John Mearsheimer critica a arrogância americana: “Quando você ouve Trump e Hegseth, eles falam dos iranianos como se fossem idiotas, e nós, os gênios estratégicos. Eu acho que isso não é o caso.” O professor lembra que o poder aéreo sozinho nunca derrubou um regime — nem o bombardeio de Tóquio em 1945, que matou mais pessoas, em uma noite, do que as bombas atômicas. Os japoneses só se renderam quando a União Soviética entrou na guerra. “O registro histórico é notavelmente claro: é difícil, se não impossível, conseguir mudança de regime usando apenas o poder aéreo.” Mearsheimer também adverte que os estoques de mísseis de defesa estão se esgotando, e que a cada dia a capacidade americana e israelense de abater mísseis iranianos diminui. “Os iranianos têm um sério conjunto de opções militares contra nós.”
Categoria: Corrupção
A TRÍADE DA DISSUASÃO: O Irã Já Tem a Bomba? Jiang, Postol e Mearsheimer Convergem para o Mesmo Alerta
Três analistas independentes convergem para a mesma conclusão: o Irã alcançou, ou está prestes a alcançar, a dissuasão nuclear. Jiang Xueqin, o “Nostradamus chinês”, afirma que o Irã já possui 3 a 5 ogivas completas, com ajuda da Coreia do Norte. Theodore Postol, cientista do MIT, confirma que o Irã tem urânio para enriquecer e fabricar até 20 ogivas em semanas. John Mearsheimer postula que, diante da ameaça existencial de Israel e dos EUA, a dissuasão nuclear é um direito do Irã. Jiang descreve o dilema de Washington: atacar o Irã agora significa arriscar uma guerra nuclear que pode exterminar Israel. Postol demonstra que as defesas israelenses estão em frangalhos — radares destruídos, sistemas ineficazes. Mearsheimer lembra que a fatwa de Khamenei foi sepultada com o líder. O pesadelo de Netanyahu — um Irã nuclear — não é mais especulação. É análise.
Os “Esqueletos no Armário” de Flávio Bolsonaro, o Cara Que Quer Ser Presidente do Brasil
Há algo profundamente errado — e ao mesmo tempo revelador — na política brasileira de 2026. Enquanto o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, é aplaudido por fazer o óbvio — demitir apadrinhados, cortar shows milionários e cancelar títulos podres —, o senador Flávio Bolsonaro caminha tranquilamente para ser o candidato da extrema direita à Presidência da República. Não por seus feitos, não por sua biografia. Mas por falta de uma opção viável política.
FIM DO “PROJETO LIBERDADE”: Trump Humilha os EUA
Menos de 48 horas após o anúncio do “Projeto Liberdade” — a operação naval que escoltaria navios através do Estreito de Ormuz — Trump cancelou a missão e declarou vitória. O tenente-coronel Daniel Davis comentou: “Não se passaram nem 48 horas. Trump já encerrou o projeto, declarando-o um sucesso, embora seja óbvio que nenhum sucesso foi alcançado.” O cancelamento confirma o que o PolitikBr publicou ontem: o confronto no estreito — com mísseis iranianos disparados contra um contratorpedeiro americano — foi uma derrota humilhante. Trump recorre à sua única estratégia restante: a mentira.
O IMPASSE DE ORMUZ: Irã Expulsa Contratorpedeiro de Ormuz com “Tiros de Advertência”. Trump Nega — Quem Mente?
O Irã divulgou imagens do IRGC mostrando mísseis, foguetes e drones sendo lançados, como alerta, contra um contratorpedeiro americano que tentava forçar a passagem pelo Estreito de Ormuz. Teerã afirma que os navios ignoraram avisos repetidos. Washington nega: “Nenhum navio foi atacado”. O chanceler iraniano, Esmaeil Baghaei, advertiu: “Repetindo os erros, os EUA só se enredam no seu próprio pântano”. O confronto expõe a fragilidade do cessar-fogo e a profundidade do impasse. Os EUA não podem vencer militarmente; e o Irã não quer escalar.
CRIMINALIZAR A DISSIDÊNCIA: Como o Lobby Pró-Israel Tenta Silenciar o Mundo — e o Isolamento Global de Israel
Originalmente, “semita” refere-se a um grupo linguístico (judeus, árabes, arameus, etc.), e o termo “antissemitismo” foi cunhado no século XIX para designar especificamente o preconceito contra judeus.
A definição mais influente hoje é a da IHRA e foca exclusivamente nos judeus. Isso, provavelmente, se deve aos esforços dos lobbies sionistas, ao longo do tempo. Portanto, o combate ao antissemitismo é usado politicamente, o que acaba por excluir os palestinos da proteção e, até, criminalizar a defesa de seus direitos.
Então, o problema não deve ser só proteger os judeus do ódio, mas sim coibir que essa proteção seja expandida para sufocar a defesa dos direitos palestinos.
Um estudante que diz “Israel comete apartheid” ou que defende o boicote a Israel pode ser acusado de antissemitismo sob a lei americana, por exemplo. Entretanto, a lei não protege um palestino que sofre racismo; ao contrário, ela é usada para punir palestinos e ativistas pró-palestinos por expressarem as suas opiniões políticas e denunciarem violações de direitos humanos. Isso é um brutal e vergonhoso paradoxo.
KIRIAKOU: “JFK Tentou Parar o Lobby Sionista. E Foi Morto”
John Kiriakou, ex-agente da CIA, revelou a Tucker Carlson que John F. Kennedy tentou forçar o AIPAC a se registrar como agente estrangeiro. “Não funcionou bem para ele”, disse Kiriakou, referindo-se ao assassinato do presidente. Kiriakou também revisitou o ataque israelense ao USS Liberty em 1967, quando Israel atacou um navio americano por mais de uma hora, matando 34 americanos — e o governo Johnson encobriu o crime. “O presidente Johnson disse: ‘O que vocês estão fazendo? Parem de criticar Israel'”, recordou. A entrevista traça uma cronologia do controle israelense sobre a política externa americana: do assassinato de Kennedy ao ataque ao Liberty, até hoje. Kiriakou concluiu que o AIPAC deveria ser forçado a se registrar como agente estrangeiro. “Se eu tive que me registrar, então o AIPAC deveria se registrar.”
KIRIAKOU: “Trump Ignorou a CIA e Seguiu as Ordens de Israel”
Ex-agente da CIA e denunciante revela a Tucker Carlson que a inteligência americana não viu ameaça no Irã. “As pessoas com quem falo na agência dizem especificamente que não.” A decisão de Trump de atacar foi baseada em informações israelenses. E a pergunta que fica é: por que um presidente acredita em uma agência estrangeira em vez da sua própria?
MEARSHEIMER: “Trump Foi Enganado por Netanyahu e pelo Mossad. A Estratégia era Fadada ao Fracasso.”
Em entrevista ao Juiz Andrew Napolitano, John Mearsheimer afirmou que a estratégia de guerra contra o Irã — uma campanha de “choque e pavor” baseada na decapitação do regime — era “fadada ao fracasso”. “Não há registro histórico de uma campanha aérea, por si só, ter derrubado um regime”, disse. Praticamente todos os conselheiros de Trump alertaram contra a ideia, mas o presidente foi enganado por Netanyahu e pelo chefe do Mossad, David Barnea. O general Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, alertou que os EUA não tinham capacidade e que esgotariam o seu arsenal — e é exatamente onde estamos. O Irã apresentou uma nova proposta de três pontos: paz primeiro, depois Ormuz, depois o nuclear. O tempo está a favor do Irã. Mearsheimer alertou para a possibilidade de Israel usar armas nucleares contra o Irã — e de a Rússia fazer o mesmo na Ucrânia. “O futuro é sombrio”, concluiu.
O Desmoronamento da Fantasia: Como a Guerra de Trump Expôs a Fragilidade Americana
A narrativa de uma vitória fácil e da “destruição” total do Irã promovida pela administração Trump ruiu. Um relatório da NBC News, confirmado por outras fontes, revela que o Irã causou danos estimados, de forma conservadora, provavelmente falsa, em US$ 5 bilhões às bases americanas em sete países do Golfo, incluindo a destruição de radares de ponta e o bombardeio de uma base no Kuwait por um caça F-5 iraniano – um feito militar sem precedentes em anos.
A guerra de 40 dias, que custa US$ 1 bilhão por dia, já consumiu mais de 1.000 mísseis Tomahawk e até 2.000 interceptadores, e o Pentágono precisará de até seis anos para reabastecer seus arsenais. Enquanto isso, o chanceler iraniano se reúne com Putin na Rússia em busca de apoio, e os países do Golfo repensam a presença de bases americanas em seus territórios, que os tornaram alvos.