Seyed Mohammad Marandi, professor da Universidade de Teerã e sobrevivente de ataques químicos na guerra Irã-Iraque, tornou-se alvo de uma campanha criminosa online que arrecada um milhão de dólares para seu assassinato. Em entrevista, ele denuncia o silêncio cúmplice da mídia ocidental, que trata crimes de guerra americanos e israelenses como “erros não intencionais”, enquanto censura vozes críticas. Marandi revela que Arábia Saudita, Emirados e Catar financiam a guerra contra o Irã, repetindo o padrão de 1980, quando financiaram Saddam Hussein. O Irã não aceitará cessar-fogo temporário — exige retirada das tropas americanas do Golfo, reparações e garantias de longo prazo. Se a guerra escalar, o Irã destruirá a infraestrutura de petróleo, gás e água dos regimes do Golfo e de Israel, mergulhando o mundo em depressão pior que a de 1929. Apesar das ameaças, Marandi resiste: “Quando adolescentes no Irã não se intimidam com mísseis americanos, eu não tenho direito de me intimidar.”
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John Mearsheimer: os EUA Já Perderam a Guerra com o Irã – Sem Saída à Vista
O professor John Mearsheimer, em entrevista ao canal do professor Glenn Diesen, oferece uma análise contundente sobre a guerra entre EUA/Israel e Irã: os Estados Unidos já perderam o conflito. Segundo Mearsheimer, a estratégia americana baseada em bombardeios aéreos e “decapitação” da liderança iraniana falhou, pois o poder aéreo, isoladamente, jamais venceu guerras contra adversários decididos. O governo Trump não tem um plano crível de saída, enquanto o Irã possui capacidade de infligir danos devastadores aos aliados dos EUA no Golfo, especialmente em suas usinas de dessalinização de água — infrastrutura crítica da qual países como Kuwait, Catar e Arábia Saudita dependem em mais de 70%.
Os EUA se Tornaram o Agente do Caos no Mercado de Energia
O Irã, por meio de sua Guarda Revolucionária, estabeleceu um ultimato histórico para a navegação no Estreito de Ormuz: países árabes e europeus que desejarem que seus petroleiros e metaneiros atravessem a região com segurança terão que expulsar os embaixadores de Israel e dos Estados Unidos de seus territórios. A medida é uma resposta direta aos ataques coordenados entre EUA e Israel contra alvos iranianos, que não alcançaram os resultados estratégicos esperados — levando analistas a afirmar que o governo Trump estaria em pânico com o desenrolar do conflito.
O Martírio de Khamenei e a Guerra Santa Contra o Grande e o Pequeno Satã
Neste artigo, dissecamos o erro estratégico monumental que foi o assassinato do Aiatolá Ali Khamenei. Longe de “decapitar” o regime iraniano, o ataque de Israel e EUA criou um mártir da estatura de Ali, unificando o mundo xiita em uma guerra santa contra o “Pequeno Satã” (Israel) e o “Grande Satã” (EUA).
Refletimos sobre o paralelo histórico com a Batalha de Karbala e a importância de Hussein para a fé xiita – Khamenei agora ocupa lugar similar no panteão dos mártires.
Netanyahu/Trump x Irã: As Narrativas e o Espetáculo Grotesco de um Ataque sem Justificativa
O mundo acordou hoje, 28 de fevereiro de 2026, com a notícia de que Israel e os EUA lançaram um “ataque preventivo” contra o Irã. Mas a resposta iraniana foi imediata e devastadora, expondo a fragilidade da narrativa ocidental.
O Irã lançou a Operação “Promessa Verdadeira 4”, atingindo 14 bases militares dos EUA no Oriente Médio, incluindo a sede da Quinta Frota no Bahrein e a maior base do CENTCOM no Qatar. Em Israel, o sistema Domo de Ferro se mostrou ineficaz, com mísseis atingindo Tel Aviv e Haifa. A peça central da retaliação foi o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo global, paralisando a economia mundial.
O Precipício Anunciado: Ataque ao Irã Ignora Alertas e Coloca o Mundo Em Risco
Neste 28 de fevereiro de 2026, a aliança EUA-Israel lançou um ataque surpresa contra o Irã, contrariando todas as análises políticas sérias que apontavam para o desastre eleitoral e estratégico dessa ação. A decisão, fortemente influenciada pelo lobby sionista, ignora que Trump enfrenta um ambiente político doméstico hostil e que um novo conflito no Oriente Médio seria sua sentença de morte nas urnas de novembro.
O Por quê um Ataque dos EUA ao Irã é a Receita para um Desastre Anunciado
À medida que a retórica belicista se intensifica, especialistas como Andrei Martyanov, Larry Johnson e Larry Wilkerson pintam um quadro aterrorizante das reais consequências de um ataque dos EUA ao Irã. Longe da fantasia de “guerra rápida” vendida por Washington, a realidade expõe um país despreparado para um conflito contra uma nação de 90 milhões de habitantes com defesa aérea integrada e o apoio explícito de Rússia e China.
O Blefe de Trump e a Realpolitik da Interdependência nos Negócios
A tensão entre EUA e Irã atingiu um novo patamar, com uma massiva mobilização militar americana (porta-aviões, destróieres, submarinos) no Oriente Médio contrastando com negociações diplomáticas em Genebra. O artigo argumenta que a postura do presidente Trump é um blefe estratégico: a imensa força militar serve como ferramenta de pressão para forçar um acordo, e não como prelúdio de guerra, dado o alto custo de um conflito com o Irã, que possui mísseis capazes de fechar o Estreito de Ormuz e conta com o apoio de exercícios navais ao lado de Rússia e China. A análise é reforçada pelo ultimato de 10 a 15 dias dado por Trump para um acordo, um prazo incompatível com um ataque surpresa.
O Teatro do Absurdo: Por Que a “Guerra Iminente” com o Irã é um Blefe
Neste artigo, o blog PolitikBr dissecou a atual crise entre os EUA e e Irã, partindo da reveladora entrevista do Professor Seyed Mohammed Marandi. A análise expõe a farsa por trás da retórica belicista: enquanto Washington encena uma coreografia militar com porta-aviões e ameaças, a sua proposta de um “ataque simbólico” ao Irã foi prontamente rejeitada por Teerã, que prometeu uma resposta total a qualquer agressão.
O Porquê os Mísseis do Irã Condenam Trump a um Blefe Estratégico
Neste artigo, o PolitikBr mergulha na excelente entrevista do ex-inspetor da ONU, Scott Ritter, para expor a fragilidade estratégica dos EUA diante do Irã. Enquanto Trump ameaça com “navios grandes”, Ritter revela que a defesa aérea americana é insuficiente e que os modernos mísseis iranianos tornaram os porta-aviões obsoletos. A análise detalha a doutrina nuclear americana (que prevê retaliação atômica se um porta-aviões for afundado) e o contra-argumento devastador: isso levaria a uma troca de golpes nucleares com a Rússia e a China, aliadas de Teerã. Concluímos que, apesar da retórica, Trump não atacará o Irã, pois o custo político e existencial é impagável. O artigo contextualiza ainda a crise dos tratados de controle de armas e a nova realidade multipolar que amarra as mãos de Washington.