Pepe Escobar: Já que Trump Perdeu e Não Conseguiu Controlar o Irã, Agora Ele Quer Destruir Tudo

Enquanto o mundo observa, a estratégia de Donald Trump para o Oriente Médio parece ter chegado a um beco sem saída. A ameaça recente de bombardear Omã, caso o país prossiga com um acordo com o Irã sobre o Estreito de Ormuz, soa menos como uma demonstração de força e mais como o desespero de quem vê suas opções se esgotarem .

A gota d’água para a nova fúria de Trump foi a notícia de que Omã e Irã estão avançando em negociações independentes para gerenciar o fluxo no Estreito de Ormuz. Para Trump, que já declarou o estreito como “território dos Estados Unidos”, a iniciativa é uma afronta. “Se Omã se intrometer, vamos bombardeá-los e destruí-los”, afirmou o presidente em entrevista à Fox News

A Tempestade Perfeita que Abala a Volkswagen

A Volkswagen não está simplesmente fechando fábricas ou cortando empregos. Está tentando sobreviver a uma transformação industrial que coloca em xeque um dos pilares da economia alemã.
A notícia de que o Grupo Volkswagen poderá eliminar até 100 mil postos de trabalho e que quatro fábricas alemãs estão sob risco é, portanto, muito maior do que parece. O número de 100 mil, é importante esclarecer, representa o cenário mais severo: cerca de 50 mil cortes já fazem parte de programas negociados, enquanto outros 50 mil são uma possibilidade caso novas medidas de redução de custos sejam necessárias. As quatro fábricas também não estão oficialmente condenadas ao fechamento.
Mas o problema é real.
E tem nome: competitividade.

A Guerra que Drenou os EUA e a Jogada de Mestre da China – Diversificação da Matriz Energética

Rapidinha PolitikBr

Enquanto os EUA travam uma guerra custosa contra o Irã, as suas reservas estratégicas de petróleo secam.

Larry Johson nesse artigo disse que os Estados Unidos enfrentam uma situação crítica. Ele destacou – como o Telegraph citou – que as reservas estratégicas de petróleo dos EUA estão no nível mais baixo em 40 anos, em torno de 290 milhões de barris. O analista explicou as implicações técnicas desse esgotamento:

“Desses 290, é preciso manter no mínimo 145 milhões de barris nas cavernas… Se você retirar o petróleo, a única forma de fazer isso é bombear a água para dentro. E o petróleo é mais leve que a água, então ele sobe com a água até o topo e então é sugado para fora. Mas o problema é que com toda essa água, se você estiver basicamente retirando até a última gota, vai criar uma crise, uma crise estrutural para a caverna de sal. A água se mistura com o sal, enfraquece a parede, a caverna de sal desaba sobre si mesma.”

A Tempestade Perfeita: Suicídio, Fome, Motim e Revolta no Abraham Lincoln

A bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, uma crise humanitária e militar sem precedentes se desenrola. Após mais de 260 dias consecutivos no mar — um recorde —, a tripulação enfrenta fome, escassez de água e itens básicos, além de colapso na infraestrutura.
Relatos indicam múltiplas tentativas de suicídio e um motim que resultou em sete mortos.
Paralelamente, a guerra contra o Irã desencadeou a maior crise de consciência em décadas, com um aumento de 1.000% nos pedidos de objeção de consciência, motivados pela recusa moral em matar civis e lutar em uma guerra considerada injusta.

O Manifesto do Apocalipse Tecnocrático: Como a Palantir e a Cabala do Vale do Silício Planejam Engolir o Mundo

Este artigo dissecada o projeto ideológico da Palantir, empresa liderada por Alex Karp e Peter Thiel, que visa substituir a democracia por uma “monarquia tecnocrática global”.
Com base em transcrições de entrevistas e análises de especialistas, o texto expõe como a Palantir articula um discurso de superioridade civilizacional, militarização total dos dados e eliminação da política como mediação social.
A empresa já opera no Brasil através de contratos com o FNDE e o Butantan, tratando o país como uma “colônia de dados” perfeita.
O artigo conecta o sucesso financeiro da empresa à implementação de um neofascismo que utiliza a tecnologia para automatizar o controle social, substituindo a agência humana por algoritmos. E conclui que a reação a esse processo deve ser política e não meramente tecnológica.

A Privataria 2.0: O Sangradouro do Patrimônio Nacional e a Dança dos Bilhões

Este artigo examina o fenômeno da “privataria” – a entrega aviltada de patrimônio público à grupos privados – desde as suas origens na privatização da Vale no governo do ex-presidente liberal Fernando Henrique Cardoso (FHC)., até os seus desdobramentos nos governos Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, em São Paulo. O texto analisa a venda da BR Distribuidora, da Liquigás, da refinaria Landulpho Alves e da Eletrobras, por frações de seu valor real, destacando as perdas para a soberania nacional e os indícios de corrupção e favorecimento. O artigo aborda também os movimentos atuais pela reestatização e a luta para reverter esse ciclo de dilapidação do patrimônio público.

A Resiliência Brasileira e a Geopolítica do Comércio: O Superávit que Incomoda a Doutrina Monroe

A balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 49 bilhões entre janeiro e julho de 2026. Longe da economia ser abalada, na verdade ela se amplia, se descolando cada vez mais do comércio exterior com os Estados Unidos, um país hostil ao Brasil e a seus interesses estratégicos. Hoje, essa balança representa menos de 10% de todo o comércio exterior do Brasil, e caindo. O Brasil não é a “Goenlândia” que Trump pensa; que ele pode tomar a seu bel prazer, cooptando barato traidores nacionais. A reedição da “Doutrina Donroe” por Trump, e à tentativa de interferência nas eleições brasileiras, não irá prosperar. O Brasil de hoje não é a nação submissa do ex-presidente Bolsonaro, ou a Argentina do servil Milei. O Brasil luta por sua soberania econômica e estratégica, com um olhar plural, ao mesmo tempo em que rechaça os vassalos que se curvam a Washington.

A Saga de Thiago Ávila: Da Prisão e Tortura por Israel, ao Luto

Principais entregas deste artigo: Internacional, Nacional, Geopolítica, Economia, Corrupção PolitikBr é uma mídia independente. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir. As […]

Flávio Bolsonaro – O Candidato de Trump é “Amassado” em Sabatina na Band TV

A sabatina de Flávio Bolsonaro no Canal Livre (Band News TV) foi um vexame exposto em rede nacional. O senador, candidato de Trump ao Brasil, repetiu a falácia das urnas eletrônicas (desmentida pelo TSE) para deslegitimar o processo eleitoral, foi pressionado sobre os R$ 61 milhões pedidos ao banqueiro Daniel Vorcaro (investigado por fraude) e defendeu o uso de um vídeo de IA com a imagem do pai – que, segundo a defesa, não autorizou a gravação. Flávio afirmou não ter investigações contra si, mas a realidade jurídica e factual mostra o contrário. A sua performance foi a de um candidato sem “substância”, que desvia, mente e se agarra à narrativas subservientes à Trump, Milei e Netanyahu, revelando a profunda crise de credibilidade de sua candidatura.

O Tribunal Penal Internacional e a Hipocrisia dos EUA

A administração Trump declarou o Tribunal Penal Internacional (TPI) uma organização ilegítima, em mais um capítulo da histórica rejeição americana a uma justiça internacional que não controla. A hipocrisia se revela na seletividade: o TPI foi legítimo quando emitiu mandado contra Putin (2023), mas se tornou “ilegítimo” quando fez o mesmo contra Netanyahu (2024). A ordem executiva de Trump, de fevereiro de 2025, impôs sanções ao tribunal e a quem coopere com ele, numa tentativa de proteger aliados e garantir impunidade. O caso de Bolsonaro, acusado de genocídio indígena no TPI e até hoje não julgado, ilustra a seletividade do sistema. O que Washington não tolera é que os seus cidadãos, ou os seus principais aliados, sejam responsabilizados por tribunais que não controlam.