A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Transparência contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), pastor da Assembleia de Deus Ministério Madureira e aliado próximo do ministro André Mendonça. A investigação apura os supostos crimes de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Cezinha, que não é advogado, vendia acesso a gabinetes de ministros do STF, STJ e TSE. O modus operandi envolvia a advogada Mariângela Fialek (“Tuca”), que captava clientes e redigia peças processuais, e a esposa do deputado, Valéria Rodrigues Linhares, que assinava contratos de honorários. Valores chegavam a R$ 2 milhões por “taxa de sucesso”.
O caso ganhou destaque com a apreensão de R$ 510 mil em dinheiro vivo na bagagem de Valéria no aeroporto de Congonhas. O advogado que a socorreu foi Daniel Bialski, o mesmo que defende Daniel Vorcaro — o banqueiro do Banco Master que Cezinha levou a um encontro secreto com André Mendonça no Instituto Iter, em março de 2025.
A operação, autorizada por Flávio Dino, ocorre na véspera do julgamento sobre a conduta de Alexandre de Moraes.
A PF ressalva que não há indícios de participação de magistrados nos crimes. O que se investiga é a mercancia da influência — a venda, por Cezinha, da promessa de acesso ao Supremo.