A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Transparência contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), pastor da Assembleia de Deus Ministério Madureira e aliado próximo do ministro André Mendonça. A investigação apura os supostos crimes de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Cezinha, que não é advogado, vendia acesso a gabinetes de ministros do STF, STJ e TSE. O modus operandi envolvia a advogada Mariângela Fialek (“Tuca”), que captava clientes e redigia peças processuais, e a esposa do deputado, Valéria Rodrigues Linhares, que assinava contratos de honorários. Valores chegavam a R$ 2 milhões por “taxa de sucesso”.
O caso ganhou destaque com a apreensão de R$ 510 mil em dinheiro vivo na bagagem de Valéria no aeroporto de Congonhas. O advogado que a socorreu foi Daniel Bialski, o mesmo que defende Daniel Vorcaro — o banqueiro do Banco Master que Cezinha levou a um encontro secreto com André Mendonça no Instituto Iter, em março de 2025.
A operação, autorizada por Flávio Dino, ocorre na véspera do julgamento sobre a conduta de Alexandre de Moraes.
A PF ressalva que não há indícios de participação de magistrados nos crimes. O que se investiga é a mercancia da influência — a venda, por Cezinha, da promessa de acesso ao Supremo.
Tag: #NunesMarques
Carnaval 2026: Homenagem à Lula – o Operário do Brasil – e o Choro da Extrema Direita Inconformada
O carnaval de 2026 foi palco de uma disputa política intensa após a escola Acadêmicos de Niterói homenagear o presidente Lula com um desfile que também satirizou o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso e condenado por tentativa de golpe. Apesar de o TSE ter liberado o evento, alegando não se tratar de propaganda eleitoral antecipada, a extrema-direita, liderada por Flávio Bolsonaro e Damares Alves, reagiu com histeria, prometendo ações judiciais e alegando, sem provas, crimes eleitorais e perseguição religiosa. O artigo analisa a hipocrisia da oposição, que vê censura onde há arte, e aponta para o futuro: em junho, Nunes Marques e André Mendonça, indicados de Bolsonaro, assumirão o comando do TSE, o que pode tornar o choro de hoje em uma tentativa de influenciar a Justiça amanhã. O desfile, porém, já entrou para a história como um ato de resistência cultural e afirmação da memória popular.