O “Homem da Coca-Cola” e a sabotagem ao Brasil

Há um momento em que as máscaras caem. E Tarcísio de Freitas, o governador de São Paulo que tenta se travestir de gestor técnico e equilibrado, finalmente revelou a quem realmente serve. A recente derrota da Medida Provisória que previa a taxação dos 1% mais ricos, das bets e das fintechs, não foi um acidente político ou mera desarticulação de governo. Foi sabotagem. Fria, calculada.

Milei virou seu próprio espetáculo: um presidente em jaqueta de couro, tentando distrair o povo

A Argentina vive um dos períodos mais sombrios de sua história democrática recente. O que começou como a promessa de uma “revolução liberal” comandada por Javier Milei — um personagem histriônico, de retórica histérica e soluções ditas mágicas, e que diz falar com seu cão, Conan, morto em 2017.— se transformou rapidamente em uma crise institucional, econômica e moral.

Tarcísio, o deboche e o veneno: a insensibilidade da extrema direita é a sua mais grotesca marca

Tarcísio, o deboche e o veneno: quando a insensibilidade se torna método

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, parece ter decidido seguir à risca o manual do cinismo político da extrema direita brasileira. Diante de um escândalo grave de adulteração de bebidas alcoólicas com metanol — um episódio que já contaminou centenas de pessoas e possivelmente matou ao menos 12 —, o governador preferiu debochar. Disse, em tom de piada, que “só vai se preocupar quando falsificarem Coca-Cola”. É uma frase que, por si só, sintetiza o abismo ético que separa a sensibilidade humana de quem ocupa o poder.

Briga de egos: Valdemar Costa Neto x Eduardo Bolsonaro

Nada serve mais ao projeto de reeleição de Lula em 2026 do que o espetáculo autoparódico da extrema direita. Nos últimos meses, o bolsonarismo perdeu toda a capacidade de unificação e protagoniza rachas públicos dignos de novela de quinta categoria. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, subiu o tom no embate com Eduardo Bolsonaro, desdenhando: “Ele não tem votos”.

Polícia Federal abre processo que pode culminar com a demissão de Eduardo Bolsonaro

A Polícia Federal finalmente abriu um processo disciplinar que pode culminar na demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão concursado – um cargo que, aliás, ele nunca exerceu nos últimos anos, preferindo a vida de conspirador em tempo integral, mas recebendo normalmente seus salários de deputado federal às custas do erário público (sic), conforme acusaram seus detratores em diversas oportunidades.

Ascenção da Rejeição: Lula dispara, Bolsonaro´s afundam

A rejeição ao clã Bolsonaro disparou em todas as frentes. O instituto Genial/Quaest mostrou que Lula vence em todos os cenários projetados para 2026 — e com folga, chegando até a possibilidade de vitória em primeiro turno. A extrema direita não consegue mais mobilizar o eleitor da mesma forma que em 2018, mesmo com a máquina das fake news a pleno vapor e um congresso que teima em desrespeitar a opinião da maioria, que é contra a anistia.

Eduardo Bolsonaro: entre a acusação de traição, a liderança artificial e o risco de expulsão dos EUA

A política brasileira chegou a um ponto surreal em que um deputado federal, que não pisa no plenário da Câmara há meses, é premiado com a liderança da minoria. Eduardo Bolsonaro, autoexilado nos Estados Unidos, acusado de conspirar contra o próprio país ao lado de Donald Trump, virou o exemplo mais acabado do que significa o bolsonarismo: a subversão da democracia, acusações, que lhes cabe, de traição a pátria e a indecência institucionalizada.

Larry C. Johnson: O assassinato de Charlie Kirk, o sionismo e as versões que desmoronam

O caso do assassinato de Charlie Kirk e símbolo do movimento conservador MAGA, continua a revelar camadas de contradições e narrativas forjadas. Radicalmente conservador, ferrenho opositor da esquerda e apoiador declarado do sionismo, Kirk construiu sua carreira sendo financiado por redes pró-Israel e outros setores da direita americana. Mas, como toda novela política regada a dinheiro, poder e ideologia, a relação começou a ruir quando ele percebeu que o lobby sionista ditava os rumos da política dos Estados Unidos, sacrificando interesses nacionais e, sobretudo, legitimando o massacre sistemático do povo palestino.