O Irã divulgou imagens do IRGC mostrando mísseis, foguetes e drones sendo lançados, como alerta, contra um contratorpedeiro americano que tentava forçar a passagem pelo Estreito de Ormuz. Teerã afirma que os navios ignoraram avisos repetidos. Washington nega: “Nenhum navio foi atacado”. O chanceler iraniano, Esmaeil Baghaei, advertiu: “Repetindo os erros, os EUA só se enredam no seu próprio pântano”. O confronto expõe a fragilidade do cessar-fogo e a profundidade do impasse. Os EUA não podem vencer militarmente; e o Irã não quer escalar.
Categoria: Racismo e Intolerância
CRIMINALIZAR A DISSIDÊNCIA: Como o Lobby Pró-Israel Tenta Silenciar o Mundo — e o Isolamento Global de Israel
Originalmente, “semita” refere-se a um grupo linguístico (judeus, árabes, arameus, etc.), e o termo “antissemitismo” foi cunhado no século XIX para designar especificamente o preconceito contra judeus.
A definição mais influente hoje é a da IHRA e foca exclusivamente nos judeus. Isso, provavelmente, se deve aos esforços dos lobbies sionistas, ao longo do tempo. Portanto, o combate ao antissemitismo é usado politicamente, o que acaba por excluir os palestinos da proteção e, até, criminalizar a defesa de seus direitos.
Então, o problema não deve ser só proteger os judeus do ódio, mas sim coibir que essa proteção seja expandida para sufocar a defesa dos direitos palestinos.
Um estudante que diz “Israel comete apartheid” ou que defende o boicote a Israel pode ser acusado de antissemitismo sob a lei americana, por exemplo. Entretanto, a lei não protege um palestino que sofre racismo; ao contrário, ela é usada para punir palestinos e ativistas pró-palestinos por expressarem as suas opiniões políticas e denunciarem violações de direitos humanos. Isso é um brutal e vergonhoso paradoxo.
KIRIAKOU: “JFK Tentou Parar o Lobby Sionista. E Foi Morto”
John Kiriakou, ex-agente da CIA, revelou a Tucker Carlson que John F. Kennedy tentou forçar o AIPAC a se registrar como agente estrangeiro. “Não funcionou bem para ele”, disse Kiriakou, referindo-se ao assassinato do presidente. Kiriakou também revisitou o ataque israelense ao USS Liberty em 1967, quando Israel atacou um navio americano por mais de uma hora, matando 34 americanos — e o governo Johnson encobriu o crime. “O presidente Johnson disse: ‘O que vocês estão fazendo? Parem de criticar Israel'”, recordou. A entrevista traça uma cronologia do controle israelense sobre a política externa americana: do assassinato de Kennedy ao ataque ao Liberty, até hoje. Kiriakou concluiu que o AIPAC deveria ser forçado a se registrar como agente estrangeiro. “Se eu tive que me registrar, então o AIPAC deveria se registrar.”
MEARSHEIMER: “Trump Foi Enganado por Netanyahu e pelo Mossad. A Estratégia era Fadada ao Fracasso.”
Em entrevista ao Juiz Andrew Napolitano, John Mearsheimer afirmou que a estratégia de guerra contra o Irã — uma campanha de “choque e pavor” baseada na decapitação do regime — era “fadada ao fracasso”. “Não há registro histórico de uma campanha aérea, por si só, ter derrubado um regime”, disse. Praticamente todos os conselheiros de Trump alertaram contra a ideia, mas o presidente foi enganado por Netanyahu e pelo chefe do Mossad, David Barnea. O general Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, alertou que os EUA não tinham capacidade e que esgotariam o seu arsenal — e é exatamente onde estamos. O Irã apresentou uma nova proposta de três pontos: paz primeiro, depois Ormuz, depois o nuclear. O tempo está a favor do Irã. Mearsheimer alertou para a possibilidade de Israel usar armas nucleares contra o Irã — e de a Rússia fazer o mesmo na Ucrânia. “O futuro é sombrio”, concluiu.
O Desmoronamento da Fantasia: Como a Guerra de Trump Expôs a Fragilidade Americana
A narrativa de uma vitória fácil e da “destruição” total do Irã promovida pela administração Trump ruiu. Um relatório da NBC News, confirmado por outras fontes, revela que o Irã causou danos estimados, de forma conservadora, provavelmente falsa, em US$ 5 bilhões às bases americanas em sete países do Golfo, incluindo a destruição de radares de ponta e o bombardeio de uma base no Kuwait por um caça F-5 iraniano – um feito militar sem precedentes em anos.
A guerra de 40 dias, que custa US$ 1 bilhão por dia, já consumiu mais de 1.000 mísseis Tomahawk e até 2.000 interceptadores, e o Pentágono precisará de até seis anos para reabastecer seus arsenais. Enquanto isso, o chanceler iraniano se reúne com Putin na Rússia em busca de apoio, e os países do Golfo repensam a presença de bases americanas em seus territórios, que os tornaram alvos.
A DEMOGRAFIA E A “GRANDE ISRAEL”: Israel Sangra em População e Economia Enquanto Netanyahu Persegue um Sonho
Milhares de israelenses protestaram em Tel Aviv contra Netanyahu, exigindo eleições antecipadas e uma política de paz. Paralelamente, dados oficiais mostram emigração líquida recorde: mais israelenses estão deixando o país do que retornando. A idade média dos emigrantes é de 31 anos — jovens qualificados estão fugindo. A fuga de cérebros duplicou desde o início da guerra, com mais de 3.500 cientistas e pesquisadores deixando Israel. A economia está em frangalhos: danos bilionários à infraestrutura, gastos militares astronômicos; a reconstrução do país exigirá bilhões. A longo prazo, a questão demográfica é inexorável: a população árabe e palestina cresce mais rápido do que a judaica israelense. O expansionismo que começou em 1948 pode estar destruindo o próprio Estado que pretende se expandir à custa de genocídios e limpeza étnica dos vizinhos.
TRUMP, SHUT UP. O Mundo Manda Trump Calar a Boca
O Irã divulgou um vídeo de IA ridicularizando Trump, com a legenda “Trump, cala a boca”. Enquanto isso, as pesquisas mostram 67% de desaprovação à gestão Trump, 76% de desaprovação ao manejo do custo de vida, e 21% dos republicanos já querem seu impeachment. Tucker Carlson se voltou contra Trump, dizendo “somos cúmplices disso”. Marjorie Taylor Greene revelou que, quando seu filho foi ameaçado, Trump respondeu por mensagem: “Ele merece. É sua culpa.” Victor Hugo escreveu: “A queda é a fornalha, a decadência é o fogo lento.” Trump está no fogo lento. O mundo, os americanos, seus próprios aliados — todos mandam que ele cale a boca.
O CESSAR-FOGO ETERNO: Trump Estende Trégua sem Prazo e Desvia o Foco para Cuba
Trump anunciou a extensão do cessar-fogo com o Irã “sem um prazo determinado” — uma admissão implícita de derrota. O governo iraniano já havia anunciado que não participaria da próxima rodada de negociações, acusando os EUA de “má-fé” e de tentar “compensar o seu fracasso na guerra por meio de demandas excessivas”. Enquanto isso, a Sputnik lista os 5 fracassos estratégicos dos EUA: inflação recorde, arsenal militar esgotado, meta de derrubar o regime frustrada, alianças em frangalhos e poder coercitivo enfraquecido. Hegseth continua a repetir mentiras sobre o Irã (“não tem mais nada”, “não pode reconstruir suas defesas”). E Trump tenta desviar a atenção com ameaças a Cuba. O império sangra. O comandante se esconde.
A DUPLA FACE DE TRUMP: Discurso de Guerra, Negociação de Paz
O cientista político russo Konstantin Blokhin revelou à Sputnik: a posição dos EUA nas negociações a portas fechadas é “mais complacente” do que as ameaças públicas de Trump. Enquanto o presidente berra “aniquilação” para a mídia, seus negociadores buscam um “congelamento do conflito” — uma admissão de derrota disfarçada. Enquanto isso, os países do Golfo observam com inquietação: as negociações priorizam o controle de Ormuz e o programa nuclear iraniano, ignorando as ameaças que mais os afetam (mísseis e grupos armados). A percepção no Golfo é de que estão sendo abandonados por Washington. E que o controle iraniano sobre a rota energética mais importante do planeta se tornará permanente. O império não apenas perdeu a guerra — perdeu a confiança de seus aliados.
LULA EM BARCELONA: “A Minha Arma é o Argumento, não a Guerra”
Em um discurso histórico na primeira reunião da Mobilização Progressista Global (MPG), em Barcelona, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – Brasil – fez um diagnóstico verdadeiro e emocionante sobre o momento atual: a extrema-direita avança sobre a democracia, os “senhores da guerra” gastam bilhões em armas enquanto o mundo passa fome, e o progressismo precisa, urgentemente, recuperar a coerência entre o discurso e a prática.