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A Fake News Nuclear de Trump Sobre o Irã

Não me importo com o que ela disse‘: Trump rejeita afirmações da chefe de inteligência dos EUA sobre Irã. “No final de março, Gabbard disse que a comunidade de inteligência dos EUA “continua avaliando que o Irã não está construindo uma arma nuclear e que o líder supremo aiatolá Ali Khamenei não autorizou o programa de armas nucleares que ele suspendeu em 2003″ (Sputnik News Brasil).

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Por Política em Debate I Brasília, Em 18/06/2025, 12h30

Mais uma narrativa dos Estados Unidos ruiu diante da verdade. Em uma revelação que expõe a farsa geopolítica sustentada por décadas por Washington e Tel Aviv, a atual diretora nacional de inteligência dos Estados Unidos — equivalente à chefia da CIA — afirmou de forma categórica que o Irã nunca buscou o desenvolvimento de armas nucleares. Ao contrário, seu programa atômico tem finalidade exclusivamente civil.

A declaração, feita durante audiência no Congresso norte-americano, caiu como uma bomba — não sobre Teerã, mas sobre a credibilidade dos falcões norte-americanos. Foi um tapa na cara de Donald Trump, de Benjamin Netanyahu e de toda a propaganda ocidental que, há décadas, justifica sanções, assassinatos seletivos, sabotagens e ataques contra o Irã com a desculpa conveniente de impedir a “bomba atômica iraniana“.

A verdade dita em voz alta

Durante a audiência, a diretora afirmou textualmente que “os serviços de inteligência dos EUA nunca encontraram provas de que o Irã tenha decidido desenvolver armas nucleares”, e que sua estrutura atômica é compatível com fins pacíficos, como produção de energia elétrica e uso médico. Essas conclusões já constavam em relatórios confidenciais da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), mas eram sistematicamente abafadas pela retórica de guerra dos neoconservadores (neocons).

Trump, visivelmente incomodado, reagiu à revelação com destempero e prepotência: “Não me importo com o que ela disse”, declarou, escancarando sua incompatibilidade com os fatos e sua adesão a uma ideologia de confronto baseada em mentiras.

Netanyahu e a obsessão nuclear

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, vem há décadas afirmando que o Irã estaria “a meses de conseguir uma bomba nuclear” — uma profecia falida que ele repete desde os anos 1990. Em 2012, chegou a exibir um cartaz infantil na ONU com uma bomba desenhada à caneta, prevendo que o Irã cruzaria o “limite nuclear” em um ano. Treze anos depois, a bomba nunca apareceu. Mas os assassinatos cometidos pelo Mossad em solo iraniano, os ataques a instalações nucleares civis e a promoção de terrorismo de Estado continuaram.

Terrorismo com selo ocidental

Os EUA, usando Israel como proxy, tentaram justificar atos de guerra não declarados contra uma nação soberana, baseando-se na mentira reiterada de que o Irã era uma ameaça existencial ao mundo. O assassinato do general Qassem Soleimani, em janeiro de 2020, o ciberataque à usina de Natanz, os drones contra bases iranianas e o recente ataque ao complexo nuclear iraniano em Isfahan são ações terroristas disfarçadas de “prevenção”, que agora perdem seu último fiapo de legitimidade.

Se o Irã nunca buscou a bomba, o que justificava tais crimes?

O que resta agora?

O que resta, para os EUA e Israel, é o desmascaramento. A farsa do “Irã nuclear” serviu a interesses de dominação regional, controle do petróleo, imposição de sanções econômicas e alianças com ditaduras árabes. Agora, com a admissão pública da chefe da inteligência, até mesmo a opinião pública ocidental — tão manipulada por décadas — começa a enxergar o que era evidente para quem estudava os fatos: o verdadeiro agressor nunca foi o Irã. Sempre foi os Estados Unidos usando Israel para seus fins geopolíticos no Oriente Médio.

📌 Referência: Notícia Brasil – 17/06/2025

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