Flávio Bolsonaro na Globo: “mentiu, omitiu e escapuliu” — e Toledo e Sakamoto explicam o por quê

Flávio Bolsonaro na Globo: quando responder não significa responder

A sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo em 28 de agosto, ganhou um segundo capítulo no dia seguinte, quando os jornalistas José Roberto de Toledo e Leonardo Sakamoto analisaram a sua participação no UOL News.

O diagnóstico foi o esperado. Toledo resumiu a atuação do candidato em três verbos: “mentiu, omitiu e escapuliu”. Sakamoto falou em um “Grand Slam” de mentiras envolvendo o Banco Master, a tentativa de golpe, o tarifaço e o meio ambiente.

O principal ponto foi o caso do Banco Master e os R$ 61 milhões destinados ao filme Dark Horse. Flávio classificou o dinheiro como investimento privado e afirmou não ter responsabilidade pelos contratos. Mas Sakamoto questionou como um político poderia obter R$ 61 milhões dentro de uma negociação que chegou a R$ 134 milhões sem apresentar projetos concretos ao financiador.

A Privataria 2.0: O Sangradouro do Patrimônio Nacional e a Dança dos Bilhões

Este artigo examina o fenômeno da “privataria” – a entrega aviltada de patrimônio público à grupos privados – desde as suas origens na privatização da Vale no governo do ex-presidente liberal Fernando Henrique Cardoso (FHC)., até os seus desdobramentos nos governos Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, em São Paulo. O texto analisa a venda da BR Distribuidora, da Liquigás, da refinaria Landulpho Alves e da Eletrobras, por frações de seu valor real, destacando as perdas para a soberania nacional e os indícios de corrupção e favorecimento. O artigo aborda também os movimentos atuais pela reestatização e a luta para reverter esse ciclo de dilapidação do patrimônio público.

O Tribunal Penal Internacional e a Hipocrisia dos EUA

A administração Trump declarou o Tribunal Penal Internacional (TPI) uma organização ilegítima, em mais um capítulo da histórica rejeição americana a uma justiça internacional que não controla. A hipocrisia se revela na seletividade: o TPI foi legítimo quando emitiu mandado contra Putin (2023), mas se tornou “ilegítimo” quando fez o mesmo contra Netanyahu (2024). A ordem executiva de Trump, de fevereiro de 2025, impôs sanções ao tribunal e a quem coopere com ele, numa tentativa de proteger aliados e garantir impunidade. O caso de Bolsonaro, acusado de genocídio indígena no TPI e até hoje não julgado, ilustra a seletividade do sistema. O que Washington não tolera é que os seus cidadãos, ou os seus principais aliados, sejam responsabilizados por tribunais que não controlam.

Reinaldo Azevedo, a Madrasta e os Enteados que Querem Bolsonaro Preso

Este artigo analisa examina a estratégia de Flávio Bolsonaro de visitar o pai, Jair Bolsonaro, para obter uma carta de apoio à sua candidatura, violando as medidas cautelares da prisão domiciliar. O jornalista Reinaldo Azevedo argumenta que Flávio apostou na prisão do pai para se vitimizar na campanha. O artigo também aborda a disputa interna entre Michelle Bolsonaro e os enteados pelo controle do espólio político do patriarca, e como o presidente Lula se beneficia da crise, chamando os Bolsonaro´s de “traidores da pátria”. O texto conclui que os filhos de Bolsonaro, desesperados, colocam em risco a integridade física do pai para tentar vencer as eleições de 2026.

A Dissonância Cognitiva e a Implosão da Extrema Direita Brasileira

O vídeo de Michele Bolsonaro expõe a crise terminal da extrema direita brasileira, onde a dissonância cognitiva – a recusa em confrontar fatos que contradizem crenças arraigadas – se revela o motor da autofagia. A misoginia declarada de Paulo Figueiredo, o silêncio cúmplice de Flávio e a ausência de Jair Bolsonaro expõem um movimento que prefere a derrota eleitoral a permitir uma nova liderança feminina. A briga não é pelo Brasil, mas por quem segura a “caneta” do poder – e, ao fazê-lo, o clã confirma que nunca teve um projeto de país, apenas um espólio a ser disputado.

Combustível, Soberania e Lucro: A Geopolítica do Preço na Bomba – Caso Brasil e Estados Unidos

Este artigo compara a resposta do governo Lula à crise dos preços dos combustíveis, deflagrada pela guerra no Oriente Médio, com a postura do governo Trump nos EUA. Enquanto o Brasil, usando o controle majoritário da Petrobras (50,26% das ações), implementou subsídios via devolução de tributos, utilizando os royalties e dividendos extraordinários para “segurar” o preço na bomba, os EUA sofreram um impacto inflacionário severo, com preços da energia disparando. O texto argumenta que a presença do Estado como controlador de setores-chave é vital para amortecer choques, ao passo que a lógica privada prioriza o lucro, como visto na recusa de grandes distribuidoras em aderir aos subsídios brasileiros. Critica-se a agenda privatista de inspiração neoliberal, destacando que a Europa tem reestatizado serviços essenciais (como água e esgoto) após perceberem aumentos abusivos e falhas na modelagem, enquanto o Brasil insiste no caminho oposto, arriscando perder sua capacidade de proteger o cidadão.

O Preço do Voto: O Veto de Lula a Lei da Dosimetria e a Bomba Eleitoral que o Centrão Não Quer Armar

No terceiro aniversário da tentativa de golpe de Estado que viu hordas enfurecidas depredarem os símbolos máximos da República em Brasília, o Palácio do Planalto foi palco de um ato de simbolismo profundo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia pública, vetou integralmente o Projeto de Lei da Dosimetria, uma proposta que, sob um verniz técnico, buscava abreviar as penas dos condenados por aquele ataque parte da tentativa de golpe de Estado contra Lula e Geraldo Alckmin.

PL da Dosimetria (Tese): Peça de Teatro Político?

A chamada Lei da Dosimetria — que reduz penas de condenados do 8 de Janeiro, incluindo Bolsonaro — pode ser o roteiro perfeito desse jogo político.

Lula anunciou veto, o Senado aprovou, votos mudaram no plenário e o STF aguarda nos bastidores.

Mas e se tudo isso for uma encenação combinada?
E se o texto for inconstitucional de propósito, só para empurrar a responsabilidade final para os juízes?

No artigo de hoje, destrinchamos os bastidores, as manobras e a tese de que todos os poderes saem “limpos”.

Jamil Chade e a Pec da Dosimetria: A Madrugada da Vergonha

Nesse artigo, destacamos os principais pontos e impressões de Jamil Chade acerca do episódio lamentável protagonizado pela maioria da Câmara dos Deputados, em fina sintonia com o deplorável presidente da Câmara Hugo Motta, que aprovaram – à revelia da opinião da maioria da sociedade, contrária à anistia a golpistas – , uma anistia disfarçada à Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 03 meses de prisão, por tentativa de golpe de estado contra o presidente Lula, eleito em 2022, e seu vice, Geraldo Alckmin.

A Engrenagem do Poder: Banditismo, Dosimetria e o Preço de uma Candidatura

O projeto que reduz drasticamente as penas dos condenados pelo 8 de janeiro, aprovado a toque de caixa, pode ser visto como moeda de troca de uma negociação suja. E a chave para entender esse episódio pode estar em uma frase dita nos bastidores: o “bom preço” que Flávio Bolsonaro cobraria para desistir da corrida presidencial de 2026.