PolitikBr é uma mídia independente. Sem lado. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir.
Enquanto o mundo finge acompanhar com indignação a “guerra na Ucrânia”, um fato essencial foi simplesmente silenciado: Volodymyr Zelensky caiu. O presidente-símbolo da resistência ao “invasor russo” foi discretamente substituído — sem eleição, sem parlamento, sem povo. No lugar, entra o general Valery Saluzhny, ex-comandante das Forças Armadas ucranianas, outrora demitido por Zelensky, e agora ressuscitado como marionete funcional das potências ocidentais.

Este site é livre de propagandas invasivas.
Obrigado por ler este artigo!
Se inscreva
Por PolitikBr I Brasília, Em 08/08/2025, 13h:45

A mudança, revelada pelo serviço de inteligência russo e vazada pela própria disfunção institucional em Kiev, foi selada em território europeu, em uma reunião cercada por agentes do Reino Unido e dos EUA. Zelensky, enfraquecido, pressionado, isolado e cada vez mais inconveniente, foi descartado como um figurante vencido.
O Ocidente troca seus peões quando estes já não lhe servem. E a Ucrânia, tragicamente, aceita cada troca com um silêncio de humilhação. Afinal, sem o Coletivo Ocidente, a Ucrânia já teria se rendido aos Russos há muito tempo. Entretanto, prolongar a guerra como meio de se impor uma “derrota estratégica” à Rússia e assim se levar a uma possível mudança na liderança Russa, fracassou completamente. O preço, até agora pago pela Ucrânia, é a perda de aproximadamente 30% de seu território original – as regiões de maiores indústrias, recursos minerais, energéticos e agriculturáveis- , isto é, antes de 24 de fevereiro de 2022, além da perda da península da Criméia ocorrida em 2014. Devemos ainda mencionar a alarmante perda de combatentes pelo lado ucraniano. Segundo o coronel Douglas MacGregor, a Ucrânia perdeu 1,8 milhão de combatentes, com igual número de inválidos ou gravemente feridos. Do lado Russo os números mais confiáveis são de 1/10 a 1/7 das perdas ucranianas.
De presidente a refém
O ator que um dia foi vendido ao mundo como símbolo da coragem e da resistência democrática virou problema para os seus patrocinadores. Os fracassos militares sucessivos, a deterioração econômica e a escalada de denúncias de corrupção tornaram Zelensky um empecilho para os planos de Washington e Londres. A solução? Tirar Zelensky do palco, não com tanques, mas com acordos secretos nos Alpes suíços. Em seu lugar, volta ao jogo Valery Saluzhny, o general popular que Zelensky temia. Enviado antes para um “exílio diplomático” no Reino Unido, Saluzhny agora retorna sob aplausos de editorialistas do Ocidente, retratado como o “novo rosto da eficiência militar”. É o mesmo jogo de sempre: se troca o fantoche, mas se mantém a mão que puxa os fios.
Saiba mais:
Sem os EUA a Ucrânia Está Perdida
Rússia condiciona negociações de paz ao reconhecimento internacional das regiões anexadas da Ucrânia
A Ucrânia muda de dono
O que está em curso é mais do que uma mudança de liderança: é a formalização da Ucrânia como território tutelado, sem soberania, sem voz, sem voto. Nenhum plebiscito, nenhuma eleição antecipada, nenhum debate público. Tudo decidido em bastidores militares e gabinetes de Londres, Bruxelas e Washington.
Até os termos mudaram. “Sucessão” virou “reorganização estratégica”. “Queda de governo” virou “continuidade operacional”. E o povo ucraniano? Reduzido à condição de espectador de seu próprio desaparecimento político.
Para o Ocidente, Saluzhny representa a guerra sem fim — e a obediência total
A nomeação de um general para comandar a política civil não é uma “renovação técnica”. É um sinal claro: a prioridade não é paz, é a continuidade da guerra. A substituição de um civil por um militar popular serve tanto para manter a moral combalida das tropas quanto para acalmar os bolsos inquietos de quem financia o conflito. Se trata de um recado aos investidores da guerra: o projeto continua. A Ucrânia segue sendo um campo de batalha de aluguel.
Moscou não reconhece a nova liderança
A Rússia classificou a mudança como “cenográfica”. Nada foi decidido pela soberania ucraniana — se é que isso ainda existe. Tudo foi arquitetado como em um roteiro de guerra híbrida: se muda o rosto, se mantém o regime.
Nos fóruns internacionais, diplomatas russos foram diretos: nenhuma liderança imposta em resorts europeus pode ser legítima.
Ucrânia 2025: a democracia em ruínas
Com a infraestrutura em colapso, milhões de deslocados internos, hospitais sem recursos, cidades sem energia e escolas sem aula, a Ucrânia vive não apenas a devastação material, mas o colapso do ideal democrático do pós-Maidan. O sonho europeu foi sequestrado e trocado por uma versão empoeirada do “Plano Marshall com fuzil”. A única coisa que flui com abundância são as armas — e o silêncio das grandes redações ocidentais.
Saluzhny, agora presidente de fato, não foi eleito. Foi imposto. A “Ucrânia livre” é hoje uma narrativa de propaganda, não um projeto de país. O Ocidente não quer paz. Quer uma trincheira. E a trincheira se move com soldados, não com votos. Enquanto isso, os ucranianos comuns seguem sob bombardeios — tanto de mísseis quanto de decisões que nunca lhes pertencem.