
Por Política em Debate I Brasília
Em 06/06/2025, 16h22 I Leitura 1 min
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No circo grotesco da política americana, onde as feras da extrema-direita se digladiam por poder e influência, Steve Bannon se destaca como uma verdadeira hiena. Aproveitando a recente briga pública entre Donald Trump e Elon Musk, Bannon não perdeu tempo para lançar seu ataque predatório, clamando pela deportação do bilionário, a quem ele acusa de ser um “imigrante ilegal” nos Estados Unidos — uma acusação que, ao menos em parte, tem fundamento.

Bannon, condenado por corrupção e figura central na máquina de desinformação da extrema-direita, se comporta exatamente como uma hiena faminta, rondando a carniça do conflito Trump x Musk para abocanhar o que puder. Ele não apenas pede a expulsão de Musk do país, mas também exige que Trump cancele todos os contratos federais das empresas do bilionário, como Tesla e SpaceX, e que o governo inicie investigações sobre seu suposto uso de drogas e tentativas de obter informações confidenciais do Pentágono.
O ex-estrategista de Trump não esconde sua intenção de transformar essa disputa em um espetáculo midiático, um verdadeiro show em que ele se coloca como executor da agenda radical da extrema-direita. Para Bannon, Musk é um traidor do movimento MAGA, alguém que prioriza interesses pessoais e que deve ser expulso do círculo de poder que ele tanto deseja controlar.
A acusação de “imigrante ilegal” contra Musk serve como pretexto para essa investida, mas o que está em jogo é muito mais do que o status migratório do bilionário. Trata-se de uma luta pelo controle da narrativa política e da influência dentro da extrema-direita americana, com Bannon tentando se firmar como o carrasco de qualquer um que ameace seu reinado.
A extrema direita é predatória. Ela não poupa nem os seus. Aqui no Brasil Bolsonaro foi acusado de “abandonar aliados” . No turbilhão político americano, enquanto Musk e Trump trocam farpas públicas, eles alimentam o espetáculo que Bannon tão bem sabe explorar. E assim, como hienas na carniça, os atores desse drama político seguem se digladiando, deixando claro que, na extrema-direita, a lealdade é tão volátil.
Nessa briga de cães e hienas nós torcemos pela “briga”. Eles se merecem.