultado paradoxal pode ser uma Coreia do Sul mais autônoma — e, por extensão, uma Ásia cada vez menos dependente da liderança militar americana.

A Privataria 2.0: O Sangradouro do Patrimônio Nacional e a Dança dos Bilhões

Este artigo examina o fenômeno da “privataria” – a entrega aviltada de patrimônio público à grupos privados – desde as suas origens na privatização da Vale no governo do ex-presidente liberal Fernando Henrique Cardoso (FHC)., até os seus desdobramentos nos governos Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, em São Paulo. O texto analisa a venda da BR Distribuidora, da Liquigás, da refinaria Landulpho Alves e da Eletrobras, por frações de seu valor real, destacando as perdas para a soberania nacional e os indícios de corrupção e favorecimento. O artigo aborda também os movimentos atuais pela reestatização e a luta para reverter esse ciclo de dilapidação do patrimônio público.

O Tribunal Penal Internacional e a Hipocrisia dos EUA

A administração Trump declarou o Tribunal Penal Internacional (TPI) uma organização ilegítima, em mais um capítulo da histórica rejeição americana a uma justiça internacional que não controla. A hipocrisia se revela na seletividade: o TPI foi legítimo quando emitiu mandado contra Putin (2023), mas se tornou “ilegítimo” quando fez o mesmo contra Netanyahu (2024). A ordem executiva de Trump, de fevereiro de 2025, impôs sanções ao tribunal e a quem coopere com ele, numa tentativa de proteger aliados e garantir impunidade. O caso de Bolsonaro, acusado de genocídio indígena no TPI e até hoje não julgado, ilustra a seletividade do sistema. O que Washington não tolera é que os seus cidadãos, ou os seus principais aliados, sejam responsabilizados por tribunais que não controlam.

A Tentativa de Trump de Subverter as Eleições de 2026 no Brasil, as Sanções e a Resposta da Soberania

Enquanto os EUA investigam obsessivamente supostas interferências da China e da Rússia em suas eleições, Donald Trump tenta abertamente subverter as eleições brasileiras de 2026, impondo sanções de 25% e 12,5% para favorecer Flávio Bolsonaro. O candidato ungido por Washington é um Senador que, segundo Bob Fernandes, “seria condenado à morte ou à prisão perpétua” se fosse americano, e classificado por Reinaldo Azevedo como “entreguista”. O ataque ao Pix revela o desejo americano de sabotar um sistema público eficiente para favorecer Visa e Mastercard. A negativa de vistos do Itamaraty à dois agentes do Departamento de Estado, que pretendiam questionar a lisura eleitoral das urnas e do sistema eletrônico de votação brasileiro, expôs a hipocrisia imperial. Enquanto o Canadá, a China e União Europeia retaliaram as novas tarifas americanas, o Brasil se mantém soberano diante da chantagem.

Combustível, Soberania e Lucro: A Geopolítica do Preço na Bomba – Caso Brasil e Estados Unidos

Este artigo compara a resposta do governo Lula à crise dos preços dos combustíveis, deflagrada pela guerra no Oriente Médio, com a postura do governo Trump nos EUA. Enquanto o Brasil, usando o controle majoritário da Petrobras (50,26% das ações), implementou subsídios via devolução de tributos, utilizando os royalties e dividendos extraordinários para “segurar” o preço na bomba, os EUA sofreram um impacto inflacionário severo, com preços da energia disparando. O texto argumenta que a presença do Estado como controlador de setores-chave é vital para amortecer choques, ao passo que a lógica privada prioriza o lucro, como visto na recusa de grandes distribuidoras em aderir aos subsídios brasileiros. Critica-se a agenda privatista de inspiração neoliberal, destacando que a Europa tem reestatizado serviços essenciais (como água e esgoto) após perceberem aumentos abusivos e falhas na modelagem, enquanto o Brasil insiste no caminho oposto, arriscando perder sua capacidade de proteger o cidadão.

Opinião: A Subserviência de Flávio Bolsonaro e a Cobiça dos EUA pelo Pix Desenham o Novo Tarifaço

Flávio Bolsonaro e o Preço da subserviência
A troca de cartas entre Flávio Bolsonaro e Marco Rubio expôs a subserviência aos EUA do candidato da extrema direita à presidência do Brasil, em 2026. A motivação central do “tarifaço” americano é econômica: a ameaça que o Pix representa para as empresas de cartão de crédito dos EUA. Em sua carta, Flávio Bolsonaro não apenas pediu a suspensão das tarifas – do qual ele é acusado de ir aos EUA negociar, em caso de derrota – como ofereceu uma “equipe de transição” a Trump, caso fosse eleito, um ato de submissão e interferência inaceitável. A resposta de Rubio, ao mesmo tempo que agradeceu o apoio, e chamou a oferta de “generosa”, foi implacável quanto às tarifas, listando o Pix e outras “diferenças substanciais” como motivos para a investigação . O governo Lula, em contrapartida, busca uma negociação diplomática técnica, mantendo a dignidade do país. O episódio mostra a degradação da política externa brasileira e a defesa do interesse nacional sendo trocada por vantagens eleitorais, enquanto a soberania do país é colocada em risco.

O Direito à Dissuasão Nuclear: Por que o Argumento de Mearsheimer para o Irã é um Alerta para o Brasil

Neste artigo, partimos da análise do Professor John Mearsheimer sobre o direito do Irã à dissuasão nuclear para abrir uma discussão incômoda e necessária: em um mundo onde Estados Unidos e Israel se comportam como potências acima da lei, violando soberanias e ameaçando nações com armas de destruição em massa, faz sentido que países como o Brasil mantenham-se amarrados a tratados de não proliferação assinados de boa-fé com potências que demonstram diariamente sua má-fé?

A anistia como arma geopolítica: a nova jogada de Caracas no xadrez da legitimidade

O anúncio de uma anistia geral pelo governo interino venezuelano não é um gesto de fraqueza, mas uma jogada geopolítica calculada. Ao fechar o Helicoide e prometer a libertação de presos políticos, Caracas tenta desmontar a principal justificativa moral dos Estados Unidos para a intervenção, reposicionando-se como agente soberano em busca de legitimidade internacional. Trata-se de uma ofensiva diplomática que expõe as contradições da retórica imperial em um mundo cada vez mais multipolar.