Neste artigo, o PolitikBr mergulha na excelente entrevista do ex-inspetor da ONU, Scott Ritter, para expor a fragilidade estratégica dos EUA diante do Irã. Enquanto Trump ameaça com “navios grandes”, Ritter revela que a defesa aérea americana é insuficiente e que os modernos mísseis iranianos tornaram os porta-aviões obsoletos. A análise detalha a doutrina nuclear americana (que prevê retaliação atômica se um porta-aviões for afundado) e o contra-argumento devastador: isso levaria a uma troca de golpes nucleares com a Rússia e a China, aliadas de Teerã. Concluímos que, apesar da retórica, Trump não atacará o Irã, pois o custo político e existencial é impagável. O artigo contextualiza ainda a crise dos tratados de controle de armas e a nova realidade multipolar que amarra as mãos de Washington.
Categoria: Política
O Império dos Espelhos: Trump Não Vai Bombardear o Irã
Nas últimas 72 horas, quatro vozes — talvez as mais lúcidas dentro do deserto de mediocridade que é o atual establishment de segurança nacional americano — convergiram para um veredito que a grande mídia ainda insiste em obscurecer: os Estados Unidos não vão atacar o Irã. Porque não podem.
Mídia: Ucrânia Ofereceu US$ 30 mil Pela Morte de General Russo
Nesta semana, as autoridades russas anunciaram que um tenente-general de alta patente foi alvo de uma tentativa de assassinato em Moscou. O atirador abriu fogo contra o tenente-general Vladimir Alekseev em um prédio residencial, e ele foi hospitalizado — mas sobreviveu após cirurgia e seu estado é estável.
Segundo o Comitê de Investigação russo, o autor dos tiros teria fugido para Dubai, onde foi preso e posteriormente entregue às autoridades russas. Um cúmplice do criminoso também foi detido, enquanto um outro continua foragido.
A Sombra que Persiste: O Escândalo do INSS e a Genealogia do Escândalo Bolsonarista
A cena já se tornou familiar. Repetida à exaustão, perdeu a capacidade de surpreender, mas não a de revelar padrões. Em mais um capítulo da longa sucessão de acusações que envolve a família Bolsonaro, o deputado Paulo Pimenta (PT), durante os trabalhos da CPI do INSS, fez uma afirmação direta e grave:
“Se tem filho de alguém envolvido, é o filho do Bolsonaro”.
Expulsão, Prisão e Perda de Patente: O Preço da Traição à Democracia
O Ministério Público Militar (MPM) requereu, junto ao Superior Tribunal Militar, a sanção mais grave que pode ser imposta a um homem de armas: a perda da patente e a expulsão definitiva das Forças Armadas, por crimes cometidos contra a democracia e por trazer desonra militar; de Bolsonaro e 04 militares de alta patente.
A anistia como arma geopolítica: a nova jogada de Caracas no xadrez da legitimidade
O anúncio de uma anistia geral pelo governo interino venezuelano não é um gesto de fraqueza, mas uma jogada geopolítica calculada. Ao fechar o Helicoide e prometer a libertação de presos políticos, Caracas tenta desmontar a principal justificativa moral dos Estados Unidos para a intervenção, reposicionando-se como agente soberano em busca de legitimidade internacional. Trata-se de uma ofensiva diplomática que expõe as contradições da retórica imperial em um mundo cada vez mais multipolar.
O Brasil dos Bons Ventos: Entre a Euforia dos Mercados e os Desafios Estruturais
Em janeiro de 2026, o Ibovespa decidiu escrever a sua própria versão da trajetória de sucesso do atual governo. Após superar a marca histórica dos 177 mil pontos do principal índice da B3 ( Valor da Carteira Teórica. Cada ponto do Ibovespa equivale a R$ 1,00 ).
Em 27 de janeiro, a B3 fechou acima dos 182 mil pontos pela primeira vez na história, em uma alta de 2,02% que reflete uma sequência vertiginosa de recordes. Os números, de fato, são impressionantes e evoluíram rapidamente. Enquanto nos primeiros 20 dias do ano ingressaram mais de R$ 12 bilhões de capital estrangeiro, o volume financeiro nesta terça-feira de recorde atingiu a cifra de R$ 31,60 bilhões.
ICE: A Polícia Fascista de Trump
O que se desenrola em Minnesota é mais do que um protesto; é um microcosmo da fratura social e constitucional que Donald Trump alimenta, um experimento autoritário onde imigrantes — e qualquer um que se pareça com a ideia que fazem de um — são caçados.
As imagens não mentem: enquanto a narrativa oficial fala em “suspeito armado que reagiu violentamente”, os vídeos testemunham o contrário. Mostram um homem cercado, dominado por agentes encapuzados e, então, executado com 10 tiros, como um animal.
A Geopolítica do Espetáculo: O Conselho Imperial da Paz de Trump
A ideia de um “Conselho da Paz para Gaza”, apresentada como uma solução inovadora para um conflito secular, é, na verdade, a ponta de um iceberg muito mais sinistro. Ela encapsula a ambição de deslocar o centro de gravidade do poder internacional, minando deliberadamente a autoridade das Nações Unidas e, em particular, de seu Conselho de Segurança.
A crítica do presidente brasileiro – Luiz Inácio Lula da Silva – ao projeto de Trump, foi precisa: a proposta é equivalente a “criar sozinho uma nova ONU”.
Colocando um Freio em Trump
Algo essencial se partiu no coração do poder em Washington. Trump cada vez mais contestado abertamente nos Estados Unidos, viu senadores republicanos, pela primeira vez em anos, não atender as suas ligações. E isso revela que Trump já não exerce o controle absoluto sobre seu partido, e sobre o aparato institucional do poder americano.
O que está em jogo não é apenas mais uma crise política episódica, mas a implosão gradual da premissa que sustentou o trumpismo desde sua origem: a crença de que o medo é suficiente para governar.