Discurso Hipócrita:”NOSSO SENADOR” Flávio Bolsonaro e o Dinheiro Público na Mão de Miliciano

Este artigo analisa a reportagem da revista Piauí que revela o envio de R$ 200 mil em emenda parlamentar por Flávio Bolsonaro a pedido do miliciano Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”, condenado como braço operacional dos irmãos Brazão e fornecedor da arma que matou a vereadora Marielle Franco, uma das mais combativas contra a relação promíscua entre as milícias e o legislativo do Rio de Janeiro. O texto contextualiza o episódio no histórico de proximidade da família Bolsonaro com as milícias, na contradição de denunciar o PCC e o CV como terroristas, enquanto se sabe que hoje as estruturas ligadas ao crime organizado – milícias -, também negociam drogas, competindo com o tráfico e coagindo as populações nas áreas que dominam.

Pezeshkian, os Emirados e a Verdade que Washington Não Quer que Você Ouça

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian concedeu uma entrevista à India Today em 12 de setembro de 2026, à margem da cúpula do BRICS em Nova Délhi, na qual falou sobre quem o Irã considera como seus aliados naturais — os países do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos — do que considera seu verdadeiro adversário: as bases militares americanas instaladas em solo emiradense. “Não temos problemas com os Emirados”, disse. “Temos um problema com as bases americanas nesses países, de onde atacam nosso país.” Pezeshkian descreveu os emiradenses como “irmãos” e acusou Washington de usar as bases para atacar o Irã, vender armas para fomentar divisões e explorar o petróleo regional. O encontro com o príncipe herdeiro Khaled bin Mohamed bin Zayed, o primeiro desde o início do conflito em fevereiro de 2026, sinaliza uma possível reaproximação entre Teerã e Abu Dhabi, facilitada pelo foro do BRICS. A Declaração de Nova Délhi, adotada por unanimidade, pede máxima contenção no Oriente Médio, e serve como contenção institucional para que as divergências não fraturem o bloco. Pezeshkian também defendeu o Novo Banco de Desenvolvimento como instrumento de desdolarização e de resistência ao unilateralismo americano.

Lula: Trump é Bem Melhor na Relação Política do que a Assessoria

Neste artigo analisamos as declarações de Lula sobre sua recente conversa com Donald Trump, destacando o contraste apontado pelo presidente brasileiro entre a postura direta e cordial de Trump e as ações consideradas agressivas de setores de sua administração. Também abordamos as tarifas impostas ao Brasil, suas justificativas, a retomada das negociações comerciais, a questão dos minerais críticos e a necessidade de o Brasil defender sua soberania sem abandonar a diplomacia.

Trump contra Carney: o Canadá finalmente diz não a Washington. E o Brasil?

Este artigo do PolitikBr comenta a decisão do Canadá de retaliar as tarifas de 50% impostas pelos EUA, sob a liderança firme de Mark Carney. O texto contrasta a postura canadense com a cautela do governo Lula no Brasil, que iniciou um processo de reciprocidade, mas ainda não agiu com a mesma ousadia. O artigo defende que o Brasil deveria seguir o exemplo canadense e retaliar abertamente, utilizando a sua Lei de Reciprocidade Econômica, e que a passividade só encoraja novas pressões dos EUA. A análise conclui que a atitude de Carney serve de modelo para todos os países que sofrem coerção econômica.

Trump afasta aliados — e a Coreia do Sul começa a caminhar com as próprias pernas

A análise mostra como a política errática de Donald Trump está pressionando aliados históricos dos Estados Unidos a reconsiderarem a sua dependência em relação à Washington. A decisão de reduzir os exercícios militares com a Coreia do Sul, motivada também pela recusa de Seul em participar da guerra contra o Irã, fortalece o argumento sul-coreano em favor da recuperação do controle operacional de suas forças armadas. `
Embora esse processo seja anterior Trump, a atual instabilidade da política americana pode acelerá-lo. O resultado paradoxal pode ser uma Coreia do Sul mais autônoma — e, por extensão, uma Ásia cada vez menos dependente da liderança militar americana.

A Privataria 2.0: O Sangradouro do Patrimônio Nacional e a Dança dos Bilhões

Este artigo examina o fenômeno da “privataria” – a entrega aviltada de patrimônio público à grupos privados – desde as suas origens na privatização da Vale no governo do ex-presidente liberal Fernando Henrique Cardoso (FHC)., até os seus desdobramentos nos governos Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, em São Paulo. O texto analisa a venda da BR Distribuidora, da Liquigás, da refinaria Landulpho Alves e da Eletrobras, por frações de seu valor real, destacando as perdas para a soberania nacional e os indícios de corrupção e favorecimento. O artigo aborda também os movimentos atuais pela reestatização e a luta para reverter esse ciclo de dilapidação do patrimônio público.

O Tribunal Penal Internacional e a Hipocrisia dos EUA

A administração Trump declarou o Tribunal Penal Internacional (TPI) uma organização ilegítima, em mais um capítulo da histórica rejeição americana a uma justiça internacional que não controla. A hipocrisia se revela na seletividade: o TPI foi legítimo quando emitiu mandado contra Putin (2023), mas se tornou “ilegítimo” quando fez o mesmo contra Netanyahu (2024). A ordem executiva de Trump, de fevereiro de 2025, impôs sanções ao tribunal e a quem coopere com ele, numa tentativa de proteger aliados e garantir impunidade. O caso de Bolsonaro, acusado de genocídio indígena no TPI e até hoje não julgado, ilustra a seletividade do sistema. O que Washington não tolera é que os seus cidadãos, ou os seus principais aliados, sejam responsabilizados por tribunais que não controlam.

A Tentativa de Trump de Subverter as Eleições de 2026 no Brasil, as Sanções e a Resposta da Soberania

Enquanto os EUA investigam obsessivamente supostas interferências da China e da Rússia em suas eleições, Donald Trump tenta abertamente subverter as eleições brasileiras de 2026, impondo sanções de 25% e 12,5% para favorecer Flávio Bolsonaro. O candidato ungido por Washington é um Senador que, segundo Bob Fernandes, “seria condenado à morte ou à prisão perpétua” se fosse americano, e classificado por Reinaldo Azevedo como “entreguista”. O ataque ao Pix revela o desejo americano de sabotar um sistema público eficiente para favorecer Visa e Mastercard. A negativa de vistos do Itamaraty à dois agentes do Departamento de Estado, que pretendiam questionar a lisura eleitoral das urnas e do sistema eletrônico de votação brasileiro, expôs a hipocrisia imperial. Enquanto o Canadá, a China e União Europeia retaliaram as novas tarifas americanas, o Brasil se mantém soberano diante da chantagem.

Combustível, Soberania e Lucro: A Geopolítica do Preço na Bomba – Caso Brasil e Estados Unidos

Este artigo compara a resposta do governo Lula à crise dos preços dos combustíveis, deflagrada pela guerra no Oriente Médio, com a postura do governo Trump nos EUA. Enquanto o Brasil, usando o controle majoritário da Petrobras (50,26% das ações), implementou subsídios via devolução de tributos, utilizando os royalties e dividendos extraordinários para “segurar” o preço na bomba, os EUA sofreram um impacto inflacionário severo, com preços da energia disparando. O texto argumenta que a presença do Estado como controlador de setores-chave é vital para amortecer choques, ao passo que a lógica privada prioriza o lucro, como visto na recusa de grandes distribuidoras em aderir aos subsídios brasileiros. Critica-se a agenda privatista de inspiração neoliberal, destacando que a Europa tem reestatizado serviços essenciais (como água e esgoto) após perceberem aumentos abusivos e falhas na modelagem, enquanto o Brasil insiste no caminho oposto, arriscando perder sua capacidade de proteger o cidadão.

Opinião: A Subserviência de Flávio Bolsonaro e a Cobiça dos EUA pelo Pix Desenham o Novo Tarifaço

Flávio Bolsonaro e o Preço da subserviência
A troca de cartas entre Flávio Bolsonaro e Marco Rubio expôs a subserviência aos EUA do candidato da extrema direita à presidência do Brasil, em 2026. A motivação central do “tarifaço” americano é econômica: a ameaça que o Pix representa para as empresas de cartão de crédito dos EUA. Em sua carta, Flávio Bolsonaro não apenas pediu a suspensão das tarifas – do qual ele é acusado de ir aos EUA negociar, em caso de derrota – como ofereceu uma “equipe de transição” a Trump, caso fosse eleito, um ato de submissão e interferência inaceitável. A resposta de Rubio, ao mesmo tempo que agradeceu o apoio, e chamou a oferta de “generosa”, foi implacável quanto às tarifas, listando o Pix e outras “diferenças substanciais” como motivos para a investigação . O governo Lula, em contrapartida, busca uma negociação diplomática técnica, mantendo a dignidade do país. O episódio mostra a degradação da política externa brasileira e a defesa do interesse nacional sendo trocada por vantagens eleitorais, enquanto a soberania do país é colocada em risco.