André Mendonça – O Terrivelmente Evangélico: Os Supostos Vícios da Atuação do Ministro Podem Levar à Anulação de Todos os Processos dos Casos INSS e Master

Este artigo da série “André Mendonça – O Terrivelmente Evangélico” detalha como a “atuação anômala” do ministro, apontada pela Polícia Federal, abriu caminho para uma enxurrada de pedidos de anulação e suspeição nos casos do INSS e do Banco Master. As revelações da jornalista Daniela Lima, do UOL, indicam que o ministro pode ter participado ativamente de negociações de delação premiada e que o afastamento do diretor-geral da PF pode ter sido um embaraço à Operação Dark Horse. A crise institucional no STF se aprofunda, com o presidente Edson Fachin estudando retirar os casos das mãos de Mendonça. O custo final pode ser o naufrágio de duas das maiores investigações de corrupção do país.

Eleições Brasil: A Matemática Eleitoral que dá 8,5 milhões de Votos a Mais à Lula Sobre Flávio

Com base na ponderação das pesquisas da Quaest em 25 estados e no DF, realizada pela Tribuna Norte-Leste com auxílio de IA, consolidamos os números e apresentamos uma análise crítica dos resultados regionais e nacionais. O artigo destaca a vantagem de 8,5 milhões de votos de Lula sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno, o domínio regional de cada candidato, o peso dos indecisos e o contexto geopolítico que pode influenciar o pleito de 2026.

Não é patrocínio: PF apura corrupção com dinheiro de Vorcaro para “Dark Horse”

Artigo do tipo “Rapidinha” do PolitikBr sobre o caso “Dark Horse” envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O STF, por meio dos ministros André Mendonça e Flávio Dino, autorizou a Polícia Federal a investigar o repasse de R$ 61 milhões (US$ 12 milhões) de R$ 134 milhões (US$ 27 milhões) pedidos pelo senador e candidato à eleição presidencial de 2026, o que agrava o contexto e força o senador a parar de se esquivar e responder ás perguntas que o eleitor quer saber: onde foram parar os R$ 61 milhões?

BrainNet: Como um “Vírus Mental” Pode Controlar Milhões de Cérebros

Há ideias que parecem ficção científica até percebermos que parte delas já está sendo demonstrada em laboratório.
Em uma nova entrevista, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis apresenta uma dessas ideias: a possibilidade de que cérebros humanos individuais, quando submetidos simultaneamente à determinadas informações, possam formar uma espécie de “supraestrutura cerebral” coletiva — uma Brainet.
E o conceito vai muito além da tecnologia.
Ele toca em uma questão incômoda: até que ponto aquilo que pensamos ser uma decisão individual é, na realidade, produto de uma informação compartilhada por milhões de cérebros ao mesmo tempo?

A Síndrome do Espectador e a Arquitetura da Estupidez: Por Que a Esquerda se Recusa a Lutar nas Trincheiras Digitais?

A esquerda progressista brasileira enfrenta um paradoxo crítico: enquanto as pesquisas eleitorais mostram Lula com vantagem confortável sobre Flávio Bolsonaro, a batalha digital está sendo perdida de forma avassaladora. Dados do Datafolha e da Quaest confirmam a liderança do petista, mas o engajamento em redes sociais revela um eleitorado de direita muito mais mobilizado, transformando o algoritmo em uma trincheira.

Estudos longitudinais britânicos (N > 15.000) demonstram que crianças com menor capacidade cognitiva na infância têm maior probabilidade de adotar ideologias de direita, caracterizadas por autoritarismo e menor abertura ao novo, enquanto a inteligência infantil se correlaciona com visões socialmente liberais na vida adulta. Além disso, pesquisas sobre algoritmos mostram que plataformas como TikTok e X amplificam desproporcionalmente conteúdo de direita (58% do total), mesmo quando o usuário sinaliza interesse oposto. A “estupidez” definida por Cipolla — ação que prejudica os outros sem beneficiar o agente — encontra nos algoritmos um amplificador poderoso.

O problema central é a “síndrome do espectador” da esquerda, que prefere o debate racional e a análise acadêmica à militância digital agressiva e simplificadora. Enquanto a direita se apropria de memes e narrativas emotivas, a esquerda menospreza a guerra cultural, confiando que a verdade factual e as crises internas da direita, como o conflito Flávio-Michelle, garantirão a vitória. A inação digital, no entanto, não é um traço genético imutável, mas uma escolha estratégica que pode custar a eleição, pois constrói a percepção de que o bolsonarismo é o movimento vivo e vencedor, atraindo o eleitor indeciso.

Combustível, Soberania e Lucro: A Geopolítica do Preço na Bomba – Caso Brasil e Estados Unidos

Este artigo compara a resposta do governo Lula à crise dos preços dos combustíveis, deflagrada pela guerra no Oriente Médio, com a postura do governo Trump nos EUA. Enquanto o Brasil, usando o controle majoritário da Petrobras (50,26% das ações), implementou subsídios via devolução de tributos, utilizando os royalties e dividendos extraordinários para “segurar” o preço na bomba, os EUA sofreram um impacto inflacionário severo, com preços da energia disparando. O texto argumenta que a presença do Estado como controlador de setores-chave é vital para amortecer choques, ao passo que a lógica privada prioriza o lucro, como visto na recusa de grandes distribuidoras em aderir aos subsídios brasileiros. Critica-se a agenda privatista de inspiração neoliberal, destacando que a Europa tem reestatizado serviços essenciais (como água e esgoto) após perceberem aumentos abusivos e falhas na modelagem, enquanto o Brasil insiste no caminho oposto, arriscando perder sua capacidade de proteger o cidadão.

Bolsonaro e a novela das escolhas

A vida política de Jair Bolsonaro e de sua família poderia ter tomado rumos muito diferentes. O que vemos hoje — um ex-presidente condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão, sendo 24 anos e 9 meses de reclusão e os outros 2 anos e 6 meses de detenção, além de 124 dias-multa de dois salários mínimos; desmoralizado perante a história.