Na cosmologia não é possível se dissociar o espaço do tempo, por isso, sempre se faz referência ao termo “espaço-tempo”, que são indissociáveis.
Na cosmologia política brasileira uma correlação, da mesma forma, intrínseca. Um fenômeno análogo. Não dá para se diferenciar corrupção endêmica de extrema direita. É um “ente” indissociável: extrema direita-corrupção, que assombra e assola o país. Aves de rapina. Onde a rapinagem é o objetivo maior.
A conjugação do verbo furtar…Do verbo se apropriar do que não é seu. Do que não é fruto do seu trabalho. A rapina pública, que é o modus operandi da extrema direita brasileira.
Categoria: Racismo e Intolerância
Miguel Nicodelis (neurocientista): China vs EUA – A Diferença da Ciência é Brutal
O neurocientista Miguel Nicodelis expõe o contraste brutal entre o tratamento da ciência na China e nos Estados Unidos. Enquanto o NIH americano corta 90% de seus financiamentos e 25 mil cientistas abandonam o sistema, a China trata a ciência como instrumento central de seu projeto de desenvolvimento, com cientistas tendo prestígio social e acesso direto ao mais alto nível de governo. O artigo também aborda a crise das universidades americanas e a revolta dos jovens contra a inteligência artificial, com o ex-CEO do Google sendo vaiado por 14 minutos numa formatura. O Brasil, por sua vez, permanece sem rumo, tratando a ciência como irrelevância. O texto complementa a análise anterior do PolitikBr sobre a ascensão chinesa.
O Crepúsculo da Ordem Unipolar – A Geopolítica de Trump na Cúpula de Ancara e o Avanço Silencioso da China na Eurásia
A Cúpula da OTAN em Ancara revelou o estado fraturado da ordem ocidental. Trump priorizou sua amizade com Erdogan, anunciando o fim das sanções e a possível venda de caças F-35 à Turquia, irritando Israel e os aliados europeus. Enquanto isso, a guerra contra o Irã se intensificava, expondo o isolamento americano e a falta de apoio europeu para suas ações militares. Em contraste, a China avança metodicamente com investimentos e soft power na Eurásia, contrastando com a política externa errática e coercitiva de Washington. O evento evidenciou a transição para um mundo multipolar, onde a influência se constrói com planejamento de longo prazo, não com ameaças e personalismo.
Encarando a Realidade: A China e o Desmoronamento da Miragem Ocidental
A narrativa de excepcionalismo americano colide com a realidade de uma China que, em 2025, já era a maior economia do mundo em Paridade de Poder de Compra (PPC), líder em inovação tecnológica (patentes de IA, robótica e energia verde), e detentora de uma infraestrutura que torna obsoleta a dos EUA.
Analistas como Martin Jacques destacam a superioridade da governança tecnocrática chinesa (engenheiros no poder), contra o modelo ocidental dominado por advogados e políticos sem experiência executiva. A experiência de expatriados americanos, como Bradley Cray, revela a cruel realidade: na China, a classe média pode pagar por saúde, educação, transporte e alimentação de qualidade a uma fração do custo americano, e viver sem o medo de tiroteios em escolas.
Enquanto os EUA se afogam em dívidas, infraestrutura em ruínas, e uma elite política comprometida com interesses corporativos, Pequim executa planos decenais para dominar as cadeias globais de suprimentos. A China já não é apenas a “fábrica do mundo”, mas o seu principal centro de inovação, e o parceiro comercial indispensável para o Sul Global. A quase inevitável dominância global da China não parece caminhar para uma do cópia do passado colonial e neocolonial ocidental, mas um novo modelo de ganha-ganha. O sonho americano não se mudou para a Ásia; ele morreu na América, enterrado pela ganância e pela miopia de sua classe dirigente.
Scott Ritter: “A Guerra Foi Perdida. Ponto Final”
A análise de Scott Ritter sobre a situação entre os EUA e Irã é realista: a guerra já foi perdida, o memorando de entendimento é uma farsa, e os EUA não têm capacidade militar para uma guerra total. O verdadeiro motor do acordo é a recomposição dos estoques de petróleo americanos, enquanto o Irã usa a pausa para reerguer a sua economia e rearmar o seu exército. Trump, segundo Ritter, joga para ganhar tempo até as eleições de meio de mandato, mantendo o eleitorado desinformado. A mensagem final: os EUA são incapazes de cumprir acordos, e o mundo já deveria ter aprendido isso.
Ali Khamenei: Mártir do Islã, Lágrimas, Revolta e Pedidos de Vingança pelo Líder Supremo
Principais entregas: Internacional, Nacional, Geopolítica, Economia PolitikBr é uma mídia independente. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir. As pessoas. Talvez você, […]
Reinaldo Azevedo: “Flávio é entreguista. Ponto”
Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, viajou aos Estados Unidos pela sexta vez em 2026 para oferecer submissão a Donald Trump – segundo o jornalista Reinaldo Azevedo. Em documento de 86 páginas, ele ofereceu vantagens comerciais e propôs uma equipe de transição a serviço do governo americano, caso seja eleito. O gesto, inédito na história republicana, configura crime segundo o artigo 359-K do Código Penal (3 a 12 anos de prisão), e que pode levar à cassação do Partido Liberal (PL) com base no artigo 28 da Lei dos Partidos e no artigo 17 da Constituição, que proíbem subordinação a governo estrangeiro. O ex-diretor do FMI Paulo Nogueira Batista Jr. definiu o fenômeno como “patriota entreguista”, enquanto Lula chamou Flávio de “traidor da pátria”. A oferta de equipe de transição ao governo americano, agradecida pelo secretário de Estado Marco Rubio, em carta vazada, representa uma intenção de rendição da soberania nacional, sem precedentes, pela extrema direita brasileira.
A Dissonância Cognitiva e a Implosão da Extrema Direita Brasileira
O vídeo de Michele Bolsonaro expõe a crise terminal da extrema direita brasileira, onde a dissonância cognitiva – a recusa em confrontar fatos que contradizem crenças arraigadas – se revela o motor da autofagia. A misoginia declarada de Paulo Figueiredo, o silêncio cúmplice de Flávio e a ausência de Jair Bolsonaro expõem um movimento que prefere a derrota eleitoral a permitir uma nova liderança feminina. A briga não é pelo Brasil, mas por quem segura a “caneta” do poder – e, ao fazê-lo, o clã confirma que nunca teve um projeto de país, apenas um espólio a ser disputado.
A Dissonância Cognitiva que Molda a Extrema Direita: Uma Doença do “EU” e da Falta de Pertencimento
A dissonância cognitiva, conceito de Leon Festinger, explica a adesão irracional à extrema direita. Se trata do desconforto gerado pelo choque entre crenças e fatos, levando à rejeição de evidências para preservar a identidade. No Brasil (bolsonarismo) e nos EUA (trumpismo), indivíduos frustrados encontraram propósito político, substituindo a validação acadêmica e científica pela validação grupal em redes sociais. A identidade se torna tão fundida ao grupo, que admitir a verdade significaria aniquilar o próprio sentido de vida. Contradições como “liberdade vs. autoritarismo” e “patriotismo vs. submissão” são mantidas via reinterpretação alucinatória dos fatos. Além do mais, ecossistema digital cria câmaras de eco que reforçam a dissonância. O fenômeno não é ignorância em si, mas uma crise existencial que exige compreensão, além da simples oferta de informação.
O Circo das Promessas Vazias: A Farsa do Escudo Patriot e a Nova Ofensiva Contra o Irã
O Dr. Theodore Postol, do MIT, expõe a farsa do sistema Patriot em entrevista ao Coronel Daniel Davis. Com provas, ele demonstra que a taxa real de interceptação é de apenas 2 a 3%, muito distante dos 90% alegados pela indústria de defesa americana. Enquanto isso, o conflito entre EUA/Israel e Irã se intensifica em junho de 2026, com ataques à bases americanas e o risco de uma escalada regional. Postol alerta que a Europa estaria indefesa contra mísseis russos e critica o Congresso por não exigir dados reais dos contratantes, que “estão roubando do povo americano” e colocando a segurança nacional dos EUA em risco.