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Fattah-1: O míssil hipersônico iraniano que escancara a vulnerabilidade de Israel

Mísseis hipersônicos Fatah-1 começaram a ser empregados contra israel pelo Irã, que apela por ajuda americana. Os sionistas querem que os EUA usem a bomba Massive Ordnance Penetrator (MOP, ou também conhecida como GBU-57) contra o Irã. A MOP é uma bomba de 13,6 mil kg que só pode ser lançada por bombardeiros estratégicos B2, que Israel não possui. Entretanto, isso significaria arrastar oficialmente os EUA ´para essa guerra, que já dura sete dias, entre os dois países, com consequências imprevisíveis.

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Por Política em Debate I Brasília

Em 18/06/2025, 10h55 I Leitura 2 m

Em seu sexto dia de conflito direto com Israel, o Irã deu um passo decisivo que pode mudar as regras da guerra e da geopolítica do Oriente Médio: colocou em operação o Fattah-1, seu míssil hipersônico, que, segundo analistas internacionais, representa um “desafio sem precedentes” para as já desgastadas defesas israelenses.

Míssil hipersônico Fatah-1 da Guarda Revolucionária do Irã

O Fattah-1 tem um alcance de 1.400 quilômetros, pode voar a uma velocidade de Mach 13 a 15 (16.000 a 18.500 quilômetros por hora) e foi desenvolvido nos últimos anos por cientistas iranianos, mesmo sob pesadas sanções e sob constante ameaça de sabotagem. O peso da ogiva – carga explosiva – do Fathat-1 varia entre 450 e 530Kg. Agora, com o uso confirmado em campo, se torna uma carta de força brutal nas mãos de Teerã — e um alerta para Washington e Tel Aviv.

“De acordo com Global Defense News, veículo de comunicação especializado em questões de segurança e defesa, “o Fattah-1 do Irã representa um desafio sem precedentes para as defesas israelenses” porque, diferentemente dos mísseis balísticos tradicionais que seguem um arco previsível, o Fattah-1 é capaz de ajustar seu curso durante o voo, assim como também são os mísseis oreshnik e iskander M russos” (Sputnik News Brasil, em parte).

O que são mísseis hipersônicos?

Míssil iraniano Fatah-1 atinge Israel

Mísseis hipersônicos são armas capazes de atingir velocidades superiores a Mach 5 (cerca de 6.174 km/h), o que os torna muito difíceis de serem abatidos, não somente pelas características stealth, que lhes garante uma baixa assinatura aos radares, pela velocidade extrema e pela manobrabilidade durante voo. Eles não seguem uma trajetória balística, então se tornam mais difíceis de se prever o seu curso e o interceptar usando defesas antimísseis tradicionais.

Mísseis hipersônicos são o pesadelo de qualquer sistema de defesa baseado em interceptação por radar e reação por mísseis defensivos, como o Domo de Ferro israelense ou o Patriot norte-americano. Na guerra da Federação Russa versus o Ocidente Coletivo, usando a Ucrânia como proxy, vários sistemas de defesa antimísseis Patriot foram destruídos por mísseis hipersônicos iskander M, que tem um alcance de até 1000Km.

Existem basicamente dois tipos principais de mísseis hipersônicos:

Esses mísseis podem carregar ogivas convencionais ou nucleares e são considerados armas estratégicas por sua velocidade, manobrabilidade e capacidade de penetrar sistemas de defesa aérea.

Quais países dominam essa tecnologia?

Apesar dos esforços bilionários dos Estados Unidos, até o momento, nenhum míssil hipersônico operacional e confiável foi incorporado ao arsenal norte-americano. O Pentágono tropeça em protótipos, cancelamentos e fracassos. Em contrapartida, países fora do eixo ocidental avançaram vertiginosamente:

  • Rússia: É o líder mundial em mísseis hipersônicos. Desenvolveu e já usou em combate o Kinzhal, além do Avangard, Zircon e iskander M.
  • China: Testou com sucesso o míssil hipersônico DF-ZF, e está próxima de operar plenamente com esses sistemas.
  • Coreia do Norte: Surpreendeu o mundo ao testar um veículo planador hipersônico em 2021, e segue investindo agressivamente no desenvolvimento.
  • Irã: Agora entra oficialmente para o grupo de elite das potências hipersônicas com o Fattah-1, um projeto que evidencia a capacidade de inovação e resistência de sua indústria militar mesmo sob cerco internacional.

Os EUA, ao contrário, enfrentam embargos políticos internos, lobby da indústria bélica e um atraso crônico no domínio prático da hipervelocidade.

O impacto do Fattah-1 no conflito

Segundo a Sputnik News Brasil, a introdução do Fattah-1 pelo Irã impôs uma crise de nervos em Israel, que não possui atualmente nenhum sistema capaz de interceptar com confiabilidade esse tipo de armamento. Com alcance de até 1.400 km e guiagem de alta precisão, o míssil coloca todas as bases militares israelenses — e mesmo instalações estratégicas no sul da Europa — dentro do seu raio de ação.

A grande diferença, e o temor real das potências ocidentais, está na capacidade de manobra e evasão do míssil durante o voo, somada à velocidade estonteante. As defesas israelenses foram construídas para interceptar mísseis balísticos previsíveis — e não um projétil que dobra o tempo de reação e muda de trajetória a mach 15.

O império nu

O uso do Fattah-1 não representa apenas um novo capítulo da guerra Irã-Israel — ele revela a nudez bélica de Israel e dos EUA diante de uma tecnologia que já não controlam. O tempo em que o Ocidente detinha o monopólio do armamento de ponta terminou. A hipocrisia de chamarem o Irã de “ameaça nuclear” enquanto os próprios israelenses nunca assinaram o Tratado de Não Proliferação e escondem ogivas em porões secretos agora fica mais escancarada.

O medo do míssil iraniano não é moral. É estratégico. Mostra que, no fim das contas, quem antes era caçado agora também pode caçar.

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