59 ANOS DEPOIS: Deputado Thomas Massie Expõe no Congresso o Ataque Deliberado de Israel ao USS Liberty — “Foi Assassinato Intencional”

Internacional, Geopolítica, Economia

PolitikBr é uma mídia independente. Informar não é “torcida”. Não é distorcer, manipular ou mentir.

As pessoas. Talvez você, queira, como eu, entender o mundo em que vive. E é isso que o PolitikBr oferece. Conectar fatos, em uma “linha do tempo”: Uma cartografia documental do presente. Venha conosco! Subscreva o nosso conteúdo.

Você pode apoiar a consolidação e o crescimento desse projeto. Contribua através do Paypal (internacional) ou Pix (nacional). Chave: crowdfunding@politikbr.org. Muito Obrigado.

Dedicado à Verdade e à Paz.

Por PolitikBr I Brasília, Em 09/06/2026, 19h:05min, leitura: 8min

Editor: Rocha, J.C.

Essa é uma análise documental. Para visualizar “o todo” recomendamos a leitura dos demais artigos, que se somam ao tema de hoje. Boa leitura.

Em um discurso histórico na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o deputado republicano Thomas Massie (Kentucky) fez o que 59 anos de governos democratas e republicanos se recusaram a fazer: chamou o ataque israelense ao USS Liberty pelo nome correto. “Foi assassinato intencional..”, afirmou Massie, sob as cúpulas do Congresso.

O ataque, ocorrido em 8 de junho de 1967 — durante a Guerra dos Seis Dias — matou 34 marinheiros americanos e feriu outros 174.

A tripulação do USS Liberty, um navio de inteligência eletrônica da Marinha dos EUA, foi atacada por caças Mirage da Força Aérea Israelense e, em seguida, por lanchas torpedeiras que lançaram quatro torpedos. Um dos torpedos abriu um buraco de 12 metros por 12 metros no casco. “Eles tinham a intenção de não deixar um único sobrevivente”, disse Massie. As metralhadoras israelenses atiraram nos botes salva-vidas. Atiraram nos bombeiros que tentavam apagar os incêndios no convés.

O governo americano, sob Lyndon B. Johnson, encobriu o crime. As testemunhas foram silenciadas. Os sobreviventes, ignorados. Agora, 59 anos depois, Massie quebrou o silêncio. E conectou, ainda que implicitamente, este ataque ao que o PolitikBr já havia documentado: John F. Kennedy, o presidente que tentou forçar o lobby sionista a se registrar como agente estrangeiro, foi assassinado. Lyndon Johnson, seu sucessor, teve medo de enfrentar os israelenses. E o USS Liberty pagou o preço.

O Depoimento de Massie: “Eles tinham a intenção de não deixar um único sobrevivente”

Em discurso na Câmara dos Representantes, no dia 8 de junho de 2026 — exatos 59 anos após o ataque —, o deputado republicano Thomas Massie (Kentucky) fez o que nenhum de seus antecessores teve coragem de fazer.

Massie descreveu o ataque em detalhes:

“Era um dia claro. O USS Liberty era um dos navios tecnologicamente mais sofisticados da Marinha, mas estava praticamente desarmado. Foi enviado para observar a Guerra dos Seis Dias.”

O navio chegou em 7 de junho. O tempo estava claro. A bandeira americana tremulava.

No dia seguinte, 8 de junho, caças Mirage da Força Aérea Israelense apareceram.

“Por 25 minutos, eles metralharam e atacaram o USS Liberty. Dispararam foguetes, dispararam canhões de 30 milímetros contra o casco. Chegaram a lançar napalm na ponte de comando.”

A intenção, segundo Massie, era clara:

“Foi um esforço para matar todos a bordo. Não havia intenção de fazer prisioneiros.”

Após os 25 minutos de ataque aéreo, as lanchas torpedeiras israelenses chegaram.

“Três lanchas torpedeiras lançaram quatro torpedos. Um deles atingiu o casco do USS Liberty, matando 25 pessoas instantaneamente. Abriu um buraco de 12 metros por 12 metros no lado do navio.”

E então, o ataque se tornou ainda mais cruel.

“De acordo com relatos de testemunhas oculares, os israelenses metralharam os botes salva-vidas que foram colocados na água. Metralharam os bombeiros que estavam no convés.”

Massie foi direto:

“Eles estavam determinados a afundá-lo, mas também estavam determinados a não deixar um único sobrevivente.”

O navio, mesmo com os sinais sendo bloqueados pelos israelenses, conseguiu enviar um pedido de socorro. O USS Saratoga e o USS America enviaram aviões para ajudar.

E então, algo que nunca havia acontecido antes ocorreu.

“Os aviões foram chamados de volta. Isso nunca aconteceu antes. Um navio sob ataque. Os aviões foram chamados de volta.”

Os sobreviventes esperaram por 17 horas até que o resgate chegasse.

“34 mortos, 174 feridos. De uma tripulação de 294 homens. Isso é mais de 70% de baixas. Inaudito.”

A Conexão com Kennedy e o Lobby Sionista

O ataque ao USS Liberty não foi um evento isolado. Ele se inscreve em uma cronologia que o PolitikBr já documentou no artigo “KIRIAKOU: ‘JFK Tentou Parar o Lobby Sionista. E Foi Morto’“.

  • 1963: John F. Kennedy tenta forçar o AIPAC (o lobby israelense) a se registrar como agente estrangeiro sob a Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (FARA). É assassinado em Dallas. “Não funcionou bem para ele”, disse Kiriakou.
  • 1967: Lyndon B. Johnson, que assumiu após o assassinato de Kennedy, tinha “medo de enfrentar os israelenses”, segundo Kiriakou. Israel ataca o USS Liberty. Johnson encobre o crime.
  • 1970: Richard Nixon formaliza a política de compromisso incondicional dos EUA com a segurança de Israel. O AIPAC se torna um dos lobbies mais poderosos de Washington.
  • 2026: A política externa americana é, em grande medida, definida por interesses israelenses — não americanos. Netanyahu traçou o plano de guerra contra o Irã na Sala de Situação da Casa Branca. Trump disse: “Parece bom para mim.”

Massie não mencionou Kennedy ou o AIPAC em seu discurso. Mas a conexão é inevitável. O ataque ao USS Liberty foi a consequência do silêncio imposto após o assassinato de Kennedy. Johnson teve medo. E os israelenses, tendo percebido que podiam atacar os EUA sem consequências, agiram.

O Encobrimento: “Eles não queriam que ninguém observasse o que estavam fazendo”

Massie citou as figuras do establishment americano que, ao longo dos anos, afirmaram que o ataque não foi um acidente:

  • Dean Rusk (Secretário de Estado)
  • Richard Helms (Diretor da CIA)
  • Bobby Ray Inman (Diretor da NSA)
  • Capitão Ward Boston (Conselheiro Chefe do Tribunal de Inquérito)
  • Almirante Moorer (que serviu em Pearl Harbor, comandou as Frotas do Atlântico e do Pacífico, e foi Presidente do Estado-Maior Conjunto)

Todos eles, segundo Massie, acreditavam que o ataque foi deliberado. Nenhum achava que foi um acidente.

“Eles acham que foi assassinato intencional de Israel, ou como uma operação de falsa bandeira, ou porque eles simplesmente não queriam que ninguém observasse o que estavam fazendo naquele dia.”

A desculpa oficial — de que Israel confundiu o USS Liberty com um navio egípcio — é, como Carlson observou na entrevista com Kiriakou: “ridícula”.

O navio estava em águas internacionais. Ostentava a bandeira americana. O nome “USS Liberty” estava pintado na lateral. E o ataque durou mais de uma hora — tempo mais do que suficiente para qualquer piloto identificar um navio de guerra americano.

O Pedido de Massie: “Justiça para os Sobreviventes”

Massie encerrou seu discurso com um apelo:

“Honrem esses indivíduos. Parem de ignorar que eles existem. Vão ao site deles (ussliberty.org), apoiem-nos. Enquanto eles ainda estão vivos, eles precisam de um desfecho. Vamos dar a eles um desfecho. Vamos ter uma investigação. Vamos aprovar uma resolução em sua homenagem. Já está mais do que na hora.”

E pediu para que fosse registrado nos anais do Congresso a declaração de Ward Boston — um dos participantes do Tribunal de Inquérito original — que afirmava que o tribunal foi manipulado para encobrir a verdade.

A Verdade que Emerge

O discurso do deputado Thomas Massie – do Partido de Trump – no Congresso não foi um evento isolado. Foi a quebra de um pacto de silêncio que durou 59 anos.

O ataque ao USS Liberty, o assassinato de Kennedy, a tentativa de Kennedy de regular o lobby sionista, o medo de Johnson, o encobrimento, o silêncio dos sobreviventes — tudo isso faz parte de uma mesma história. A história de como um lobby estrangeiro capturou a política externa americana. E de como, se especula, um presidente, que ousou desafiar esse lobby, pagou com a vida.

Nota ao leitor: Este artigo buscou compilar, em uma análise única e aprofundada, os elementos factuais e contextuais que cercam o ataque israelense ao navio americano USS Liberty em 8 de junho de 1967, o encobrimento sistemático por sucessivas administrações americanas, e a recente revelação do deputado Thomas Massie (R-KY) em discurso no Congresso dos EUA. O texto também conecta esse evento à tentativa do presidente John F. Kennedy de regulamentar o lobby sionista (AIPAC) como agente estrangeiro — e ao seu assassinato —, conforme documentado no artigo anterior do PolitikBr com o ex-agente da CIA John Kiriakou. As fontes utilizadas são públicas e estão devidamente listadas para a sua verificação.

Esse artigo foi baseado em:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *