As Portas do Inferno se Abrirão’: o Alerta de Jeffrey Sachs

O artigo apresenta a visão de Jeffrey Sachs sobre a continuidade da mentalidade imperial britânica na política externa americana, relacionando-a às crises do Irã, da Ucrânia, do Oriente Médio, e à rivalidade entre os Estados Unidos e a China. O texto destaca o risco de uma escalada nuclear, a urgência da diplomacia e a possibilidade de uma ordem mundial baseada na cooperação e na prosperidade compartilhada.

Trump e o Armagedom Nuclear: Cenário Global

O que começa como uma catástrofe regional no Oriente Médio rapidamente fratura as cadeias globais. O petróleo sobe a US$ 300, o maior crash da história. Ocorre fome em massa e o cruzamento das linhas vermelhas entre as superpotências. Quando os ICBMs são lançados e 150 milhões de toneladas de fuligem cobrem a estratosfera do planeta, nem o Hemisfério Sul escapa. Esta é a segunda parte da nossa análise: o cenário global do Armagedom Nuclear.

Trump e o Armagedom Nuclear: Cenário Limitado ao Oriente Médio

Israel tem cerca de 90 ogivas nucleares. O Irã, segundo Postol, Starr e o furo de Pepe Escobar, pode ter até 15 — montadas em mísseis hipersônicos, que o THAAD e o Patriot não conseguem interceptar. Com as defesas ocidentais destruídas e a guerra convencional perdida, a “Opção Sansão” deixa de ser tabu e entra na mesa. O que acontece quando o Oriente Médio cruza a linha nuclear? Este artigo traça o cenário regional de destruição e morte — e aponta para o que vem depois.

O Porquê os Mísseis do Irã Condenam Trump a um Blefe Estratégico

Neste artigo, o PolitikBr mergulha na excelente entrevista do ex-inspetor da ONU, Scott Ritter, para expor a fragilidade estratégica dos EUA diante do Irã. Enquanto Trump ameaça com “navios grandes”, Ritter revela que a defesa aérea americana é insuficiente e que os modernos mísseis iranianos tornaram os porta-aviões obsoletos. A análise detalha a doutrina nuclear americana (que prevê retaliação atômica se um porta-aviões for afundado) e o contra-argumento devastador: isso levaria a uma troca de golpes nucleares com a Rússia e a China, aliadas de Teerã. Concluímos que, apesar da retórica, Trump não atacará o Irã, pois o custo político e existencial é impagável. O artigo contextualiza ainda a crise dos tratados de controle de armas e a nova realidade multipolar que amarra as mãos de Washington.